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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Conversas de um velho safado


A carta

Sou eu, o anjo torto. Estou com medo, inseguro, confuso, ansioso. Mesmo assim, disposto a levar a audácia em frente. Talvez esteja louco ou então acometido de um surto de febre que me provoca os mais disparatados delírios. Por favor, antes de formular qualquer julgamento, leia tudo até o fim. Esta confissão é para ti. Só para ti. Ela pode significar o fim, ou a mudança de qualidade, de uma amizade bonita, intensa, especial, que é o modo como vejo nosso relacionamento social. Por favor, tente não cometer o equívoco de considerar estas confidências como ofensa ou impertinência, pois elas pretendem ser justamente o contrário, isto é, uma homenagem à mulher especial.

Estou constrangido, apavorado. Não sei como dizer o que quero sem correr o risco de sofrer interpretações equivocadas e mesmo maldosas. Talvez o melhor caminho seja dizer que és uma mulher que encanta, encanta, perturba e seduz. És uma mulher especial, integrante de uma estirpe nobre. Os exemplos que me ocorrem para explicar o que digo são Scarlett O´Hara (Vivian Leigh em “... E o Vento Levou), Mãe West (ao vivo) e Bette Davis (em “A Malvada”). A exemplo delas te acho uma mulher vital – esta é a palavra – que traz fascínio a todos aqueles que convivem contigo. Gosto de ti. Tenho afeto por ti. Esta é uma constatação que me deixa feliz. Te conhecer trouxe um sabor especial à minha vida.

Consegues transmitir uma vitalidade que encanta, faz bem e contagia os que estão à tua volta. Comigo, ao menos, acontece isto.

Não consigo definir com clareza as motivações da admiração, afeito e carinho que sinto por ti. Te admiro como uma mulher forte. Não que sejas imune às adversidades da vida, mas como alguém que não se deixa abater por elas. Tenho um afeto por ti como se fosses uma filha mais nova, a quem tenho vontade de proteger dos males do mundo. Mas também te vejo como uma mulher sensual, gostosa, capaz de despertar desejos ardentes e viver intensas paixões. Como é que a gente define um sentimento que engloba tantas emoções: carinho, afeto, proteção, paixão e desejo? Eu prefiro definir como amizade. Alimento a esperança irracional (bem sei) de que a vida não te faça nunca nenhum mal. Gosto de pensar que cada manhã, ao acordares, encontras ao teu lado um cesto de alegrias fresquinhas colhidas unicamente para ti.

Acho que estou sendo piegas (é quando meu estilo decai), mas perdoa, é tudo por conta da empolgação de te escrever e querer louvar o teu sorriso quente, otimista, alegre, descontraído, mágico; o teu jeito completo de ser: arrebatadora, amiga, exagerada e maravilhosamente autêntica.

Ufa!, acho que escrevi demais. Espero que goste da homenagem.

Receba um beijo carinhoso.

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