<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284</id><updated>2011-11-25T12:26:13.711-02:00</updated><category term='Convidados'/><category term='Carta aberta aos leitores'/><category term='Shirley'/><category term='Shi&apos;s a lady'/><category term=':Editores'/><category term='Trivialmente'/><category term='Aline Belle'/><category term='Foi mais ou menos assim'/><category term='Conversas de um velho safado'/><category term='Jens'/><category term='EntreAspas'/><category term='Euza'/><category term='Zeca'/><category term='Entrevista'/><category term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>PALIMPNÓIA</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>105</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2444066269571346190</id><published>2011-03-29T22:04:00.002-03:00</published><updated>2011-03-29T22:16:06.136-03:00</updated><title type='text'>CORPO E ALMA EM VERSO E PROSA</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 2004, blogue era um instrumento relativamente novo e estávamos encantados com a possibilidade de criar e publicar textos – literários ou não – e promover uma festiva interação entre nós. Durante todo o ano, interagimos, brincamos e criamos uma infinidade de elos. Em 2005 surgiu a vontade de imortalizar aquela alegria. Decidimos fazer um livro impresso. Ainda não era fácil publicar um livro. Nem barato. Mas topamos a aventura. Passamos boa parte do ano nos acertos, na preparação. No inicinho de 2006, após uma longa e por vezes dolorosa gestação, nasceu Corpo e Alma em Verso e Prosa. Um livro de quase 90 blogueiros. Um livro que guarda nossas letras ad eterno. Um livro que nos proporciona sentir a textura, o cheiro e as cores da nossa aventura. Cinco anos já se passaram. Alguns não estão mais conosco, mas muitos ainda sentem saudades daquele tempo. Por isso, alguns de nós resolvemos recriar a emoção. É tempo de um novo livro. E resolvemos ampliar, como em 2005, a nossa aventura. Então o convite é: vamos juntos em nova aventura? O convite é para vocês que participaram do primeiro, vocês que estão chegando agora, vocês que têm blogues, vocês que não têm blogues, vocês que nos lêem em silêncio e para os amigos de todos vocês. Levem o link, espalhem esta idéia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;ESTÁ ABERTA A SELETIVA DE TEXTOS PARA&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O livro II da Coletânea de contos, crônicas e poemas de autores blogueiros Corpo e Alma em Verso e Prosa &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Informações gerais: Tema: Livre. O(s) texto(s) pode(m) ser em prosa e/ou verso. Nº de participantes: mínimo de 30 (trinta) – máximo de 45 (cinqüenta) Custo do Investimento: Cada autor terá a obrigatoriedade de adquirir 01 (um) exemplar ao custo de R$ 30,00. O pagamento é antecipado e deverá ser feito conforme informações que enviaremos após o processo de seleção. Prazo para adesão: até 20 de abril de 2011 ou até completar os 45 participantes Páginas por participante: 04 (quatro) Importante: Para calcular o tamanho da página, use Times New Roman nº 12, formatação Normal e conte 22 linhas, a partir do título. Caso encontre alguma dificuldade, mande-nos como estiver. Faremos a paginação e, se necessário, entraremos em contato para os devidos ajustes. Responsáveis pela organização, revisão, diagramação e editoração: Loba, Jens e Cherry (colocar link dos blogs em cada um dos nomes) Especificações da edição: - Formato padrão de 14,0x21,0 cm - Miolo em papel branco 75g com impressão em preto - Capa personalizada e exclusiva, com impressão em papel 220g - em policromia (a cores) e plastificação - Acabamento com lombada e orelhas - Registro do ISBN - Código de barras - mínimo de 132 páginas – máximo de 200 (dependendo do número de participantes) &lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Importante: &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No primeiro contato, através preferencialmente do FORMULÁRIO DE CONTATO PARA COLETÂNEA, logo abaixo desta postagem, ou pelo e-mail editoriacoletanea@gmail.com, os interessados deverão enviar seus textos – NO CORPO DA MENSAGEM, juntamente com as seguintes informações: Nome completo Nome que usará na publicação No prazo máximo de duas semanas após o encerramento das inscrições, os autores dos textos selecionados receberão nosso retorno com as demais informações. IMPORTANTE: NÃO SERÃO ACEITOS TEXTOS ENVIADOS COMO ANEXO. TODOS DEVERÃO SER COLADOS NO CORPO DA MENSAGEM E DEVERÃO TER TÍTULO. Não se preocupe com o tamanho do texto. Não há limites de caracteres no corpo da mensagem de e-mail. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;b&gt;FORMULÁRIO DE CONTATO PARA COLETÂNEA:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;form method="post" action="http://kontactr.com/euser.php"&gt;&lt;input value="87463" type="hidden" name="id"&gt; &lt;br /&gt;&lt;table style="FONT-FAMILY: Tahoma, Verdana; FONT-SIZE: 13px" border="0" cellpadding="10"&gt;&lt;br /&gt;&lt;tbody&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td align="right"&gt;Seu Nome : &lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;input style="WIDTH: 250px" name="sender_name"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td align="right"&gt;Seu Email : &lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;input style="WIDTH: 250px" name="sender_email"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td align="right"&gt;Assunto : &lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;input style="WIDTH: 250px" name="subject"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="top" align="right"&gt;Mensagem : &lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;textarea style="PADDING-BOTTOM: 3px; PADDING-LEFT: 3px; PADDING-RIGHT: 3px; FONT-FAMILY: Tahoma, Verdana; FONT-SIZE: 13px; PADDING-TOP: 3px" rows="10" cols="40" name="message"&gt;&lt;/textarea&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td valign="center" align="right"&gt;Digite os caracteres observando maiúsculas e minúsculas:&lt;/td&gt;&lt;br /&gt;&lt;td&gt;&lt;img src="http://kontactr.com/captcha.php" /&gt; &lt;input style="PADDING-BOTTOM: 3px; PADDING-LEFT: 3px; PADDING-RIGHT: 3px; FONT-FAMILY: Tahoma, Verdana; MARGIN-BOTTOM: 10px; FONT-SIZE: 13px; PADDING-TOP: 3px" name="captcha_code"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;tr&gt;&lt;br /&gt;&lt;td colspan="2" align="middle"&gt;&lt;input style="WIDTH: 100px; LETTER-SPACING: 5px; FONT-SIZE: 18px" id="send" value="Enviar" type="submit" name="send"&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/form&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2444066269571346190?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2444066269571346190/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2444066269571346190&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2444066269571346190'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2444066269571346190'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2011/03/corpo-e-alma-em-verso-e-prosa.html' title='CORPO E ALMA EM VERSO E PROSA'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1999201171416980529</id><published>2010-08-02T08:32:00.008-03:00</published><updated>2010-08-02T10:17:45.968-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Euza'/><title type='text'>Euza: Tempo de seguir novas canções</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TFawmSvHD6I/AAAAAAAAAQc/U7Zgy2c2UdM/s1600/untitled1.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 248px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5500778166790590370" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TFawmSvHD6I/AAAAAAAAAQc/U7Zgy2c2UdM/s320/untitled1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tudo me era estranho. Até o gato, espreguiçando no banco e olhando o desfile da vida, não me parecia gato. Queria mesmo era tomar um copo de cólera. Seria uma reação. Há tempos ando assim, como a deixar a vida passar por mim.&lt;br /&gt;Naquele momento, não foi a vida quem passou. Foi um homem. Gordo e surpreendentemente ágil. Passou correndo e seu vento me deslocou. Tropecei nas pernas e nos pensamentos. O momento passou e tudo voltou ao que era antes. Eu, parada. Solidária às pedras. Solitária na falta de inspiração. É preciso inspiração pra seguir a canção. Talvez seja preciso o deslocamento do vento para nos dar a direção. Olhando os rostos mais ou menos conhecidos fui em busca do porto. O ponto.&lt;br /&gt;É prazeroso estabelecer o ponto de partida, é sábio olhar de frente o ponto final. Quase sempre estendemos o momento de escrever o The End. Nos agarramos ao que sonhamos, ao que projetamos. E arrastamos as vírgulas, enfeitamos as reticências. Tudo para fechar as cortinas como nos contos de fadas. Mas nem todo final precisa ser feliz ou parecer feliz. Às vezes ele deve ser assim: lento e silencioso e sem importância. Às vezes ele apenas marca o fim de um tempo. E pendura as lembranças por cores, tamanhos, emoções. Lembranças que, em sépia, se tornarão preciosas e perfeitas e amadas. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Palimpnóia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (este nome esquisito)&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;será esta bela lembrança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A volta pra casa foi rápida. Nem foi preciso o copo de cólera - a gente reage quando menos espera. E toma o curso da vida. E &lt;em&gt;apesar de&lt;/em&gt; ensaia os sorrisos. E lembra Clarice Lispector: “muitas vezes é o próprio &lt;em&gt;apesar de&lt;/em&gt; que nos empurra para a frente.” É tempo de seguir novas canções.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1999201171416980529?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1999201171416980529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1999201171416980529&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1999201171416980529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1999201171416980529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/08/euza-tempo-de-seguir-cancao.html' title='Euza: Tempo de seguir novas canções'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TFawmSvHD6I/AAAAAAAAAQc/U7Zgy2c2UdM/s72-c/untitled1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-6118224128532450024</id><published>2010-07-19T00:09:00.007-03:00</published><updated>2010-07-19T00:21:21.270-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aline Belle'/><title type='text'>Aline Belle: Só um aperto de mãos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/TEPCoJai-_I/AAAAAAAAAJw/idcQK6Hup_M/s1600/armani.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 161px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495449965299956722" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/TEPCoJai-_I/AAAAAAAAAJw/idcQK6Hup_M/s200/armani.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; Nos últimos dias ouvia encantada a voz grave dele, já nem processava mais a enxurrada de informações que ela transmitia. Ficava perdida nos diferentes timbres, que não me dei ao luxo de interpretar. Vez por outra me dava conta que havia pagado (e nada barato) pelo curso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desequilibrada, já ria das piadas machistas que soltava, mas proferidas por aquele homem, como poderia rebater? Ria também das indignações dele diante das atrocidades do sistema judiciário. Nunca olhava para onde o seu dedo apontava. Olhava apenas para o dedo torto. Passei boa parte do curso desejando ardentemente que ele, do alto do palco, simplesmente caísse bem no meu colo. Algo impossível de acontecer, já que normalmente me sentava na terceira fileira. E desejo tem lógica? Então me embasei nisso e prossegui desejando, afinal desejos são só desejos. Só?&lt;br /&gt;Ontem, último dia. Ao encerrar o curso, todos bateram palmas para o renomado "professor-doutor". Eu não. E foi aí que ele me percebeu. E pousou seus olhos sobre mim.&lt;br /&gt;Fui para fila a fim de cumprimentá-lo pela eficiência da oratória. Estendi-lhe o braço e a mão lisa, bem cuidada e cheia de dedos tortos segurou a minha mão.&lt;br /&gt;Esse aperto não teve vibração cordial. Demorou mais que o convencional. Ele não queria soltar. Estava pávido. Os olhos estarrecidos. Não sei se por compartilhar da mesma sensação que eu ou se por medo de não saber disfarçar o papelzinho que lhe entreguei ardilosamente.&lt;br /&gt;Serena, como sempre sou, soltei a mão dele que se comprimiu para o tal papel não escapar e desesperadamente entrou no bolso do terno Armani. Girei-me nos calcanhares e comecei subir a rampa. Confesso que rebolando mais que o necessário.&lt;br /&gt;Senti os olhos dele nas minhas costas nuas, cravados como os espinhos da minha tatuagem. Agora ele estava perdido nos meus delírios, que permanecerão apenas no âmbito dos delírios...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-6118224128532450024?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/6118224128532450024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=6118224128532450024&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6118224128532450024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6118224128532450024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/07/nos-ultimos-dias-ouvia-encantada-voz.html' title='Aline Belle: Só um aperto de mãos'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/TEPCoJai-_I/AAAAAAAAAJw/idcQK6Hup_M/s72-c/armani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1061496836171244600</id><published>2010-06-27T20:53:00.009-03:00</published><updated>2010-07-19T00:17:31.707-03:00</updated><title type='text'>Zeca: Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/TCfkx4HTebI/AAAAAAAAAeI/qvso7pKw1vk/s1600/South+African+presenter+introduces+the+artists+list+during+the+official+Kick+off+celebration+concert+.+Photo+credit+should+read+GIANLUIGI+GUERCIA-AFP-Getty+Images.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 213px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5487606216501983666" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/TCfkx4HTebI/AAAAAAAAAeI/qvso7pKw1vk/s320/South+African+presenter+introduces+the+artists+list+during+the+official+Kick+off+celebration+concert+.+Photo+credit+should+read+GIANLUIGI+GUERCIA-AFP-Getty+Images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;strong&gt;Celebração&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho chegou! Como sempre, com um arzinho de inverno, do romantismo (ou mercantilismo) do Dia dos Namorados, e o cheirinho de Festas Juninas com suas fogueiras, quentão, quadrilhas (quadrilhas?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma vez a cada quatro anos, tudo isso muda, pois apaixonados - a maioria de nós - por futebol, nos preparamos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo e seus modismos, com muitos enfeites em verde e amarelo pelas ruas, pelas roupas e, neste ano, com o barulho ensurdecedor das vuvuzelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, claro, não fujo à regra. Não sou torcedor de nenhum time, embora nutra mais simpatia por uns e menos por outros. Costumo assistir alguns jogos durante o ano, principalmente os mais importantes e não perco os jogos da Seleção Brasileira. Mas de quatro em quatro anos, chego à beira do fanatismo! Não perco os noticiários esportivos, assisto jogos e treinos, acompanho o dia a dia dos atletas e, aí, me misturo à maioria dos torcedores brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano não foi diferente; desde maio estou me preparando para a Copa, fazendo uma agenda das atividades da Seleção, anotando as datas dos jogos para não assumir compromissos e vigiando os canais de televisão, para não perder nenhum programa esportivo, nenhuma informação sem a qual eu me sentiria o último dos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aconteceu uma coisa que mexeu demais comigo, mais ainda que os jogos propriamente ditos: foi o Show de Abertura da Copa do Mundo! Para mim, um divisor de águas dentro do futebol. Aconteceu no dia 10 de junho, portanto, um dia antes da abertura oficial do Campeonato Mundial. Foi como um presente dos organizadores africanos para todo o mundo! Antes do início do show, grupos tribais mostraram ao mundo um pouco da cultura local e artistas de ponta dos países africanos dividiram o palco com artistas de renome mundial, em pé de igualdade, animando e emocionando a maioria das pessoas da platéia e aqueles que, como eu, acompanharam tudo pela TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando Desmond Tutu (Prêmio Nobel da Paz de 1984), arcebispo de Johannesburgo entrou no palco vestido com as cores do país e foi ovacionado pela população, intercalando um rápido e emocionado discurso com passos de dança e muita alegria, a emoção tomou conta de mim como há muito tempo não acontecia. Chorei copiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como era de se esperar, o arcebispo prestou uma homenagem ao grande herói sul africano, Nelson Mandela. - Viva Madiba! - disse, referindo-se ao apelido do líder africano, que não esteve presente na abertura por questões médicas. O grito de agradecimento orquestrado por Desmond Tutu foi uma demonstração do reconhecimento do povo sul-africano à trajetória de Mandela, que passou a maior parte de sua vida lutando contra o apartheid, um regime de segregação racial que imperou na África do Sul durante praticamente todo o século XX. Por essa luta esteve preso durante 25 anos (e o bispo Tutu, calado pelas autoridades) e entre 1994 e 1999 governou o país, após sua saída do apartheid preparando o povo para a democracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país ainda tem muitos problemas políticos, sociais e econômicos. Tem muita pobreza e desigualdade, mas um povo extremamente orgulhoso de sua liberdade. Um povo alegre e aberto a todos os povos, com quem celebra a vida livre dentro de um novo mundo. E mostrou ao mundo sua capacidade de oferecer uma festa tão bem organizada quanto qualquer outro país. E mostrou a todos algo raramente mostrado nesses eventos: a alegria e o orgulho em, finalmente, aparecer perante o mundo como a sede de um evento grandioso. E mostrar ao mundo que têm esperança suficiente para seguirem sua difícil caminhada rumo ao progresso, com dignidade. E por isso, celebram!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu? Feliz e emocionado me preparei para, no dia seguinte, seguir a abertura oficial da Copa do Mundo da África e, dali para frente, acompanhar a maioria dos jogos e dos programas esportivos da TV. Só que, diferente das Copas anteriores, desta vez com um sentimento de carinho por esse povo que, muitos de nós mal conhecíamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1061496836171244600?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1061496836171244600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1061496836171244600&amp;isPopup=true' title='13 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1061496836171244600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1061496836171244600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/06/blog-post.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Zeca: Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/TCfkx4HTebI/AAAAAAAAAeI/qvso7pKw1vk/s72-c/South+African+presenter+introduces+the+artists+list+during+the+official+Kick+off+celebration+concert+.+Photo+credit+should+read+GIANLUIGI+GUERCIA-AFP-Getty+Images.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1422717978384635482</id><published>2010-06-21T09:24:00.004-03:00</published><updated>2010-06-21T21:22:52.787-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Euza'/><title type='text'>Euza: De vida e jabuticabas</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TB9cqLDTpaI/AAAAAAAAAQU/LtYLED281k4/s1600/jabuticabas.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 257px; FLOAT: left; HEIGHT: 257px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485204750751475106" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TB9cqLDTpaI/AAAAAAAAAQU/LtYLED281k4/s320/jabuticabas.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TB9bUh9RL8I/AAAAAAAAAQM/-Hlemd-IqjU/s1600/jabuticabas-NinaRicci.png"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;As gotas caíam lentas e escorriam queimando em meus caminhos venosos. Lá fora o dia chovia como a chorar pelas dores de todos nós. A imobilidade forçada só me permitia pensar. E sentir um persistente incômodo. Uma quase dor. Nada físico. Era como se estivesse olhando as jabuticabas do menino de Mário de Andrade e descobrindo que sobravam poucas à minha frente.&lt;br /&gt;Fiquei pensando nas minhas jabuticabas. Não sentia nem sinto pela quantidade do que me resta. Sinto pela qualidade do que se foi. Eu que passei a vida sem arrependimentos, agora os tenho. A maior parte das minhas jabuticabas não foi degustada. Engoli-a com a pressa dos gulosos, com a inconsciência dos doidivanas. Agora é hora de cuidar do que ainda me resta.&lt;br /&gt;Quantas jabuticabas ainda me restam? Não sei. Nunca alguém saberá quanto tempo de vida ainda lhe resta. Então fazer o quê com este tempo que nos parece sempre curto?&lt;br /&gt;Ainda como Mário de Andrade, minhas decisões estão chegando. Não sei escrevê-las, mas talvez eu saiba vivê-las. Lentamente, como convém a quem já se descobriu mortal. Insistentemente, como garimpeiro em busca de seu ouro. Alegremente, como criança pulando amarelinha.&lt;br /&gt;Quero a essência das flores e das pessoas. Nada mais de superfície. Quero rir de mim mesma e andar com quem sabe ser beija-flor. Quero ser a alegria do barco voltando e o conforto no imprescindível adeus. Não tenho mais tempo para o superficial, para o medíocre, para o sem-sentido. Meu tempo agora são grãos preciosos de uma areia que, lenta, chegará ao fim.&lt;br /&gt;E fica a inevitável certeza: a ampulheta nunca será virada. Nem a minha, nem a de ninguém. Portanto, que a vida seja sempre o essencial. E essencial é mesmo o amor – em todos os seus tempos, suas formas, seus sentimentos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1422717978384635482?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1422717978384635482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1422717978384635482&amp;isPopup=true' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1422717978384635482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1422717978384635482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/06/euza-de-vida-e-jabuticabas.html' title='Euza: De vida e jabuticabas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/TB9cqLDTpaI/AAAAAAAAAQU/LtYLED281k4/s72-c/jabuticabas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5530733153305207353</id><published>2010-06-14T22:53:00.014-03:00</published><updated>2010-06-15T13:57:46.932-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jens'/><title type='text'>Jens: Pequenos canalhas</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;o:smarttagtype name="PersonName" namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;style&gt;&lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal  {mso-style-parent:"";  margin:0cm;  margin-bottom:.0001pt;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:12.0pt;  font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1  {size:595.3pt 841.9pt;  margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;  mso-header-margin:35.4pt;  mso-footer-margin:35.4pt;  mso-paper-source:0;} div.Section1  {page:Section1;} --&gt;&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/TBbZsCXjUqI/AAAAAAAABfw/7SLX-AqDPTY/s1600/bully.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/TBbZsCXjUqI/AAAAAAAABfw/7SLX-AqDPTY/s200/bully.gif" width="193" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A estupidez da humanidade nunca deixa de me surpreender. Minha mais nova fonte de estarrecimento é o tal de &lt;i&gt;bullying&lt;/i&gt;, a denominação chique para a velha e antiga provocação praticada por adolescentes nas escolas, atualmente resolvida na bala.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No meu tempo não era assim. A pegação de pé, como hoje, era através de apelidos depreciativos. No Ginásio Padre Réus alguns apodos entraram para a história da instituição, como, por exemplo, Cadela, Gão e Solange. O primeiro se chamava Júlio, mas tinha uma cara e um olhar carente de cadela abandonada. O segundo pertencia à turma mais velha – estava no Científico – e era um bom jogador de basquete (os caras do Científico não jogavam futebol de salão, esporte preferido pela plebe infantil – nós, os ginasianos). O problema com o Gão era quando um gaiato, prudentemente oculto, berrava “Vem cá, Gão”. O cara ficava uma fera. Identificado o engraçadinho, a briga era certa. Seu nome de batismo perdeu-se nos escaninhos da História. Já Solange era o codinome do Artur, meu colega de turma. Ele tinha cabelo crespo e ruivo (depois foi apelidado de Bombril), que lembrava a galinha de estimação do Carlos Bronco Dinossauro- a Solange, naturalmente –, personagem interpretado por Ronald Golias, no programa A Família Trapo, um sucesso de audiência da TV Record nos anos 60.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Ontem, como hoje, as alcunhas não eram aceitas pacificamente. Naquela época, a honra era restabelecida com socos e pontapés, na pracinha em frente ao colégio, depois da aula (“pedrada não vale”). O interessante é que não havia revanche. O perdedor aceitava o resultado e a vida seguia em frente – não sem antes os contendores levarem uma tunda dos genitores. Naquele tempo, os pais acreditavam ser sua obrigação impor regras de comportamento aos filhos, e uma delas é que não deviam brigar no colégio, não importa o motivo. A gente sabia: brigou na rua, apanhou em casa. Simples assim – “endurecer sem jamais perder a ternura”, a receita de civilização preconizada pelo doutor Benjamin Spock bem antes de Che Guevara.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pessoalmente, não tive maiores problemas nesta área. Nos anos de delinquência fui chamado de Mister, Kopachevisky (o Kopa) e Bolo Fofo.Os dois primeiros foram em razão do meu segundo nome (Edi) acoplados a séries de tevê. Mister, fazia referência a Mister Ed um cavalo falante. Kopachevisky por causa do soldado Ed Kopachevisky, personagem de um eposódio da série Combate . Bolo Fofo foi quando eu era lindinho e gorduchinho (graças às doses industriais de Biotônico Fontoura e Toddy, ministradas pela mãe). Só quem me chamava assim era a sorridente e carinhosa Naira. E a Nairinha, meu primeiro amor, podia tudo. Assim, sem estresse.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Outros camaradas não foram tão felizes, como o Coveiro (alemão, magro, alto e cadavérico – um excelente goleiro de futsal – o fdp defendeu um dos meus melhores chutes), o Dezudo (um nerd que só tirava 10, tentamos fazer sexo com ele durante todo o Ginásio; aparentemente, ninguém conseguiu), o Touro Louco (protagonista da maior briga que já presenciei – um dia (re)conto como foi), e o Pãozinho (no tempo em que os guris bonitos eram chamados de Pão – vão no Google, jovens).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Pra não dizer que não falei das mulheres, registro a Maria Olho de Boi (Maria Catarina, na verdade. Coxodulzíssima, também) e a Maria do Lordo (uma magrela provocante que ostentava um traseiro encantador. A propósito, “lordo” é uma palavra que não se encontra nos dicionários, mas, suponho, vocês sabem do que se trata).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif;"&gt;Eram assim, aqueles tempos: bobagens, bobagens e bobagens. Éramos também, cruéis, certamente. Mas, no final, todo mundo se salvava. Armas, jamais&lt;/span&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5530733153305207353?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5530733153305207353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5530733153305207353&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5530733153305207353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5530733153305207353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/06/estupidez-da-humanidade-nunca-deixa-de.html' title='Jens: Pequenos canalhas'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/TBbZsCXjUqI/AAAAAAAABfw/7SLX-AqDPTY/s72-c/bully.gif' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-6572931516280422944</id><published>2010-06-07T10:10:00.005-03:00</published><updated>2010-06-07T10:17:57.914-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aline Belle'/><title type='text'>Aline Belle: Dia dos Namorados</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/TAzw4gUfWkI/AAAAAAAAAJo/zhCfH5_d1nk/s1600/Heart.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5480019700142266946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/TAzw4gUfWkI/AAAAAAAAAJo/zhCfH5_d1nk/s200/Heart.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;Depois de um dia cansativo, pra variar, a semana se findava. Estava exausta, de tudo um pouco. Poderia dormir. Dormir muito era tudo o que queria. Nem os sonhos, aqueles que já não tinha fazia tempo, atrapalhariam sua morbidez, caso aparecessem. Na verdade, queria não ver o dia seguinte, não queria ter notícias dele, do Dia dos namorados.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Encaixou a chave no portão, ao trancá-lo, sabia que seus maiores tormentos começariam. Recolheu as cartas, os panfletos (promessas - mentirosas - de uma vida mais fácil e feliz). Abriu a porta, acendeu a luz, colocou a bolsa no sofá, livrou-se dos sapatos a caminho da cozinha, tirou uma pequena embalagem da geladeira, abriu e o colocou no micro-ondas. Tudo sempre igual.&lt;br /&gt;Enquanto a comida descongelava, encostada no mármore frio da pia, deu uma olhada na correspondência. Incrível como uma mulher solteira recebe informativos, catálogos de roupas e de viagens, propostas de adesão a cartões de crédito!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um panfleto pequeno, porém em letras garrafais, chamou-lhe atenção: &lt;em&gt;Operação Cata Bagulho&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dizia nele que qualquer coisa que não servisse (móveis, papéis, roupas) poderia ser colocada na calçada de sua casa para ser recolhida pelo caminhão da Prefeitura para ser levada a lixões, doadas, recicladas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pensou nas pilhas alcalinas já sem finalidade que guardava, mas lembrou-se que as doava para uma velha senhora que fazia dinheiro com elas e (também) assim sustentava a família numerosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os livros! Não, ainda não estava na época de fazer a limpeza na estante. E depois, poderia doá-los para a escola pública como fizera com as revistas.&lt;br /&gt;O mais não lhe servia?&lt;br /&gt;O que mais poderia doar?&lt;br /&gt;E lembrou-se &lt;em&gt;daquilo&lt;/em&gt;. Fazia anos que o guardava, na vã esperança de um dia ser bem utilizado. Estava lá, jogado em algum lugar que ela fingia não saber bem qual era. Já tinha lavado-o, já tinha pintado-o de todas as cores possíveis e de nada adiantava, não conseguia restaurá-lo.Talvez uma lixa bem possante tirasse a ferrugem, esfarelasse as corrosões? Mas andava com preguiça, tão desanimada, isso daria muito trabalho e ela estava sem estímulo para começar a reformá-lo novamente. Tantas e tantas vezes havia tentado... Estava decidido: seria doado! Quem sabe a caridade pudesse ser um bom modo de aproveitar aquilo, já que para fazê-la ainda sentia algum ânimo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;*****&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Na manhã seguinte, os homens da Prefeitura tiveram certa dificuldade e precisaram de muita força para carregar seu pesado coração, que de alguma forma, movido por um sentimento de solidariedade, batia fraco...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Prefeitura de São Paulo tem uma ação chamada&lt;span style="color:#000000;"&gt; "&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://portal.prefeitura.sp.gov.br/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;Cata Bagulho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;" (acharam&lt;/span&gt; que era gozação, né?), onde, através de panfletos informa o dia e os horários em que os caminhões passarão recolhendo tudo que os moradores não querem mais, destinando-os para a reciclagem, doações ou lixões da Capital. Acho que vale a pena ficar de olho, se informar sobre dias e horários e contribuir...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-6572931516280422944?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/6572931516280422944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=6572931516280422944&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6572931516280422944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6572931516280422944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/06/dia-dos-namorados.html' title='Aline Belle: Dia dos Namorados'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/TAzw4gUfWkI/AAAAAAAAAJo/zhCfH5_d1nk/s72-c/Heart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-7403128565239318967</id><published>2010-05-31T11:03:00.006-03:00</published><updated>2010-05-31T20:58:38.098-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shirley'/><title type='text'>Shirley: Shi's a lady</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/TARNG153kvI/AAAAAAAABdc/mA7VUVjfXdI/s1600/aFofoca.jpg.bmp"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 200px; height: 155px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/TARNG153kvI/AAAAAAAABdc/mA7VUVjfXdI/s200/aFofoca.jpg.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477587826733716210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 100%;font-family:georgia;font-size:12pt;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;Um segredo tem sempre a forma de uma orelha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Nem bem ela me via e já vinha: “menina, você soube da separação da fulana? Dizem que ela trocou o marido pelo jardineiro e bla bla bla bla bla bla bla”. E haja paciência pra ouvir tudo que a criatura tinha a dizer sobre tanta gente que eu nem conhecia e, dos que eu conhecia, não tinha o menor interesse em saber dos casos cabeludos ou dos descasos carecas. Aliás, se tem uma coisa que eu não gosto nessa vida é de fofoca, que eu considero não apenas um atraso de vida, mas uma total falta do que fazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que a primeira fofoca aconteceu por causa de de Catarina II, cuja morte foi rondada por uma história maluca sobre um romance da imperatriz com um cavalo. A história já tem mais de 100 anos e já rodou o mundo inteiro, destruindo a reputação da moça. Ainda bem que ela morreu antes de saber o que as pessoas comentavam sobre sua morte, coitada.&lt;br /&gt;Eu considero a fofoca uma espécie de vírus ou um verme, de tratamento e cura desconhecidos. E mortal. Dependendo do tamanho da língua que fofoca a desgraça é realmente grande. A língua da imprensa, por exemplo: descobriram o “nicho” e fomos, então, invadidos por uma verdadeira avalanche de revistas especializadas na arte da fofoca e do mexerico. O pior é que a desculpa não é nem um pouco esfarrapada: há demanda. E há mesmo, tem gente nesse mundo que dá um uma ponta de unha pra não entrar em uma fofoca e um braço inteiro pra não sair dela!&lt;br /&gt;No dia que alguém conseguir criar um antivírus pra fofoca, das duas, uma: ou vai ficar podre de rico ou então vai cair em uma sarjeta do tamanho da língua de um fofoqueiro. É, gente, somos humanos, todos nós, e gostamos, sim, de novidades. Mas fofoca, como o próprio nome já diz, é exagero. Como assim, “o nome não diz”? Ora, é claro que diz: fo-fo-ca! Pra quê tanto “fo” – não bastava um? Bom, fofoca é isso mesmo: redundância, coisa sem a mínima necessidade ou importância.&lt;br /&gt;Mas também pode ser uma arma, mortal e, na maioria das vezes, eficaz. Só não dá para esquecer de uma coisa: se um dia é do fofoqueiro, o outro pode muito bem ser de sua vítima. E haja aciclovir,  e haja metronidazol.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-7403128565239318967?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/7403128565239318967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=7403128565239318967&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7403128565239318967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7403128565239318967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/05/shirley-shis-lady.html' title='Shirley: Shi&apos;s a lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/TARNG153kvI/AAAAAAAABdc/mA7VUVjfXdI/s72-c/aFofoca.jpg.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8122911415653755680</id><published>2010-05-24T09:40:00.007-03:00</published><updated>2010-05-24T13:31:33.121-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Zeca'/><title type='text'>Zeca: Trivialmente</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_p1SeqsZaI/AAAAAAAAAd4/j6FFl9p96EY/s1600/patos.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474817257352488354" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_p1SeqsZaI/AAAAAAAAAd4/j6FFl9p96EY/s200/patos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;b&gt;A diversidade do ser humano &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, ouvi de uma mulher bastante instruída, uma frase que não fez bem aos meus ouvidos. Ela comentava sobre a vida de uma pessoa conhecida e, em determinado momento, declarou: “Também, de uma mulher que gosta de outras mulheres, o que se poderia esperar?”&lt;br /&gt;Sei que desde os primórdios da humanidade, entre os povos primitivos, entre os mais civilizados, entre iletrados ou intelectuais, sempre houve interesses e vivências afetivo sexuais em todos os sentidos, seja entre iguais, ou entre diferentes. Isso não é “um mal” da nossa época, é sim parte da nossa humanidade, que nos permite sermos capazes de viver a sexualidade numa diversidade de orientações. Grandes personagens da história foram homossexuais sem que sua sexualidade influísse nas suas contribuições em todos os campos, como heróis, guerreiros, aventureiros, desbravadores, cientistas, e tantas outras atividades.&lt;br /&gt;Chega a ser desumano criticar ou julgar pessoas apenas por agirem diferente de nós. Quem somos nós para declararmos o que é certo ou errado, apenas pelas diferenças interpessoais? Essas idéias discriminatórias, maquiadas de verdades, constroem e solidificam preconceitos, intolerâncias, racismos, homofobias, que devem ser combatidos e não disseminados. Afinal, em nome dessas idéias, milhões de pessoas foram sacrificadas nos diversos campos de concentração construídos pelo mundo, não apenas pelos nazistas, mas por vários outros povos! Em nome dessas idéias, muitas guerras devastadoras destruíram territórios e populações! Essas idéias deveriam envergonhar a humanidade!&lt;br /&gt;Não acredito que o mundo seja mau, mas creio na nossa desumanidade, fruto de uma incapacidade de amarmos a vida plenamente, como se ela fosse prerrogativa apenas dos nossos iguais. A rejeição àqueles que agem diferente reflete essa falta de capacidade de tolerar e apreciar a diversidade.&lt;br /&gt;Esta reflexão me leva à conclusão de que precisamos recuperar certa inocência do olhar, tal como as crianças, que ignoram essas diferenças entre as pessoas. Para mim, a palavra principal que deve nortear nossas idéias é “respeito”. Respeito pelo outro, pela sua singularidade como ser humano e pelo seu direito de exercitar suas preferências. O homossexualismo não é uma escolha, é antes uma condição, uma orientação. Não creio que alguém escolheria ser homossexual sabendo que essa escolha lhe traria rejeições, preconceitos, sofrimento. A carga de preconceitos que recebemos com nossa educação, pode impedir-nos de avaliar, por exemplo, a quantidade exageradamente grande de casais heterossexuais, devidamente ligados pelos santificados laços do matrimônio, que se maltratam, desrespeitam, exigem que o outro se adapte às suas exigências, numa imposição humilhante e indigna ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Eu não discuti o assunto com essa mulher. Talvez tenha me omitido, sei lá; mas não achei que valesse a pena questionar suas idéias. Afinal, ela é uma dessas pessoas que vivem casamentos de fachada, onde impera a vontade individual, sem respeito pelo outro. O marido cuida da sua própria vida, ela cuida da dela e os filhos, cada um por si. Não sei se com essa minha reflexão sobre o assunto ela conseguiria enxergar de maneira diversa a enorme diversidade que caracteriza a humanidade.&lt;br /&gt;Ou será que estou agindo preconceituosamente com relação a ela, julgando-a e discriminando-a?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8122911415653755680?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8122911415653755680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8122911415653755680&amp;isPopup=true' title='23 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8122911415653755680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8122911415653755680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/05/trivialmente.html' title='Zeca: Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_p1SeqsZaI/AAAAAAAAAd4/j6FFl9p96EY/s72-c/patos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>23</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1922595039538182783</id><published>2010-05-17T08:53:00.005-03:00</published><updated>2010-05-17T22:08:41.658-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Euza'/><title type='text'>Euza: "Amor com amor se paga"</title><content type='html'>&lt;a href="http://vineyardcafe.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/5920be0b2a3b22bc0b719a7ac7a56c03aaf5481d.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 222px; FLOAT: left; HEIGHT: 299px; CURSOR: hand" border="0" alt="" src="http://vineyardcafe.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/5920be0b2a3b22bc0b719a7ac7a56c03aaf5481d.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta volta do Palimpnóia, queria fazer um texto arrebatador. Destes que desnudam o leitor e o deixam se vendo nas linhas e entrelinhas. Pensei em vários temas. Nenhum foi capaz de fazer o sacrossanto milagre de me transformar num Veríssimo ou num Rubens Braga ou em qualquer outro grande cronista. Pensei em contar um “causo”. Também não rolou. Nem todos têm o talento de um Jens ou de um Miguelito.&lt;br /&gt;Desisti dos pensamentos megalomaníacos, mas nem os rasos me ocorreram. Falar sobre a minha ausência? Que graça teria falar sobre os dez quilos que me deixaram mais fofinha ou sobre o abismo que quase me tragou? Nem pensar. Nada de histórias mais ou menos!&lt;br /&gt;Em busca de inspiração, meu olhar zapeou a sala. Além de um aparador repleto de fotos das minhas crianças, de hoje e de ontem, de novidade só havia as minhas almofadas indianas e sobre elas o meu companheiro. O mesmo que me venceu pelo cansaço há mais de 30 anos. Fiquei a olhá-lo e a me perguntar: o que faz um homem inteligente e interessante passar a vida insistindo com uma mulher teimosa, egoísta e autosuficiente quanto eu? É bem verdade que a mim também se aplicam alguns belos adjetivos – afinal, nenhum ser humano é vaso apenas de &lt;em&gt;comigo-ninguém-pode&lt;/em&gt; – mas a parte incomodativa é consideravelmente grande. Amor. É a única resposta que me ocorre. E foi amor o sentimento confortável que me fez ficar ali, olhando-o com cara de quem quer experimentar o gosto do eterno.&lt;br /&gt;Pois então! Passei a vida a dizer que não queria a sorte de um amor tranquilo. Para desespero dos meus amados, sempre corri atrás das grandes paixões. Sempre quis ser arrebatada pelo vento, não importando onde fosse parar nem o quanto a viagem fosse durar. Não me arrependo. Até porque, ainda sou assim. Ainda tenho meus momentos de fera enjaulada, minhas fomes desmesuradas, minhas tresloucadas fantasias. Mas hoje sou também diferente.&lt;br /&gt;Olhando o sorriso calmo do companheiro, um sentimento de amor novo me tomou. Estive com os dois pés resvalando um imenso abismo. Sorte minha que havia morangos plantados bem à beira. E os morangos me foram oferecidos por ele. Foram também dele as vinte e quatro horas de apoio, de carinho e de esperança partilhada. E foi assim que me vi novamente parceira de um homem que nunca havia deixado de sê-lo.&lt;br /&gt;Talvez a maioria das pessoas não precise estar pendurada no abismo para descobrir o que hoje sei. Mas comigo tudo é sempre muito intenso – seja para o bem ou para o mal. Entretanto, sempre saio renovada. E mais sabedora dos segredos da vida. Como agora sei: “&lt;em&gt;amor é o fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente&lt;/em&gt;” Mas amor é também “&lt;em&gt;um estar-se preso por vontade&lt;/em&gt;”. É sentir-se completo no silêncio de mãos dadas. É olhar, juntos, a infinitude da mesma estrada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Créditos:&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://vineyardcafe.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/03/5920be0b2a3b22bc0b719a7ac7a56c03aaf5481d.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;foto: vineyardcafé&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Citações: Drummond e Camões e Renato Russo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1922595039538182783?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1922595039538182783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1922595039538182783&amp;isPopup=true' title='28 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1922595039538182783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1922595039538182783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/05/euza-amor-com-amor-se-paga_17.html' title='Euza: &lt;i&gt;&lt;b&gt;&quot;Amor com amor se paga&quot;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>28</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-7711938788943444330</id><published>2010-05-10T00:01:00.004-03:00</published><updated>2010-05-17T07:28:56.857-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jens'/><title type='text'>Jens: Retrato do escriba quando jovem</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center; CLEAR: both" class="separator"&gt;&lt;a style="MARGIN-BOTTOM: 1em; FLOAT: left; CLEAR: left; MARGIN-RIGHT: 1em" href="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/S-dorGmTCyI/AAAAAAAABcg/TkuR4wg6IAc/s1600/livros-livros-livros_~k0142501.jpg" imageanchor="1"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/S-dorGmTCyI/AAAAAAAABcg/TkuR4wg6IAc/s200/livros-livros-livros_~k0142501.jpg" width="200" height="145" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="COLOR: black"&gt;Houve um tempo, no final da década de 60 do século passado, que no último sábado de cada mês eu invariavelmente ganhava um prêmio por ajudar meu pai. Nestes dias, que na minha memória são sempre ensolarados, acordávamos cedo e rumávamos para a rua Lima e Silva, na Cidade Baixa, onde ficava a Cooperativa dos Bancários, a Cooban, hoje substituída por um hipermercado da rede privada. No bolso da calça eu levava uma lista de compras, íamos fazer o rancho mensal. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Lá, enquanto pai conferia o extrato da sua conta na tesouraria e, após, conversava sobre futebol com os conhecidos, eu, pilotando um carrinho de supermercado, coletava judiciosamente os itens da lista: 10 kg de açúcar, 15 kg de arroz, 3 kg de banha (Dália, vendida em forma de tijolo), três latas de azeite...1 hora depois, quando já estava no final da tarefa, o pai aparecia, conferia e entrava na fila do açougue. Era a minha deixa, estava liberado para escolher a recompensa, fruto do meu trabalho. Excitado, com os olhos brilhando de curiosidade, eu estaqueava em frente a um pequeno estande de livros para escolher o meu exemplar do mês. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Aqui cabe uma interrupção para explicar a origem da minha atração pelos livros e pelas histórias que eles contam. Aprendi a ler aos sete anos, no primeiro ano do primário, no Grupo Escolar José de Anchieta, em Ipanema (Porto Alegre). Antes disso, eu já ficava embasbacado com as histórias fantásticas que meu avô materno contava a mim e a minha irmã nas noites de inverno à beira do fogo no quarto (o “quartinho”) que o pai construiu para ele no quintal de casa. Não lembro dos detalhes, mas a do caboclo Arranca-Toco contra o Dragão da Maldade era assustadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De posse desse novo e extraordinário conhecimento, lia tudo o que me caia nas mãos. Logo adquiri especial predileção pelas revistas em quadrinhos, que depois de lidas trocava com outros garotos antes das matinês domingueiras do Cine Ipanema. O primeiro livro que li foi As Aventuras de Tibicuera, de Érico Veríssimo, presente do pai (“como esse guri gosta de ler”). Em seguida ingressei no reino aventureiro de Narizinho, Pedrinho e Emília, criado por Monteiro Lobato. Agora não tinha mais volta: o vírus da literatura inoculara-se no meu organismo irremediavelmente. Entre uma e outra fotonovela da Capricho, Sétimo Céu e Grande Hotel (propriedades da minha irmã), cai nos braços de Sérgio Jockymann e Nélson Rodrigues na extinta Folha da Tarde. Também já nessa época circulava nas minhas veias o bichinho do socialismo, pois não concordava com os comentários sarcásticos de Nélson sobre D. Hélder Câmara, o Arcebispo Vermelho, e Alceu de Amoroso Lima, o Tristão de Athaíde. Mas fui enfeitiçado pela sua prosa magistral e me divertia com personagens como a estagiária de calcanhar sujo, que vivia perambulando pelas redações e Palhares, o canalha, que não respeitava nem as cunhadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Recém havia entrado na adolescência quando meu futuro cunhado apresentou-me à turma do Pasquim. Paixão à primeira leitura. Aprendi a admirar e venerar com entusiasmo adolescente Tarso de Castro, Millôr, Jaguar, Fausto Wolff, Henfil, Sérgio Augusto, Ivan Lessa e o insuperável Paulo Francis, de quem não consegui desgostar mesmo depois que aderiu aos cânones do neoliberalismo. Os amores da juventude são eternos. Na mesma época, meu solerte cunhado, certamente com o objetivo de ganhar a confiança do fiel guardião da sua amada, presenteou-me com meu primeiro livro “adulto”- Numa Terra Estranha, de James Baldwin, editado pela Globo dos bons tempos. A primeira página alertava em grandes letras de fogo: “Este livro é expressamente proibido para menores de 18 anos”. O romance conta a história de Rufus Scott, um jovem negro do Harlem, em Nova York, baterista de uma banda de jazz, que sucumbe vítima do racismo (seu inclusive) na grande metrópole norte-americana. O primeiro capítulo termina quando ele se suicida, despencando da ponte do Brooklin. Quer saber como ele chegou até aí? Leia o livro (pode ser encontrado em sebos de respeito). A leitura foi uma porrada. Fez pensar em coisas sobre mim mesmo que nunca antes tinham me ocorrido. Afinal, eu também era um negro que vivia num ambiente predominantemente de pessoas brancas. E ainda por cima tinha sexo. Uau, era o máximo! A partir de então a literatura passou a ocupar um lugar de destaque na minha busca por compreensão e conhecimento. &lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Voltando à Cooban (alguém ainda lembra?). Eu ficava petrificado na frente do estande de livros, hipnotizado com tantas maravilhas, incapaz de decidir, até o pai chegar e me apressar (“escolhe logo, não temos o dia inteiro”). Numa dessas ocasiões, entrevi uma capa onde sobressaía-se o nome Norman. Pensei: “bah, é o Mailer. Eles têm o último do Norman Mailer!” As mãos trêmulas pegaram o volume. Era um outro Norman, não o meu Mailer. Mas não sai frustrado. Francis Scott Key Fitzgerald estava lá. O Grande Gatsby foi o meu prêmio daquele sábado de sol, o último do mês. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-7711938788943444330?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/7711938788943444330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=7711938788943444330&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7711938788943444330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7711938788943444330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/05/jens_10.html' title='Jens: &lt;i&gt;&lt;b&gt;Retrato do escriba quando jovem&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/S-dorGmTCyI/AAAAAAAABcg/TkuR4wg6IAc/s72-c/livros-livros-livros_~k0142501.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5823023910875934813</id><published>2010-05-03T01:44:00.011-03:00</published><updated>2010-05-17T07:31:03.248-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aline Belle'/><title type='text'>Aline Belle: A arte de dar informações</title><content type='html'>&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/S95VyW1_XtI/AAAAAAAAAI0/5kagUOW80-Y/s1600/turismo.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 169px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5466901321288212178" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/S95VyW1_XtI/AAAAAAAAAI0/5kagUOW80-Y/s200/turismo.bmp" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Há cidades Maravilhosas, mas, às vezes, para um turista descobrir isso não é nada fácil.&lt;br /&gt;Viajei para uma cidade turística e ao descer do avião, naquela sexta-feira de tarde ensolarada e quente, peguei minha malinha, saí pelo portão de desembarque, olhei para esquerda depois para a direita, sem saber para qual lado ir. Primeira providência: descobrir onde ficava o local em que me hospedaria. Por sorte, encontrei o balcão de informações. Quer dizer, ‘sorte’ é eufemismo.&lt;br /&gt;- Por favor, onde fica o lugar tal?&lt;br /&gt;A funcionária da Infraero, que escrevendo estava escrevendo continuou, respondeu:&lt;br /&gt;- Você vai aqui, sobe a passarela, depois da OAB vira e tá lá.&lt;br /&gt;- Eerr... Ok, obrigada.&lt;br /&gt;Claro que eu não estava saindo com mais informações do que já tinha quando cheguei, ou seja: nenhuma.&lt;br /&gt;Quando se está em um lugar desconhecido, nada mais natural do que pedir informações. E nada mais natural que o solicitado tenha em mente que o solicitante não tem nem ideia de onde fica a passarela, tão pouco a OAB e muito menos o lá quando o aqui, naquela ocasião, não se parece com lugar algum.&lt;br /&gt;Consegui chegar ao local, mas não sem antes pedir informação ao tio da banca de jornal. Duas pessoas para indicar um trajeto que, com mais referências, era: ao sair do aeroporto atravessar a rua usando a passarela, que desemboca no prédio da AOB, seguir reto, virar à esquerda na primeira esquina e caminhar até o final da rua, que não é longa. Não, eu não queria que alguém pegasse na minha mão e me levasse até o hotel. Eu só queria ficar mais calma, segura e com aquela sensação de familiaridade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em alguns casos a explicação oral vinha acompanhada da gestual. Como quando decidi ir para a night da cidade e fui buscar auxílio no tio da pipoca. Começou a falar com o jeito de “Ah! Você perguntou para a pessoa certa!”, o que me animou muito. Até que ele se pôs a movimentar braços e mãos, e me lembrei que estava falando com uma pessoa natural daquela terra e que como tal, era cheia de malemolência e gingado. As palavras dançavam na melodia de sua voz; mãos e braços em volteios descontrolados pelo ar. Quase fiquei zonza. Agradeci rapidinho e fui em frente, com medo que ele se lembrasse de algum dado a acrescentar.&lt;br /&gt;Estou eu, no dia seguinte, sábado, querendo sair de uma das praias dessa cidade e voltar para o hotel usando o metrô, pergunto para uma moça:&lt;br /&gt;- Como faço pra chegar ao metrô, por favor?&lt;br /&gt;- Você segue aqui para chegar à Sá Ferreira. Sabe onde fica a Sá Ferreira, não sabe?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Então, pega a Sá Ferreira, vira a direita, depois à esquerda, tá lá.&lt;br /&gt;Já estava quase andando em círculo quando outro tio de outra banca de jornal me salvou.&lt;br /&gt;Acredito que por causa de algum mecanismo de defesa e proteção, fiz minhas últimas refeições pelas redondezas do hotel.&lt;br /&gt;Regressando para São Paulo, ao descer do avião, naquele domingo cinzento e frio, precisava descobrir se havia ônibus do aeroporto para a rodoviária. Dirigi-me ao balcão de informações.&lt;br /&gt;- Por favor - a atendente levantou a cabeça, me olhou -, há cia. de ônibus aqui que vai para a rodoviária Tietê?&lt;br /&gt;- Saí do saguão (indicou a direção da porta) e vira a esquerda (sinalizou firmemente – apenas - para a esquerda). Terceira loja, Cia Pássaro Marrom.&lt;br /&gt;Não, a moça não teve de pegar na minha mão e me levar até o local, apenas foi objetiva o suficiente para que eu encontrasse, sem problemas, a empresa de ônibus.&lt;br /&gt;No final das contas, concluo: para aquele que chega, encontrar pessoas que dominem a Arte de dar informações é o que o faz sentir-se em casa. Por outro lado, não há o desbravar de uma cidade – e aí está toda a graça em fazer turismo - sem se perder. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5823023910875934813?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5823023910875934813/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5823023910875934813&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5823023910875934813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5823023910875934813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2010/05/arte-de-dar-informacoes.html' title='Aline Belle: &lt;i&gt;A arte de dar informações&lt;/i&gt;'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/S95VyW1_XtI/AAAAAAAAAI0/5kagUOW80-Y/s72-c/turismo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2863724984654113392</id><published>2009-07-20T11:00:00.004-03:00</published><updated>2009-07-20T11:18:44.662-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term=':Editores'/><title type='text'>A hora de dizer adeus...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ou até breve!&lt;br /&gt;Se um ou outro, ainda não sabemos. O que temos de concreto é o fato dos colunistas estarem tão envolvidos em seus projetos e dificuldades particulares que não tem sobrado tempo para este blog.&lt;br /&gt;Assim, queremos agradecer a cada um de vocês por estes dez meses de vida coletiva, pelo carinho e atenção que nos dispensaram e pelo tanto que nos acrescentaram com seus comentários. Agradecemos também aos leitores silenciosos por ter nos privilegiado com a sua visita.&lt;br /&gt;Beijos a todos e felizes dias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2863724984654113392?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2863724984654113392/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2863724984654113392&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2863724984654113392'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2863724984654113392'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/07/hora-de-dizer-adeus.html' title='A hora de dizer adeus...'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-399387387400453561</id><published>2009-07-13T21:05:00.002-03:00</published><updated>2009-07-13T21:09:51.857-03:00</updated><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SlvMREoGNVI/AAAAAAAAAbY/-2mk4xdTI-A/s1600-h/SOLID%C3%83O.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 143px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SlvMREoGNVI/AAAAAAAAAbY/-2mk4xdTI-A/s200/SOLID%C3%83O.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358100775359100242" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SOLIDÃO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É comum confundirmos estar só com solidão.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidão provoca infelicidade, desajuste, sentimento de não pertencer ao que nos rodeia. E isso é agravado com a comparação. Se, por exemplo, um rapaz do interior se muda para a capital e compara seu sotaque e seus modos simples com os outros rapazes, acabará se sentindo deslocado e fora do seu ambiente, não pertencente àquele local. Sentirá na pele a solidão dos diferentes, dos desajustados, e sofrerá sozinho por tudo isso. Ele precisará aprender a cuidar de si mesmo, a encontrar o que, para ele, faz sentido. Ou partirá para o vale tudo, fazendo qualquer coisa para ajustar-se, para incluir-se. Poderá fazer qualquer coisa para evitar sentir-se só, como deixar de lado seus conceitos de certo e errado, sua integridade, consciência e intelecto apenas para fazer parte do grupo, para evitar a rejeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar só consigo mesmo pode trazer melhor conhecimento e compreensão da própria vida e daquilo que nos faz mais felizes. Independente do nosso estilo de vida e do nosso envolvimento com quem nos rodeia, existe uma parte de nós que é independente e totalmente separada dos outros. Existem muitas coisas que nos fazem mais felizes e que não precisam, necessariamente, de outras pessoas à nossa volta. Eu, por exemplo, me sinto muito bem quando posso ficar sozinho em casa, ouvindo uma boa musica e lendo um bom livro. Ou mesmo vendo um filme especial. São coisas simples e que posso fazer sozinho, sem me preocupar com outras pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em atividades simples como uma caminhada matinal, por exemplo, existem aqueles que preferem faze-la na companhia de uma ou mais pessoas. E existe quem prefira caminhar sozinho. Aqueles, vão conversando, distraindo-se uns com os outros, sem ver o mundo que os cerca. Geralmente são pessoas que não suportam fazer nada sozinhas, perdendo, assim, um dos prazeres de uma caminhada que é o sentimento de comunhão com a natureza. Quem caminha sozinho, pode observar as flores do caminho, as árvores e a brisa que acaricia o rosto, enquanto percebe as reações do seu corpo ao exercício físico. E enquanto isso, estar em contato com sua individualidade, aprendendo a conhecer-se melhor. E também aprendendo a ouvir os sons da natureza, o que ela tem a dizer, a ensinar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar em companhia de outras pessoas não significa, necessariamente, comunhão. Pode ser uma forma terrível de solidão, como um artifício para evitar o contato consigo mesmo. É possível sentir solidão durante uma festa. Ou com amigos, colegas de trabalho e até mesmo em casa, com a própria família. Se não estivermos bem conosco, se não estivermos em paz, poderemos ser atacados pela solidão, pois nossa auto estima estará fragilizada pela falta de contato com nosso interior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se estivermos em paz, jamais estaremos solitários, mesmo quando estivermos sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-399387387400453561?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/399387387400453561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=399387387400453561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/399387387400453561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/399387387400453561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/07/trivialmente_13.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SlvMREoGNVI/AAAAAAAAAbY/-2mk4xdTI-A/s72-c/SOLID%C3%83O.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-9180916501121678493</id><published>2009-07-09T17:34:00.002-03:00</published><updated>2009-07-09T17:40:28.564-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>O convidado</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SlZU9XkEL4I/AAAAAAAAAKY/hJhbJ4qMwRM/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 283px; FLOAT: left; HEIGHT: 281px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356562220077821826" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SlZU9XkEL4I/AAAAAAAAAKY/hJhbJ4qMwRM/s320/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Uma longa noite&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não posso aceitar a estupidez humana.&lt;br /&gt;Por isso hoje saí, como há muito não fazia, a vagar pela noite de minha cidade. Era dominado por uma angústia de quem não se reconhece mais na dor ou na falta de alegria. Na rua de casarões velhos e fétidos, com suas pedras de paralelepípedos mal distribuídos, saí em busca de um sinal de vida. Encontrei uma prostituta, bêbada e já não tão jovem, a me oferecer uma noite de amor e prazer por dez, vinte reais.&lt;br /&gt;Tem gente, de alma prostituta e viés nazista que se vende por bem menos.&lt;br /&gt;Ao longe, como querendo estancar o mundo que não lhe parava de rodar, um velho bêbado, descalço, apoiava as duas mãos da parede enquanto urinava junto ao busto de algum poeta esquecido. Ou que talvez nem fosse um poeta.&lt;br /&gt;Sentia dor infinita no meu peito. Não a dor física, que tanto consome meus dias e transtorna minhas noites. Era, outra vez, uma dor surda que volta a afligir esta alma calejada, mas que se recusa a ficar embrutecida e a capitular.&lt;br /&gt;Tentei escrever versos. Tentei olhar uma réstia de luz da lua. Não há versos, nem lua na madrugada chuvosa de minha ilha suja e tão esquálida quanto o casal de adolescentes que dorme, em andrajos, abraçado, ao lado de um saco sujo de cola de sapateiro sob a marquise do casarão fedorento e em ruínas.&lt;br /&gt;Absorto, com lágrimas finas misturadas às gotículas das águas grossas deste fim de inverno, nem vi a chegada dos primeiros raios de sol desta segunda-feira angustiada como meu coração. E, ainda com as lágrimas banhando a manhã de junho, voltei para casa.&lt;br /&gt;Apesar da madrugada insone, sei que ainda tenho, no raiar de todos os dias, um compromisso inadiável com a vida. Até quando, não sei... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Régis Marques&lt;/strong&gt; escreve no blog &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://poesiasecia.zip.net/"&gt;Poesia &amp;amp; Cia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-9180916501121678493?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/9180916501121678493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=9180916501121678493&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/9180916501121678493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/9180916501121678493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/07/o-convidado.html' title='O convidado'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SlZU9XkEL4I/AAAAAAAAAKY/hJhbJ4qMwRM/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5506004230279118927</id><published>2009-07-06T09:01:00.011-03:00</published><updated>2009-07-10T12:47:52.570-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SlHskwh_vJI/AAAAAAAAAGQ/9AMwA3wocsQ/s1600-h/cachimbo_da_paz.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 203px; float: left; height: 283px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5355321548167167122" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SlHskwh_vJI/AAAAAAAAAGQ/9AMwA3wocsQ/s320/cachimbo_da_paz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para algumas coisas sou completamente cega. Não uma cegueira proposital. É que só vejo o que está no campo dos meus interesses. Acho que todos somos assim – mas nem todos reconhecemos. É claro que este campo é mutável. Depende do tamanho da alma. E às vezes, confesso, a minha é bem pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi num dia de alma pequena que tudo aconteceu. Sabe estes dias em que tudo te parece sem cor? Estava cega para tudo – menos para minhas dores particulares. Nunca elas estiveram tão profundas quanto naquela manhã gelada que beirava o inverno. Até a neblina opaca contribuía. Um tanto pela idade – estou começando a sentir o degringolar do meu tônus muscular. Interno, claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, como eu tergiverso! Mas então o dia era em branco. E foi no branco que se inscreveu uma sucessão de imprevistos. Começou no estouro do pneu. Depois que meu coração reaprendeu a bater, vieram os palavrões. Eu não me lembrava do número de emergência da administradora da rodovia. Os carros pequenos passavam por mim sem me ver. Os carreteiros olhavam divertidos sem parar. E a minha reunião em BH incendiando a minha ansiedade. Em seguida, fui parada numa barreira da Polícia Federal. Mais preciosos minutos escorrendo das minhas horas contadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro incidente veio alguns km depois. Pista fechada, sons de ambulância, todos fora de seus veículos e eu tamborilando no volante. A reunião cada vez mais crescente na minha preocupação. Quando já estava contabilizando o absurdo de quase uma hora de atraso na viagem, a porta do carro da frente abriu e saiu uma senhora. Enquanto ela vinha na minha direção, fiquei observando seu andar torto e o reflexo do esforço em seu rosto. &lt;em&gt;Por que será que alguém com tamanha dificuldade de andar inventa de sair do carro sem nenhuma necessidade?&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Depois de me cumprimentar, fez-me algumas perguntas. Respondi com pouquíssima vontade. Meu mau humor estava beirando a falta de educação. De repente, começou a me contar do acidente que a deixara com uma perna menor que a outra. Uma absoluta falta de interesse me fez interrompê-la: &lt;em&gt;foi grave o acidente aí na frente?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela me olhou sem surpresa. Parecia estar acostumada a não ser ouvida. Foi aí que me vi. Um monte de egoísmo e cegueira. Igualzíssima a todo ser humano que se sente imune ao envelhecimento. Cheia de remorsos, arregalei os olhos da alma e me dispus a ouvi-la. Mas ela já não falava mais de si. Depois de me dizer o que soubera sobre o acidente, colocou em mim olhos bondosos e aquele ar de quem tem todo o tempo do mundo para me escutar. Com o remorso batendo pesado na consciência, tentei me desculpar contando do meu trabalho e do tempo contado que era minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um papo rápido, como rápidas têm sido minhas horas. Mas o incidente como um todo mexeu profundamente com minha auto-imagem. Reconheço: nunca fui muito paciente com a velhice, embora a respeite. E sempre me cobrei por isso. Sei, ninguém é perfeito e estou longe, muito longe da perfeição. Mas não me lembro de ter sido tão grosseira. Ou tão insensível. Pelo resto do tempo que fiquei naquela rodovia, me culpei. Inutilmente. Culpa nunca acrescenta, só paralisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, o incidente ainda me incomoda. E ainda não fiz nada de concreto para me sentir melhor. Continuo acalentando a culpa sem tempo para expurgá-la. Mas não estou indignada comigo mesma. Aliás, estou em processo de &lt;em&gt;desindignação&lt;/em&gt;. Ando discordando de velhos hábitos e antigos atos. E até de Nietzsche, apesar de tender a concordar que &lt;em&gt;“ninguém mente tanto quanto o indignado” -&lt;/em&gt; talvez porque os brados quase nunca se transformem em atitudes&lt;em&gt;.&lt;/em&gt; Ao invés de indignar-me, sei que devo partir para a ação reversa. Sem cegueiras, propositais ou não. Espero. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;A imagem: Pintura digital de João Werner: Cachimbo da Paz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5506004230279118927?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5506004230279118927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5506004230279118927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5506004230279118927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5506004230279118927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/07/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SlHskwh_vJI/AAAAAAAAAGQ/9AMwA3wocsQ/s72-c/cachimbo_da_paz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5656878695771111710</id><published>2009-07-03T16:29:00.003-03:00</published><updated>2009-07-03T16:35:48.575-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>A convidada</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/Sk5c5Wd2QeI/AAAAAAAAAKM/n_u3cu72b0I/s1600-h/paris+165.JPG"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 287px; FLOAT: left; HEIGHT: 205px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354319147343167970" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/Sk5c5Wd2QeI/AAAAAAAAAKM/n_u3cu72b0I/s320/paris+165.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paris!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As luzes brilhavam, e eu extasiada admirava o que via. Entre emocionada e deslumbrada, um frio percorrendo a espinha, lágrimas silenciosas desciam pela face... Um filme pela memória, uma volta no tempo, há quanto, eu esperava por esse momento? Enfim chegou... Ali não havia sorriso mais feliz que o meu.&lt;br /&gt;A saída do aeroporto Charles de Gaulle foi permeada por pensamentos, enquanto o trem percorria o caminho e me levava rumo ao coração de Paris (e o meu em festa), e ao hostal, uma certa tensão no ar. Quando saí do metrô, “tipos esquisitos” beiravam os arredores da estação, mas a experiência alertava-me para o cuidado, e fiquei atenta, enquanto não me senti segura, não relaxei. Em Paris estava muito frio, e isso me faz tomar mais cuidado, afinal os passos são mais rápidos, o olhar mais cabisbaixo e a coluna fica mais vergada...&lt;br /&gt;...Eu estava em Paris. Repetia silenciosamente: estou em Paris! A cidade do meu imaginário, o lugar dos meus sonhos de pré-adolescência. Sem jamais ter ido lá antes, via com clareza algumas paisagens e monumentos. Paris, tão cantada e decantada por poetas e cantores. Quantas vezes foi ficcionalizada, filmada e serviu de palco de revoltas furiosas, revoluções, passeatas, reivindicações e amores avassaladores...? Fez e é História; desde quando Paris, a cidade das luzes, me habitava? E me alimentava esse sonho de um dia estar nela, tanto quanto ela estava em mim?&lt;br /&gt;Mas a hora era inapropriada para algo além dos pensamentos, o Montmartre me pareceu familiar, e o tempo permitiu-nos apenas deixar a bagagem e procurar algum lugar onde pudéssemos comer algo e tomar um café...&lt;br /&gt;Paris vestira-se de dourado para nos receber, as folhas das árvores eram de um amarelo ouro, a confundirem-se com a íris dos meus olhos, que de cor-de-cajá, passara a outonal.&lt;br /&gt;Ah, como lamento a minha limitação, como eu queria dizer belezas sobre a mais bela cidade do mundo? Não sou capaz, mas o que aqui deixo são as emoções que essa cidade me causou na alma...&lt;br /&gt;A chegada ao Palais du Louvre não foi tão logo, afinal, queria passar no Centro Pompidou, mas à medida que eu me aproximava da Quadra do Louvre, criava alma nova e asas nos pés, o coração era só felicidade: Musée du Louvre! Entre o rio Sena e a Rue de Rivoli, o seu pátio central, ocupado agora pela pirâmide de vidro, diante dela, não me contive e outra vez (sou chorona que é uma beleza), as lágrimas me acudiam para não me engasgar com o nó na garganta... Saí disparada olhando tudo, captando tudo, cada detalhe do prédio do museu... E, e meus olhos adquiriam brilho novo, a boca rasgada de contentamento. Já havia planejado o que queria ver, afinal, em menos de uma semana não dá pra ver nem a metade do Louvre. Óquei, ingressos comprados, mapa na mão, hora de realizar mais um sonho... Tá ali, ali! O caminho para a Monalisa, entre ela e eu, a escadaria Darú, eu não andava, mas voava para avistar a Vitória de Samotrácia, emocionada, admirada a contemplá-la... Não sei quanto tempo fiquei quieta ali, parada diante de algo que esperei por tanto tempo... Onde quer que se olhe, numerosas obras-primas dos grandes artistas europeus como Ticiano, Rembrandt, Michelangelo, Jacques-Louis David, Vermeer, Bosch, Jan van Eyck, Rubens, Van der Weyden, Frans Post, Van Dyck, Brueghel, Lucas van Leyden, Giotto, Fra Angelico, El Greco, Goya, Velásquez e tantos mais... Numa das maiores mostras do mundo da arte e cultura humanas... Hora de continuar o passeio, destino: Monalisa: mas ali está...! Ela, e eu, trêmula diante daquele pequeno (em diâmetro, uma tábua de álamo, um pouco entortada e milhões de rachaduras de tinta e verniz já ressecados) quadro, uma corda a separá-lo dos visitantes, segurança até os dentes, e eu ali, arrebatada, em oração, contemplativa e o choro já não mais contido...&lt;br /&gt;Mal me refazia duma emoção, era tomada por outras, diante da Vénus de Milo, não foi diferente, o silêncio era de fato entrecortado pelo choro que fluía leve, livre, entontecido... Não era fácil conter-me e não contive-me, minha preocupação primeira foi sentir, e senti!&lt;br /&gt;Saí pelo museu feito uma criança que ganha antecipadamente seu presente de natal esperado a vida inteira. Por onde olhava, andava, havia o que se ver: enormes coleções de artefatos do Egito Antigo, da Civilização Greco-romana, Etrusca, Artes Decorativas e Aplicadas, Gravuras e Desenhos, Esculturas, Arte Islâmica, Antigüidades do Oriente Próximo, e...!&lt;br /&gt;Rumamos para a Torre Eiffel, não sem antes me calar quando vislumbrei um pedaço do Arco do Triunfo, o olhar deslumbrado sobre o Museu de Rodin, o Pantheon... Muita coisa para um olho tão pequeno e uma alma ilimitada... Na Torre, mais emoção com uma pausa para um lanche, nos jardins que ladeam a avenida que leva à ela. Outro forte momento... Ali estava, exuberante, iluminada, cores azuis por toda ela, esplendorosa!&lt;br /&gt;Dia seguinte, apesar de muito cansada, mas com uma energia vinda dos céus, porque adorava caminhar pela urbe, e assim apreendê-la.&lt;br /&gt;Destinos: Sacré Coeur e Notre Dame de Paris. A brancura do Sagrado Coração é uma visão inefável, uma das mais belas vistas, Paris sob meus pés, descobrir sem pressa o Montmartre e observar o conjunto arquitetônico descansava meus olhos da imponência da própria cidade... Andar pelos boulevards, avenidas, ruas e pontes, enchia-me duma liberdade jamais imaginada. Era muito mais prazeroso andar a pé do que tomar um metrô, ônibus ou taxi. Queria viver o ar que ela emanava, queria entrar naquela atmosfera, e o fiz. A chegada à Notre Dame, com uma pausa na Praça da Bastilha (claro que outra vez a História está ali... Refiz todo o processo da Queda da Bastilha), espasmos de emoção me perseguiram durante todo o tempo em que estive na cidade. O Rio Sena serpenteando-a toda, a beleza das pontes não era comprometida pelo gris do cimento armado. Seguia como quem jamais houvera visto qualquer tipo de beleza, porque não há, a minha concepção de belo agora se dá antes e depois de Paris.&lt;br /&gt;... Parada diante da exuberante Catedral Gótica mais importante do mundo, sentia-me tão pequena e tão grande ao mesmo tempo. Fiquei fantasiando o Quasímodo e a Esmeralda se embrenhando pelos recantos, portas, labirintos da Catedral... Acorda, querida! Adentre a igreja e vá se deliciar com a arquitetura e a beleza desse monumento.&lt;br /&gt;À noite, hora de caminhar pela av Champs Elyseés, que iluminada para o natal, ganha ainda mais um aspecto irrefutável de magia... Enquanto flanava pela avenida, o riso iluminava a cara, olhava tudo como se acabasse de sair de uma cegueira inexplicável. Ao final da avenida, na Place Etóile, a confluência de várias ruas e o Arco do Triunfo no centro: deslumbrante! Saí como louca circulando e fotografando todas as faces do Arco.&lt;br /&gt;A cidade encanta pela beleza, e está em todos os recantos, bares, cafés, na sua arquitetura, exuberante, imponente, por todos o lados, suas perspectivas urbanas e suas avenidas, enche as nossas vistas de uma beleza descomunal, sem falar nos seus vários museus e monumentos. Um encantamento que nunca acaba... E oferece a todos, toda forma de poesia.&lt;br /&gt;Por um momento senti-me em meio às manifestações do maio de 68 (“alguns filósofos e historiadores afirmaram que essa rebelião foi o acontecimento revolucionário mais importante do século XX, por que não se deveu a uma camada restrita da população, como trabalhadores ou minorias, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe”).&lt;br /&gt;Mas Paris também têm o outro lado da moeda, conflitos sociais de toda ordem, causados pelas divergências raciais, étnicas. Os imigrantes cada vez mais qualificados, já não interessam à cidade, filhos e netos desses imigrantes que têm dupla cidadania, não encontram espaço na cidade, são sobrantes, diante da configuração do mercado de trabalho. Por outro lado também, não desejam voltar ao país de origem dos seus familiares porque também já não são de outro lugar, que não aquele que não os querem lá. Qualquer um é um concorrente para os poucos postos de trabalho.&lt;br /&gt;Tanto na Torre, quanto nos metrôs, ruas e outros monumentos, os policiais estavam lá armados até à quinta geração, sempre em número igual ou superior a três, atentos e olhando o derredor como se qualquer um fosse um inimigo em potencial. Muita tensão, no ar e nas ruas, era tangível. Vidros estilhaçados nos metrôs, gente deitada nas ruas, trânsito caótico, muitos condutores de veículos mal educados, desrespeitando a faixa de pedestre, uma batalha desigual entre pessoas e automóveis. O que desmistifica certos estereótipos com relação às cidades européias. Tao “normal” como qualquer grande centro.&lt;br /&gt;Mas à parte dos problemas e tensões, Paris é um lugar que se deve ir, voltarei mais vezes e com mais calma, quero viver outros momentos lá e visitar outros lugares que não pude visitar em funçao do exíguo tempo. Paris está incrustrada em minha alma! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Valda Colares&lt;/strong&gt; escreve no &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Blog &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://cantodaboca.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Canto da Boca&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5656878695771111710?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5656878695771111710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5656878695771111710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5656878695771111710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5656878695771111710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/07/convidada.html' title='A convidada'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/Sk5c5Wd2QeI/AAAAAAAAAKM/n_u3cu72b0I/s72-c/paris+165.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1230493965065459424</id><published>2009-07-01T09:50:00.004-03:00</published><updated>2009-07-10T12:48:18.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sktcm2h-WwI/AAAAAAAAAa8/3-ynaZLiTsM/s1600-h/PALIMPNOIA+-+imagem+I+sexo+casual.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sktcm2h-WwI/AAAAAAAAAa8/3-ynaZLiTsM/s400/PALIMPNOIA+-+imagem+I+sexo+casual.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353474404602764034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Sexo casual e a eterna guerra dos sexos&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gente fala tanto sobre as mudanças comportamentais entre os seres humanos, que acaba parecendo um assunto banal, mas na verdade algumas coisas precisariam ser revistas. Há quinhentos anos as mulheres ocidentais eram tratadas como mercadoria de troca e de uso e, até poucas décadas, elas não tinham direitos como cidadãs, nem liberdade de expressão, ao passo que hoje, conquistaram seu lugar em pé de igualdade com os homens que ainda relutam em acostumar-se com todas essas mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós fomos criados dentro de padrões machistas, que nos impunham o papel de caçadores e provedores. O desconforto que ainda sentimos é tanto pelos costumes quanto pelo fato de que as mulheres brigam pelos seus direitos, mas na hora do “vamos ver”, preferem um homem experiente, pegador, dominador. Por mais que alardeiem não gostarem de homens galinhas, elas rejeitam os inexperientes ou mais sensíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais livres e independentes financeira e emocionalmente, além de donas dos seus direitos, vários tabus se quebraram e a prática do sexo casual é um deles. Se por um lado elas resistem aos possíveis encantos de um homem sem pegada, muitos deles se assustam quando a mulher tem essa pegada, antes um predicado exclusivamente masculino. O homem não se sente confortável com o papel de objeto sexual e se percebe que a mulher, mesmo tendo curtido a transa, não se importa se não voltar a vê-lo, acaba pirando e sentindo certa sensação de fracasso. Se o homem pegador é conhecido como galinha, a mulher já conquistou vários apelidos, como pegadora, devoradora e piriguete entre outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como produto de uma sociedade machista, por mais liberal que seja, o homem ainda não aceita uma mulher que já tenha passado pela mão de muitos outros como parceira fixa. Isso mostra que ainda somos tradicionalmente machistas quando se fala em relações mais estáveis. Na verdade, meninas e meninos pensam de forma parecida embora elas sejam de Vênus e eles de Marte, pois o que buscam com relação ao parceiro é bem parecido. As mulheres ainda buscam para seus relacionamentos, homens sérios e trabalhadores, porém firmes na pegada, ao passo que os homens preferem as mulheres, mesmo experientes, voltadas para a família e para o lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E fora de casa, seja o que Deus quiser!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, as mulheres agora independentes sentem-se seguras também para dar o primeiro passo na conquista de uma relação fortuita, casual ou mesmo fixa. E já sabem agir para conquistar e satisfazer seus desejos e sentimentos. Os homens, assustados com a aproximação direta e objetiva, reclamam do fim do flerte e até mesmo da feminilidade, numa óbvia confusão entre ação, iniciativa e condição feminina. Muitos homens receiam ser pegos, comidos e largados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como mostram as pesquisas, os homens gostam mais de sexo casual do que as mulheres. E estão mais preparados para a prevenção contra doenças ou gravidez. Mesmo assim, desejamos boas vindas às caçadoras, mas pedimos que moderem sua pegada para não assustar à maioria daquele que até pouco tempo ainda era considerado o sexo forte. E, por favor, conscientizem-se também de que a prevenção é essencial para manter todas as liberdades e direitos conquistados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, meninada, vamos à caça, pois a vida é curta e dormir agarradinhos pode ser uma delícia, mesmo que seja por apenas algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1230493965065459424?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1230493965065459424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1230493965065459424&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1230493965065459424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1230493965065459424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/07/trivialmente.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sktcm2h-WwI/AAAAAAAAAa8/3-ynaZLiTsM/s72-c/PALIMPNOIA+-+imagem+I+sexo+casual.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1758404873634316680</id><published>2009-06-29T09:26:00.005-03:00</published><updated>2009-07-10T12:48:36.844-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Férias!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/Skiz_r3GJXI/AAAAAAAAAOo/vI0iRPBgoyY/s1600-h/ferias.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; width: 200px; float: left; height: 134px;" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352726063816779122" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/Skiz_r3GJXI/AAAAAAAAAOo/vI0iRPBgoyY/s200/ferias.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Férias – quem não gosta? Eu adoro, mas sei de gente que definitivamente, se não gosta, não está nem aí pro seu Procópio, acredite se quiser. Conheço um mocinho que é viciado em trabalho e que só fica feliz (segundo palavras do próprio) quando está em seu local de trabalho, dando um duro danado. Como ele é o chefe ele pode se dar ao luxo (hã?) de trabalhar 365 dias por ano. A saúde do rapaz? Decadente, lógico: ainda outro dia ele foi bater no PS por conta de um estresse brabo que se alojou em seu tão batalhador coração e que quase o leva dessa para uma melhor (quem me garante isso?). Mas eu também conheço pelo menos um que nasceu para viver em férias: está lá, em Parintins, em suas férias eternas. Faz quem pode, né?&lt;br /&gt;De minha parte eu não vejo a hora de chegar o dia 30 de junho para pegar um vôo direto para qualquer lugar onde eu não tenha que sequer olhar para um computador e dar folga para minha coluna, meus braços, pernas, cabeça e dedos. Dane-se o medo de andar de avião, eu quero mesmo é rosetar!&lt;br /&gt;Rotina é, na minha humilde opinião, algo inventado por Deus para que não deixemos nossa vida perder o prumo, mas viver uma rotina durante um ano inteiro não dá, vamos combinar. Até o nosso querido, amado, salve, salve, presidente tira seus diazinhos de folga, por que eu não vou tirar?&lt;br /&gt;E quando eu falo férias, são férias de tudo: do trabalho, do telefone, da TV, da falta de tempo até para pensar na rotina do dia seguinte. Só não dá para tirar férias da família, dos amigos, de rir, de pular n’água (segundo minha mãe, eu devia ter nascido uma piaba), de se esticar ao sol, de viver! São minhas paixões na vida e preciso, neste ano em especial, de uma folga maiorzinha, pois apesar de não ter tempo para mais nada na vida, eu consegui arrumar um tempo para pensar besteira além do o usual, é fato. Uma amiga me receitou: tire férias da vida. É louca: se eu tiro férias da vida, faço o quê? Morro? Nem morta!&lt;br /&gt;O trabalho é, sim, edificante, mas exige tanto envolvimento quanto comprometimento. Alguém aí conhece a diferença entre um e outro? É só pensar no papel da galinha e do boi na nossa alimentação: a galinha se envolve, ela bota o ovo e depois sai tranquilamente cacarejando. Já o boi, não. O boi precisa dar sua carne, seu sangue, até a medula para que a gente fique bem alimentado. Pois é: eu descobri que sou galinha: boto meus ovos bonitinha, todo santo dia, mas depois quero sair cacarejando o mais alto possível em, no mínimo, 30 dias de férias! Eu preciso disso para manter meu foco na vida e, em consequência, no meu trabalho. Teve um ano desses aí que pra me tirar da frente do PC tiveram que me arrastar, eu trabalhei até 5 minutos do máximo que poderia ser esperado para chegar ao aeroporto. Coisa de doido, mas já recebi alta do hospício e esse ano já estou de malas prontíssimas, o Brasil que me espere, porque eu estou chegando! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1758404873634316680?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1758404873634316680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1758404873634316680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1758404873634316680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1758404873634316680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/ferias.html' title='Férias!'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/Skiz_r3GJXI/AAAAAAAAAOo/vI0iRPBgoyY/s72-c/ferias.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2045812892377174771</id><published>2009-06-24T14:03:00.004-03:00</published><updated>2009-07-10T12:47:36.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SkJc6LxDj2I/AAAAAAAABIY/sOpoEQpCOqA/s1600-h/inter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350941461930282850" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 127px; height: 117px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SkJc6LxDj2I/AAAAAAAABIY/sOpoEQpCOqA/s320/inter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Sempre no meu coração&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Talvez um dos maiores mistérios da humanidade jamais seja desvendado: as razões que determinam a paixão clubística. Refiro-me, claro, ao rude esporte bretão. O que faz com que, em não poucos casos, o sujeito desafie a lógica familiar e torça por um clube diferente daquele preferido pela maioria do seu clã? Quando era meninote, por exemplo, o Glorioso Esquadrão Alvi-Rubro dos Pampas era o time do coração dos Silvas, à exceção da mana Rosa que deixou-se encantar pelo tradicional adversário, o Tricolor da Azenha (para quem não é afeito às coisas do mundo da bola, o primeiro é o Internacional e o segundo o Grêmio Porto Alegrense). Não tenho a mínima idéia do que motivou nossas escolhas – quando dei por mim já era colorado; o mesmo aconteceu com ela.&lt;br /&gt;Como toda paixão intensa, o futebol é fonte de grandes alegrias. Poucas coisas dão tanta satisfação ao aficionado como comemorar um título de campeão (pessoalmente, desconheço orgasmo que se iguale ao prazer que o Inter me proporcionou quando conquistou o Campeonato Mundial de Interclubes em cima do Barcelona).&lt;br /&gt;Por outro lado, no tempo de derrotas há muito choro, ranger de dentes e imprecações. Mas esta é uma paixão que resiste às perturbações mais comuns do esporte: técnico burro, jogadores pernas de pau, cartolas incompetentes, goleadas humilhantes (como os recentes 4 X 0 que o Glorioso levou do Rubro-Negro carioca).&lt;br /&gt;Mas no dia seguinte o sujeito está lá, renovando seus votos de amor eterno. O torcedor de futebol é, sobretudo, um otimista: “agora vai”.&lt;br /&gt;Alguém já disse que, dentre todos os amores possíveis, aquele ao qual o homem se mantém fiel por toda a vida é o amor por seu time de futebol (amor de mãe é hours concours).&lt;br /&gt;Lembro de um Gre-Nal em que o Inter perdeu por 4 X 0, resultado conseguido com a ajuda dos feitiços da mana Rosa Maria, que a cada ataque do Grêmio dava nó em um pedaço de cordão – “estou amarrando a defesa do Inter”. Pois bem, aos 45 minutos do segundo tempo, placar consolidado, eu ainda alimentava a esperança do empate – afinal, futebol são 11 contra 11. Não deu, evidentemente, mas eu acreditei que seria possível.&lt;br /&gt;O futebol é assim, tem o poder de nos fazer crer no improvável. E às vezes ele acontece e, contra todos os prognósticos, Davi vence Golias. Então, é a glória. Aí reside a magia e o encanto do futebol, que, se depender da força das minhas orações e mandingas vai se repetir no dia 1° de julho, quando o Inter, que perdeu o primeiro jogo por 2 X 0, vai encaçapar três buchas no Corinthians e sagrar-se campeão da Copa do Brasil. Que assim seja.&lt;br /&gt;Se não for, a gente faz uma revolução. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2045812892377174771?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2045812892377174771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2045812892377174771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2045812892377174771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2045812892377174771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/conversas-de-um-velho-safado_24.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SkJc6LxDj2I/AAAAAAAABIY/sOpoEQpCOqA/s72-c/inter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-6305208220477181824</id><published>2009-06-22T09:16:00.006-03:00</published><updated>2009-06-22T10:03:56.714-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/Sj97wf2zlyI/AAAAAAAAAGA/d6dyLtMAFy0/s1600-h/dor-cabeca_~k0051752.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 161px; FLOAT: left; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350130955454748450" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/Sj97wf2zlyI/AAAAAAAAAGA/d6dyLtMAFy0/s320/dor-cabeca_~k0051752.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Crônica da dor crônica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"A inveja é bastante justa, pois rói o invejoso"&lt;br /&gt;(Schottus) &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dia destes, conversando com uma amiga, falávamos de algumas dores que consideramos crônicas e enfartantes para a alma. Chegamos à conclusão que uma destas dores deve ser causada pela inveja. Não estou a falar da tal inveja branca, esta que nos acomete quando estamos frente a algo belo. Neste caso, ficamos a admirar e a pensar no quanto gostaríamos de ser o autor/autora de tal beleza. Ficamos nisso. Sem nenhum ato destrutivo ou palavras discriminadoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou a falar daquela inveja amarga, destruidora, perniciosa. É, o invejoso deve sofrer as penas do inferno. E não injustamente. Ouso dizer: merecidamente. Porque inveja é dor opcional. Ninguém precisa se roer, se corroer por se sentir inferior a outro ou condená-lo por aquilo que não se tem coragem de fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, você até pode dizer que cada um faz as suas opções. Concordo. Mas quem é bem resolvido, faz suas opções e respeita quem faz escolhas diferentes das suas. O invejoso não. Na verdade, nem sei se uma pessoa assim consegue fazer escolhas. Tendo a acreditar que apenas se acomoda no que pensa a maioria. Sei que, por não ter ou ser o que gostaria, passa a discriminar, menosprezar, espezinhar aquele que tem coragem de fazer suas próprias regras, traçar seus próprios caminhos, independente da aprovação do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O invejoso é um cara muito inseguro. Em geral, quem está neste nível de insegurança, a ponto de agir declaradamente sob o sentimento da inveja, é mal amado até por si mesmo. E por não se amar, não consegue ter atitudes afetivas, destituídas de interesses, não consegue se dar ao amor. Confunde amor com uma série de regras, leis, contratos. E quando consegue alguém disposto a dar-lhe um voto de confiança, mata a esperança porque não se sente capaz de regar o canteiro dos sentires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí a concluir: o invejoso é seco, amargo e chato - mesmo que às vezes se finja de alegre ou bonzinho ou amigo. Alguns, até demonstram inteligência - mas não uma inteligência emocional capaz de mostrar-lhe que ser é muito mais que ter. Ou que para estar é preciso investir. Outros conseguem apenas fazer coro e engrossar a fila dos chamados &lt;em&gt;demalcomavida&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, devem sofrer bastante estes pobres coitados. Que curtam suas dores crônicas bem longe de mim. Do jeito que sou boba, ainda serei capaz de querer salvá-los de si mesmos! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-6305208220477181824?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/6305208220477181824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=6305208220477181824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6305208220477181824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6305208220477181824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/entreaspas_22.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/Sj97wf2zlyI/AAAAAAAAAGA/d6dyLtMAFy0/s72-c/dor-cabeca_~k0051752.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3406359744515087585</id><published>2009-06-19T09:45:00.003-03:00</published><updated>2009-06-19T09:52:22.169-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>O Convidado</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Leandro Aragão - &lt;/span&gt;&lt;a style="font-style: italic; font-weight: bold;" href="http://novedoquinto.blogspot.com/"&gt;Blog Nove do Quinto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SjuIug4AOoI/AAAAAAAAAKE/B_GPfna6Q2I/s1600-h/Cantando-na-chuva-2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 153px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SjuIug4AOoI/AAAAAAAAAKE/B_GPfna6Q2I/s320/Cantando-na-chuva-2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349019315112786562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Águas de Junho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A chuva cai, a rua inunda... Não vou continuar a rima, ela é pra ser cantada em seguida à música “Parabéns pra Você” e não agora. Mas, neste exato momento em que escrevo (e não em que publico o texto), a chuva cai e cai forte. As ruas estão começando a alagar. Não gosto mais de chuva, aliás, só gosto de chuva pra dormir e ficar de conchinha com mulher assistindo filme, cochilando e esquentando o quarto com o aquecedor natural.&lt;br /&gt;Esse ano é o ano da quebra de recordes. Recordes pessoais, que não podem ser divulgados, alguns positivos, outros também positivos, mas nem tanto assim e será pior se eles continuarem sendo quebrados ao longo do tempo. E recorde de chuva em Salvador. Tem chovido bastante na cidade, coisa que não acontecia muito.&lt;br /&gt;Sempre que passa o carnaval, as pessoas dizem que vem a época da chuva. Mas nunca foi uma Época da Chuva (é com letra maiúscula para você entender o sentido). Na verdade, era uma época que chovia um pouco, alguns dias, mas na real era a época sem festas na cidade. A época da chuva dura até começar o Sauípe Folia, depois a seqüência de festas começava e os motores festivos iam sendo ligados aos poucos até a chegada da melhor estação do ano, o verão. Dessa vez é um ou outro final de semana de sol. Como a desculpa de todo mundo pra tudo de ruim que acontece, boto a culpa na crise mundial e no aquecimento global (essas duas coisas estão na moda, crise mundial e aquecimento global).&lt;br /&gt;Salvador fica um saco quando chove, principalmente no fim de semana. Não tem nada pra fazer a não ser ficar dentro de casa vendo a chuva cair ou se aventurar de sair pelas ruas debaixo de chuva para ir pro shopping. Tem barzinho também, mas de dia é mais astral ir pra um bar aberto com vista pro mar.&lt;br /&gt;Essa semana tem feriadão, quinta-feira é feriado. Não é Tiradentes, mas a sexta-feira será enforcada. Quatro dias de folga. Pena que deverão ser quatro dias de chuva. Desisti de viajar no feriadão. Eu ia (adivinhe?) pro Rio de Janeiro... Mas optei por me recuperar do último final de semana, que foi rock n’roll (ou rock n’rolla), como diz Jorge Ben, “Preciso ter fé em Deus e me cuidar”...&lt;br /&gt;Chuva e preguiça são parceiras, companheiras ou tem amizade colorida. Uma complementa a outra. Ficar dentro de casa é tranqüilidade. Sair pra rua é aventura. Ouvir Rain song dentro de casa é tranqüilidade. Ver o carro morrer, em seguida ouvir o inhén-inhén-inhén do motor não querendo pegar no meio da rua é foda. Ainda bem que minha trilha sonora de chuva é Rain Song. Ultimamente tenho evitado sair na chuva, não por causa do carro, porque o meu Gol Prata é pau pra toda obra, ele encara e não pára, mas por preguiça mesmo.&lt;br /&gt;Antes eu gostava da chuva, até me aventurava sair casa. Hoje eu prefiro ficar em casa, só boto o pé na rua pra ir pra outras casas bater o “jogadete” de Pró-Evolution Soccer com os amigos e viajar na nave Enterprise, mais conhecida como sofá ou esquentando o quarto com aquecedor natural ou se for algo muito importante ou então para me aventurar no shopping quando a minha nave Interprise está sem combustível. “Chove chuva, chove sem parar...”. Mas bem que eu queria que parasse. São Pedro, meu broder, bem que você podia cooperar um pouco, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Imagem: Cantando na Chuva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3406359744515087585?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3406359744515087585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3406359744515087585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3406359744515087585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3406359744515087585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/o-convidado.html' title='O Convidado'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SjuIug4AOoI/AAAAAAAAAKE/B_GPfna6Q2I/s72-c/Cantando-na-chuva-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5108587012439044608</id><published>2009-06-17T09:56:00.004-03:00</published><updated>2009-06-17T10:05:11.226-03:00</updated><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sjjp7-ZqfaI/AAAAAAAAAas/BjqXFZ_YRNQ/s1600-h/limpando+gavetas.bmp"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 149px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sjjp7-ZqfaI/AAAAAAAAAas/BjqXFZ_YRNQ/s200/limpando+gavetas.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348281774074658210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;LIMPANDO GAVETAS – AREJANDO A VIDA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enorme dificuldade: limpar gavetas, remexer guardados, jogar fora coisas sem utilidade prática. Geralmente decido num dia, para fazer em outro, ganhando tempo, adiando o problema. Tomada a coragem e aberta a primeira gaveta, meus olhos percorrem o conteúdo, minhas mãos, nervosas e inquietas separam aleatoriamente, pois tudo faz parte de um tesouro. São papéis, fotos, cartas, bilhetes, cartões de visita, anotações em papeizinhos, telefones não se sabe de quem, e tantas outras preciosidades, cada uma com sua história, sua peculiaridade. Feitos os montinhos, nova seleção, com lembranças desviando a atenção do objetivo principal. Com muito custo e coragem, jogo fora alguns montinhos. Às vezes, retiro algo do lixo, reavalio e decido: jogo fora de vez ou guardo de novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho essa dificuldade com roupas ou coisas de casa. Vivo dando roupas praticamente novas. Meu guarda-roupa é básico, com algumas peças indispensáveis. Contentes ficam a minha empregada, o asilo e algumas pessoas que costumam ser ‘presenteadas’, incluindo roupa de cama e de banho. Batedeira, torradeira, sanduicheira, mix e secador de cabelos já se foram há tempos. Dei uma limpeza também nos móveis, mantendo o básico necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas na hora de limpar gavetas, arejar um pouco a vida, limpar a memória de coisas que já perderam a importância, a coisa pega. Fico inseguro, sem coragem de livrar-me das memórias, dos guardados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fundamentos do Feng Shui mostram que coisas sem utilidade, guardadas, retêm as energias, não as deixando fluir livremente e acabam até desenergizando o ambiente e seus habitantes. Para que as más energias sejam transformadas e fluam é necessário que se faça, periodicamente, uma limpeza em tudo o que costumamos acumular. Devemos nos desfazer de tudo que já não serve mais, está quebrado, colado, não é mais original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou supersticioso e nem me deixo guiar pelas crenças esotéricas, mas não custa nada seguir alguns preceitos, afinal mal não há de fazer. Por isso, vira e mexe me sacrifico tentando limpar um pouco as gavetas, pois é aí que minhas energias se perdem. Entre tantas lembranças, tantas histórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum tempo resolvi que minha estante estava superlotada de livros que nunca mais iria ler. Serviriam apenas para juntar poeira. Então, num arroubo de coragem, comecei a separá-los. Cheguei a separar mais ou menos metade deles, mas aí o apego, o sentimento de posse, ou mesmo o afeto criado durante a leitura, começaram a me deixar em dúvida. Aquele, cuja história me emocionou; o outro, presenteado por um amigo muito especial; aquele outro. Este foi a Célia quem deu, no meu aniversário do ano passado. E este, eu ganhei do Paulo, no Natal de 1998; tem até uma dedicatória. E assim, iam voltando para a estante, os livros antes ameaçados de despejo. Mas consegui uma vitória! Enchi três caixas com os que não tiveram argumentos suficientes para me convencer a mantê-los. Aí, veio a dúvida: o que fazer com eles? Vender? Nem pensar. Doar? Claro, mas para quem? Meu gosto é tão eclético, os assuntos tão diferentes, que dificilmente poderiam ser doados a uma biblioteca. Perguntei no asilo, mas os velhinhos já não leem mais. Então, enquanto não encontro destino melhor para eles, aconcheguei-os bem pertinho de mim: as três caixas de papelão, devidamente seladas com fita adesiva, estão embaixo da minha cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou às voltas com uma outra caixa cheia de cartas. Consegui a proeza de, pelo menos, reuni-las nessa caixa, mesmo que os remetentes nem sempre se conheçam. Eu as separei, reli algumas, juntei por remetente e fui guardando na caixa, boca aberta, apetite voraz. Todas acomodadas em seu interior, suas tampas se fecharam sobre elas e deve guardá-las. Até quando? Não sei. Sei que parte dessas cartas deveria ir para o lixo, pois já não tenho contato com essas pessoas há tanto tempo... outras, perderam a razão de ser, por desamor, ou pela falta de (acho que tanto faz). Algumas trazem ótimos momentos, envoltos em saudade de tempos que não voltam mais. Outras ainda machucam, fazem mal, remexem feridas. Será que vale a pena guardá-las? Não sei e não ouso responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5108587012439044608?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5108587012439044608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5108587012439044608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5108587012439044608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5108587012439044608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/trivialmente.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sjjp7-ZqfaI/AAAAAAAAAas/BjqXFZ_YRNQ/s72-c/limpando+gavetas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-9164833351234147734</id><published>2009-06-15T12:05:00.002-03:00</published><updated>2009-06-15T12:06:20.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a Lady</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SjZjS-trkbI/AAAAAAAAAOY/dsjFGDMgGNY/s1600-h/saudade.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SjZjS-trkbI/AAAAAAAAAOY/dsjFGDMgGNY/s200/saudade.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347570785272435122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Saudade, saudade... saudade!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os momentos de saudade são aqueles, quando retomamos na memória algo que já não temos mais, coisas que vivemos no passado, alguém que não mais está presente. Enfim, o passado nos traz saudades.&lt;br /&gt;É claro que não podemos, ou melhor, não devemos ficar presos ao passado, ao que era ontem. Ontem é ontem, passou. O tempo passa e a gente de repente se vê preso neste emaranhado confuso de sentires, pensares e achares e de repente a prisão também está neste momento, precisamente agora. Basta surgir algo inusitado, que não estava previsto e que talvez seja apenas mais um reflexo do que um dia foi desejado e que (o tempo, melhor dos remédios pra qualquer mal) passou. Mas eu fico pensando na maravilha que seria se conseguíssemos manter, em nosso presente, a magia, o agradável, o belo e o possível de cada momento vivido.&lt;br /&gt;Perguntando ao Aurélio, Houaiss ou Michaelis, todos vão dizer mais ou menos assim, sobre a saudade: “Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia”. Está certo, claro, mas é possível, sim, ampliar esta definição para um sentido mais positivo, porque saudade não tem que ter sempre este tom nostálgico e triste, sinônimo de sofrimento e dor. Também dá para ver (e sentir) saudade como aquela sensaçãozinha gostosa de gratidão, de plenitude, a saudade de algo que um dia nos fez bem e feliz.&lt;br /&gt;Começou a lembrar da infância? Ótimo: lembre-se dos momentos divertidos e das brincadeiras. Lembrou daquela amizade que se perdeu?  Bom também: lembre-se das risadas, do tempo perdido falando bobagem, da cumplicidade. E aquele comichãozinho de tristeza ao lembrar do amor que ficou só no sonho? Delícia: lembre-se da sua dedicação, do carinho, da vontade de ver o outro sempre bem. Não dá? Dá, sim.&lt;br /&gt;É nessa hora, quando a saudade bate, que colocamos à prova nossa capacidade de superação. Não dá pra viver ou reviver o passado, mas dá perfeitamente para transformá-lo em uma parte gostosa do presente. Receitinha básica, fruto de experiência própria: quando começar a surgir a saudade, passe a pensar exaustivamente no que está te entristecendo, esgote todas as possibilidades, lembre tudo do começo ao fim. Sofra tudo o que tiver que sofrer por, aproximadamente, 1 hora. É o máximo que você deve se permitir sofrer pelo que passou. O dia tem 24 horas, então perca esse tempo (ocasionalmente) fazendo este exercício meio masoquista, vai ser bom. Passado esse período, volte pro presente. Aposto que isso vai começar a se repetir cada vez menos. E você vai sofrer cada vez menos também – e com hora marcada, como um compromisso, o que sempre dá margem à desobediência, outro exercício bastante gostoso de praticar.&lt;br /&gt;Acho que Deus, quando criou a memória, não pensou que o homem fosse fazer tão mau uso dela. De repente ele quis dar uma oportunidade de a gente ter de volta algo que não temos mais, pelo motivo que for. Mas, segundo fontes fidedignas, não era para ter dor nisso, não. Era para a gente tentar ser feliz, mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-9164833351234147734?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/9164833351234147734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=9164833351234147734&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/9164833351234147734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/9164833351234147734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/shis-lady_15.html' title='Shi&apos;s a Lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SjZjS-trkbI/AAAAAAAAAOY/dsjFGDMgGNY/s72-c/saudade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-9140492682222980696</id><published>2009-06-12T11:27:00.006-03:00</published><updated>2009-06-12T16:44:59.576-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SjJl84MPZ_I/AAAAAAAABHQ/FNzI-7nLwgc/s1600-h/beijo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5346447804192483314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SjJl84MPZ_I/AAAAAAAABHQ/FNzI-7nLwgc/s320/beijo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dia dos Namorados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;12 de junho era a sua data preferida. Mais do que Natal, Ano Novo ou Dia das Mães, o Dia dos Namorados simbolizava o momento de reafirmação da unidade familiar. A tradição iniciada nos tempos de namoro tornara-se ainda mais especial com a participação dos filhos, desde cinco anos atrás, quando contavam com 15 (a menina) e 16 anos (o garoto). Este ano, mais uma vez estavam todos juntos. Ela retocou o batom, com ajuda de um pequeno espelho, ajustou a touca preta e ajeitou os óculos escuros. Consciente da sua beleza madura aos 45 anos, perguntou, à espera de elogios:&lt;br /&gt;- E então, como estou?&lt;br /&gt;- Um show – falou o filho.&lt;br /&gt;- Uma gata – confirmou a filha.&lt;br /&gt;O marido não deixou por menos:&lt;br /&gt;- Linda, meu amor.&lt;br /&gt;- Então vamos lá.&lt;br /&gt;Fazendo uma mesura, o companheiro abriu passagem:&lt;br /&gt;- Faça as honras da casa.&lt;br /&gt;Ela abriu a sacola, sacou a 12 cano serrado, engatilhou e disparou, estilhaçando a porta de vidro.&lt;br /&gt;- Ninguém se mexe, todo mundo no chão – ordenou ao mesmo tempo em que invadia a pequena agência bancária.&lt;br /&gt;Ação foi rápida. Com a ajuda de duas pistolas automáticas, o filho garantia a inércia de funcionários e clientes, esparramados no piso com a cara voltada para o chão. O marido recolhia o dinheiro dos caixas. Com o cano da carabina apontado para a cabeça calva e reluzente, ela convenceu o gerente a abrir o cofre e transferir o dinheiro à vista para uma grande bolsa preta de viagem. A filha esperava em frente, atrás do voltante do carro de fuga.&lt;br /&gt;A retirada foi veloz. Uma parada previamente agendada para uma providencial troca de roupa e veículo garantiu uma tranqüila viagem de volta na van familiar. Nada mais inocente do que uma família de classe média retornando ao lar depois de um passeio por uma cidadezinha serrana.&lt;br /&gt;Em casa, antes da saída apressada dos filhos (jovens, agora tinham seus amores exclusivos), o marido abriu uma garrafa de champanhe e comandou o brinde nas taças de cristal que só eram usadas naquela ocasião:&lt;br /&gt;- Feliz Dia dos Namorados, meu amor.&lt;br /&gt;Embevecida, ela retribuiu com um beijo.&lt;br /&gt;“Que seja assim por muitos anos”, desejou em silêncio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-9140492682222980696?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/9140492682222980696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=9140492682222980696&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/9140492682222980696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/9140492682222980696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/conversas-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SjJl84MPZ_I/AAAAAAAABHQ/FNzI-7nLwgc/s72-c/beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3797734535640985507</id><published>2009-06-10T00:01:00.003-03:00</published><updated>2009-06-10T00:12:16.483-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Si7kNan6WHI/AAAAAAAABHI/X4HqaR8oO_c/s1600-h/Moacy.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345460726871513202" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 240px; height: 320px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Si7kNan6WHI/AAAAAAAABHI/X4HqaR8oO_c/s320/Moacy.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Moacy Cirne, um sertanejo porreta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;É difícil falar do professor Moacy Cirne sem recorrer ao elogio entusiasmado. A tentação é grande, pois afinal ele é um intelectual reconhecido, que construiu uma sólida carreira no mundo das idéias, ministrando aulas na Universidade Federal Fluminense e publicando, desde os anos 60, cerca de duas dúzias de obras não apenas sobre comunicação social (especialmente, mas não só, no âmbito da análise das histórias em quadrinhos) mas ingressando também no universo da poesia. Aliás, a poesia é uma das grandes paixões do professor, que em 1967 o levou a criar, com companheiros de Natal e do Rio de Janeiro, &lt;a href="http://poemaprocesso67.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;o poema/processo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um movimento de vanguarda (anti)literária recheado de poemas semiótico-gráfico-visuais, além dos projetos semântico-verbais.&lt;br /&gt;Sempre inquieto, na época da universidade (hoje está aposentado) Moacy Cirne criou um fanzine independente de uma página batizado de Balaio Porreta. Costumava organizar comemorações chamadas "Balaiadas" com distribuição de brindes como livros de arte e poesia entre os alunos do curso de Comunicação Social da UFF, para divulgar as edições especiais do Balaio. Desde 2007 o fanzine, que une textos provocativos, listagens de filmes, pensamentos e poesias, se transferiu para a internet sob a forma de um blog, o &lt;a href="http://balaiovermelho.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Balaio Porreta&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, que se caracteriza por ser um espaço generoso à participação de poetas e escritores da blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O poema/processo nasceu a partir do concretismo, mas percebe-se nele uma grande manipulação da linguagem não-verbal. Quando surgiu o poema/processo e como você pode defini-lo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o poema/processo surgiu como desdobramento formal de uma das vertentes criativas da poesia concreta, a do carioca-matogrossense Wlademir Dias Pino. Sim, porque três eram as suas vertentes: a de Augusto e Haroldo de Campos, e Décio Pigntari; a de Ferreira Gullar; e a de WDP, que apostava numa poesia mais gráfica e mais visual. Foi a que mais nos interessou. De resto, o poema/processo surgiu em dezembro de 1967, simultaneamente no Rio e em Natal. Há várias maneiras de defini-lo: possibilitar, por exemplo, a partir de uma dada matriz (gráfica) ou de um dado projeto (conteudístico), a criação de novos poemas – que chamávamos de “versões”. O poema, em si, jamais seria uma “obra acabada”: poderia ser enriquecido através de seu desdobramento ou de novos poemas, seja por seu autor, seja por outros poetas e/ou leitores eventuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como aconteceu a sua participação neste movimento artístico?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Em 1966, morava em Natal – uma cidade, então, com pouco mais de 200 mil habitantes – e me sentia sufocado: a ditadura a todos acossava política e culturalmente. E eu era uma pessoa bastante inquieta. Tudo o que me parecia novo me interessava. Assim como me interessava a possibilidade de lutar de forma mais concreta contra a ditadura, sem entrar propriamente nos meandros da luta armada. A minha “praia” sempre foi o combate no campo das ideias. Conheci o Rio, então, e numa de suas livrarias adquiri vasto material dedicado à poesia concreta. De volta a Natal, reuni o pessoal amigo que fazia literatura entre nós e estudamos tudo aquilo com bastante afinco. Ao mesmo tempo, planejei me mudar para o Rio, definitivamente. Coisa que o fiz em março de 1967, já com o pensamento voltado para a experimentação em arte e literatura. Não saí de Natal pensando em conhecer Carlos Drummond, por exemplo. Que considerava e ainda considero um dos maiores poetas do país (embora prefira outros, como Murilo Mendes e João Cabral): saí de Natal pensando em estabelecer contato com Wlademir. A partir desse contato, final de março/começos de abril, conheci Álvaro e Neide de Sá, e fiz a ligação epistolar-documental entre o Rio e o Rio Grande do Norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;"(Poesia) pode ser tanta coisa ao mesmo tempo: o sorriso de nossas filhas, de nossos filhos. Um filme de Jacques Tati. O olhar da pessoa amada. Uma cantata de Bach. Um gol de nosso clube de futebol – e a manifestação explosiva da torcida... "&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é poesia para você?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Poesia é a descoberta das coisas que nunca vi” (Oswald de Andrade). E pode ser tanta coisa, ao mesmo tempo, do abstrato ao concreto, e vice-versa. Um poema de Murilo Mendes. O sorriso de nossas filhas, de nossos filhos. Um filme de Tati, Jacques Tati. O olhar da pessoa amada. Uma cantata de Bach. Um gol de nosso clube de futebol – e a manifestação explosiva da torcida. Um quadrinho erótico de Manara. Um crepúsculo, uma aurora. Um poema de Zila Mamede – autora potiguar que nasceu na Paraíba. A sangria de um açude. Um quadro de Van Gogh. E assim por diante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quanto tempo estás na blogosfera?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Balaio, em sua forma impressa, quase artesanal, começou em 8/9/1986, quando era literalmente panfletado nos corredores e espaços abertos do Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense, e em bares da vizinhança, em Niterói. Em 29/10/2003 virou blogue com o nome de Balaio Vermelho. Em 28/1/2007, já com outro provedor, virou Balaio Porreta, em homenagem aos velhos tempos da Comunicação, quando era conhecido como “Balaio Incomum – uma folha porreta”. Mas, para mim, a grande data inaugural continua sendo 8/9/1986. Confesso que era muito divertido fazer e distribuir de mão em mão o velho Balaio, além de promover as “balaiadas” (cachaçadas, com direito a brindes) entre alunos, professores e funcionários do “Casarão” da Rua Lara Vilela, em Niterói. “Casarão” era o lugar onde funcionavam Cinema, Jornalismo, Publicidade e Arte, da UFF, bem entendido…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Balaio Porreta surgiu como um fanzine impresso. Como foi a sua migração e adaptação para o universo virtual?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A migração/adaptação deu-se a partir de minha aposentadoria (em maio de 2003). É verdade que houve, antes, e não relatada em pergunta anterior, uma fase semivirtual. Como assim? Em 2002, deixei de lado uma velha máquina de escrever – a bichinha até que tinha alguns recursos modernos para a época – e passei a usar um computador. Quando entrei na internet, enviava o Balaio via emeio para uma porrada de gente. Lembro-me de uma blogueira, famosa na época, cujo nome me esqueci (mas o seu blogue realmente era interessante), que respondeu me espinafrando, acusando-me de fazer spam e outras bobagens. Ora, eu nada vendia através do Balaio, sequer os meus livros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;"(Tenho) um velho hábito: dividir afetivamente com as pessoas a arte e a literatura que me atingem. É uma maneira de fugir da solidão, na medida de minhas impossibilidades. "&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Balaio se caracteriza por ser um blog generoso, que publica principalmente textos de outros autores. Como é a garimpagem e como os escolhidos reagem à publicação de suas criações?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O Balaio sempre foi assim, já na sua primeira fase. Talvez seja o resultado de um velho hábito: dividir afetivamente com as pessoas a arte e a literatura que me atingem. É uma maneira de fugir da solidão, na medida de minhas/nossas impossibilidades. Já a garimpagem dos poemas e textos é um pouco aleatória; gostei, separei. Mais cedo ou mais tarde é editado. E de modo geral, as pessoas reagem bem à publicação; às vezes peço autorização; às vezes, não. Em alguns casos, sequer ficam sabendo. O mesmo caso em relação às fotos. Tenho o maior cuidado em colocar os créditos necessários, já que, aqui, a não ser excepcionalmente, não peço autorização. E somente uma vez uma fotógrafa, da França, exigiu que eu a retirasse do Balaio. Lamentei, mas a substituí na hora. Em seguida, ela me agradeceu. O mais curioso foi a instantaneidade da ação; menos de duas horas após a edição da foto, eu já recebia um emeio me cobrando providências ou direitos autorais. Se eu ganhasse algum trocado com o Balaio, a minha postura seria diferente; só publicaria com autorização expressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quando tempo estás no Rio de Janeiro. São José do Seridó é um retrato na parede?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cheguei no Rio em março de 1967, no auge das agitações estudantis e culturais contra a ditadura, que se ampliariam em 1968. Aliás, cheguei num domingo, na segunda eu completava 24 anos. Ah... me apaixonei por dezenas de mulheres, então. Não precisava mais freqüentar a zona, como em Natal. (Na verdade, tenho boas lembranças do Arpège, do Palácio do Governo – o popular Wunder-Bar –, da Boate Estrela, de Rita Loura...) Quanto a São José. É o seguinte: fui criado – infância e adolescência – entre Caicó e Jardim do Seridó. As três cidades são bastante próximas. Hoje, estão “unidas” pelo açude/barragem Passagem das Traíras. São José, mesmo, é um acontecimento recente em minha vida, mas a ela me sinto muito apegado, porque, afinal, foi lá que nasci, no sítio Caatinga Grande.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Recentemente o governo do Rio Grande do Norte instituiu o Prêmio Moacy Cirne de Quadrinhos, que objetiva revelar e premiar o talento dos artistas profissionais ou amadores do Rio Grande do Norte. Você já está pronto para ter o busto eternizado em metal e exposto em praça pública?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Pois é, até brinquei com o presidente da Fundação José Augusto, o poeta Crispiniano Neto (na prática, o secretário de cultura do governo estadual): “Puxa, morri e se esqueceram de me avisar...”. Fiquei contente, claro, mas acho meio esquisito, pra falar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pra finalizar, fala um pouquinho sobre o Chico Doido de Caicó, celebrado autor de poesias eróticas que você ajudou a divulgar no Sul do país.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ah, o Chico Doido... Tenho uma história pra contar: em 2004 estive em Caicó à procura de uma puta que, garantira o escritor François Silvestre (na época, o presidente da referida Fundação José Augusto), fora amante de Chico Doido. “Entrada nos anos”, Ana Raposa – esse era o seu nome – me respondeu o seguinte: “Seu minino, fui amante de muitos homens aqui em Caicó. Posso ter sido, mas, confesso, não me lembro dele não. Mas de seu pai me lembro muito bem”. (Meu pai, em Caicó, era conhecido como Carcará: Pega, derruba e come). Enfim, o que dizer? Muitos acham, inclusive, que ele é criação minha; outros, criação do poeta e amigo Nei Leandro de Castro. Se eu fosse o seu criador, teria vivido uma situação possivelmente inédita nos anais das universidades brasileiras: em 1993 fui paraninfo de uma turma de Comunicação cujo patrono era... Chico Doido de Caicó. Já pensou?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://facesdeeva.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Arte: Beti Timm&lt;/span&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3797734535640985507?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3797734535640985507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3797734535640985507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3797734535640985507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3797734535640985507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/entrevista.html' title='Entrevista'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Si7kNan6WHI/AAAAAAAABHI/X4HqaR8oO_c/s72-c/Moacy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2080489504392499419</id><published>2009-06-07T15:13:00.001-03:00</published><updated>2009-06-07T15:16:46.528-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cada um de nós compõe a sua história,&lt;br /&gt;e cada ser em si carrega o dom de ser capaz&lt;br /&gt;de ser feliz...&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;(Almir Sater - Renato Teixeira)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volta e meia, leio um texto derrotista e isso sempre mexe comigo. Não por tristeza. Nem por dó. Derrotismo me incomoda, me irrita, me soa como ressaca de falsas escolhas. Ser ou não um lutador depende apenas do livre-arbítrio.&lt;br /&gt;Dia destes, alguém que tem tudo para ser um vencedor me mandou um texto terrivelmente derrotista. Meu primeiro impulso foi passar a mão em sua cabeça e dar-lhe ainda mais motivos para ter dó de si mesmo. Acordei a tempo. Não por acaso. É que me lembrei de um dos meus “afilhados”, um ex-menino de rua, na luta contra o mundo das drogas.&lt;br /&gt;Beto era um garoto franzino de grandes olhos famintos. Desenhava o tempo todo. Mesmo quando a crise de abstinência o deixava trêmulo, seus dedos rabiscavam pássaros. Sempre vôos em direção ao infinito. Venceu o vício, voltou a freqüentar a escola. Mas não se livrou do medo quase delirante de não conseguir ir em frente. Sempre calado, seguia vivendo um dia de cada vez. Seus sonhos eram apenas os vôos dos pássaros no papel. Um dia, não voltou da escola. Numa briga com um colega, fora expulso. Sumariamente. Numa atitude preconceituosa e arbitrária a escola julgou-o e condenou-o inapto a viver em sociedade. Apenas ele. O outro garoto não tinha um passado que o condenasse. Três meses depois recebi a notícia de que ele havia morrido de overdose. Comigo, ficaram os desenhos e o sonho perdido de pássaro livre.&lt;br /&gt;Sinto saudades dos tímidos e pequenos sonhos deste garoto. Saudades de um futuro que voou para o infinito. Dele não posso dizer que foi um derrotista ou culpá-lo por desistir de viver. Era apenas uma criança lutando contra o mundo e seus preconceitos.&lt;br /&gt;O mesmo não posso dizer deste alguém que me escreveu e de todas as pessoas que têm muito a seu favor e escolhem trilhar caminhos que levam a lugar algum. Estes sim são responsáveis por suas escolhas. Consequentemente, únicos responsáveis pelas dores e solidão que elas trazem.&lt;br /&gt;Afinal, felicidade não é um dom. Dom é ser capaz de buscá-la, de construí-la. E este, todos nós temos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2080489504392499419?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2080489504392499419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2080489504392499419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2080489504392499419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2080489504392499419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8293554044984155409</id><published>2009-06-03T10:47:00.002-03:00</published><updated>2009-06-03T10:57:44.285-03:00</updated><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SiaA73FvMgI/AAAAAAAAAaE/TKWkZl7AYKs/s1600-h/amores+imposs%C3%ADveis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SiaA73FvMgI/AAAAAAAAAaE/TKWkZl7AYKs/s320/amores+imposs%C3%ADveis.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343099773810323970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Os (meus) amores (im) possíveis&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes acordo me perguntando se é possível amar uma pessoa que não nos ama ou que ama outra pessoa, sem chegar a um acordo comigo mesmo sobre a resposta. Ou porque sou suspeito, pois existe a tendência de encontrar respostas que me satisfaçam, ou por não ficar satisfeito com a mais óbvia, que é deixar de lado um amor que apenas me trará sofrimento e desilusão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que possamos controlar os sentimentos, muito menos o amor. Podemos até querer amar alguém que nos parece ser o retrato da pessoa que procuramos, mas isso também é impossível, pois a seta do Cupido é imprevisível e, muitas vezes, nos acerta no local e na hora errados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nosso coração elege alguém, ele não se importa se esse alguém já está amando outra pessoa, ou mesmo se nem nota a nossa presença. Parece estar enfrentando o desafio de trazer o ser eleito para o nosso lado, independente da realidade que não garante nenhuma reciprocidade aos sentimentos. Se conseguirmos sublimar e aceitar a situação, transformando essa força avassaladora em um amor platônico, que nada espera em troca, contentando-se em apenas sentir, estar próximo, apoiar, atingimos um sentimento extremamente poderoso e nobre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o tal amor platônico implica em abrir mão dos próprios desejos em favor do bem estar da pessoa eleita e essa acaba sendo a prova de fogo para os nossos sentimentos mais profundos e verdadeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já percebi que, quando estamos com a auto estima baixa, temos maior tendência a encontrar pessoas que não respondem aos nossos sinais, não se encantam conosco e, muitas vezes, nem percebem a nossa existência. Nesses casos, nos contentamos com um olhar rápido ou um sorriso vago. Com um mínimo de atenção ou com o apertar de mãos das chegadas e partidas. Na verdade, nos contentamos com pouco. Parece que não percebemos que a vida tem muito mais do que isso para nos oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes até me questiono se não escolhemos amores difíceis, muitas vezes impossíveis, por medo de acabar dando de cara com um amor forte, verdadeiro e livre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Já fui assediado, cantado, tentado por pessoas livres e prontas para encararem relações saudáveis, mas geralmente acabo me refugiando nos amores impossíveis, que funcionam como barreiras emocionais que impedem as setas lançadas por Cupido de atingirem o meu coração. Dessa forma fico a salvo, confortavelmente tranqüilo dentro da minha solidão amorosa, quebrada vez ou outra por alguém inalcançável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma coisa é certa nessa história toda: quando acontece de abrir a guarda e permitir a entrada na minha vida de alguém possível, todo o meu estoque de amor não utilizado deságua como um rio represado cujas barreiras são destruídas. Aí o meu amor se confunde com a paixão e, se a outra pessoa está pronta e aberta para toda essa explosão de sentimentos, o resultado acaba sendo um relacionamento forte e carregado de emoções e descobertas, onde acabamos nos fundindo em um só ser, potente, pleno, maravilhoso. Assim foram os meus poucos relacionamentos até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre um e outro relacionamento pleno, vivo vários amores impossíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8293554044984155409?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8293554044984155409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8293554044984155409&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8293554044984155409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8293554044984155409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/os-meus-amores-im-possiveis-as-vezes.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SiaA73FvMgI/AAAAAAAAAaE/TKWkZl7AYKs/s72-c/amores+imposs%C3%ADveis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5744027572632362404</id><published>2009-06-01T14:30:00.001-03:00</published><updated>2009-06-01T14:35:11.667-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a lady</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é por nada não, mas mulher é bicho muito esquisito mesmo: depois de anos e mais anos tentando se igualar ao homem em tudo, agora vem com essa conversa de que o romantismo se perdeu sabe Deus onde. Perdido só se for aqui fora, porque ali dentro de cada coraçãozinho masculino sobrevive uma chama que teima em não se extinguir, mesmo estando constantemente à mercê de ventos furacônicos.&lt;br /&gt;Eu realmente não sei o que essa mulherada tem na cabeça: uma hora quer, outra hora não quer. De minha parte, ainda aprecio bastante as atitudes próprias dos já raros românticos com quem convivo: o arcaico abrir e fechar portas, a batidíssima puxada de cadeira (para sentar, não é para me fazer cair de bumbum no chão não, tudo bem?), o anacrônico mandar flores (girassóis e orquídeas, anotem aí), o antiquado beijo na testa (tão carinhoso...), enfim, pequenas coisinhas que, não sei porquê, causam tamanho mal-estar em algumas mulheres. Eu li não sei onde que a mulher de hoje não gosta de homens românticos porque eles fazem com que elas se sintam muito... mulheres!!!! Entendeu? Eu, não.&lt;br /&gt;Até Nelson Rodrigues era um romântico, eu ouvi uma mulher afirmar. Eu não acredito, claro, pelo que conheço do cabra ele era um dos mais irritantes anti-românticos já conhecidos, mesmo quando era mulher (lembram que ele também era Myrna, Suzana Flag, Maria Amélia e Kalipsus Lucy?). Até hoje não sei o porquê de tanta veneração a Mr. Rodrigues, assim como também não entendo muito bem a minha aversão a ele. Vou deixar nas mãos de Freud, ambas as respostas. O mesmo para o Jece Valadão, que dizem ser o cafajeste mais romântico da história brasileira. Deus do céu, eu não sei o que é romantismo!&lt;br /&gt;O que eu sei é que quero um mundo de mulheres sendo bem tratadas, conscientes de sua importância para o homem que as acompanha, que riam muito com eles, que façam viagens incríveis, que façam amor (fundamental: o homem romântico não transa, não trepa, não faz sexo: ele faz amor) e que, principalmente, se sintam bem queridas. Quero um mundo romântico!&lt;br /&gt;Bom, como eu já admiti que não sei do que trata o romantismo, vou parar de enrolar sobre o tema, eu não tenho know-how para tanto. Vou ali assistir "Kate &amp;amp; Leopold", que o Chico reservou pra mim, sabendo que eu vou adorar re-ver.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5744027572632362404?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5744027572632362404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5744027572632362404&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5744027572632362404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5744027572632362404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/06/shis-lady.html' title='Shi&apos;s a lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3047901767741959224</id><published>2009-05-29T10:50:00.006-03:00</published><updated>2009-05-29T11:15:48.723-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Sh_pkCw_yaI/AAAAAAAAAEI/SaKsx7CfULA/s1600-h/death.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341244488511637922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 151px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Sh_pkCw_yaI/AAAAAAAAAEI/SaKsx7CfULA/s200/death.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Das coisas que me aconteceram&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E lá estava eu, a Cerejinha, no auge dos meus 17 anos, em uma das festas góticas (não torça o nariz, leitor. Eu já fui gótica, sim.) que aconteciam em velho casarão, situado em Guarulhos/SP, acompanhada de meu marido, que na época era meu namorado, claro.&lt;br /&gt;A iluminação do local era precária. Com dificuldade reconhecíamos amigos e quando isso acontecia, parávamos para conversar. Bebemos muito, refrigerantes. Dançamos muito ao som que saia das pic-ups do DJ Tony que alternava com a DJ Polly, que eu sinceramente não achava assim tão boa como DJ, apesar de achar bem bacana naquela época uma mulher discotecar. Os meninos, a maioria, achavam a Polly boa, se é que vocês me entendem.&lt;br /&gt;Já lá pelas tantas da madruga, cansados e suados de tanto saltitar na pista de dança, resolvemos ficar paradinhos olhando a movimentação num canto do casarão. O meu marido, &lt;em&gt;ops&lt;/em&gt;! namorado, parado atrás de mim, simulava (muito mal) alguns passos de dança. Eu, com os olhinhos bem abertos a procura de um casal de amigos. Foi quando avistei um moreno, ou era loiro? Desde aquela época não sei como definir alguém que tem os cabelos castanhos claros. Mais era isso, o moço tinha (e ainda deve ter, espero!) os cabelos castanhos claros, estilo Keanu Reeves em 'Alguém tem que Ceder'. O meu olhar parou nele por um simples motivo. Um não, vários. Vamos a alguns deles: (1)Ele olhava insistentemente em minha direção. (2) Ele era liiiiiiiiiiiiindo! (3) Tinha o rosto quadrado, com os maxilares um pouco proeminentes, os lábios retos e carnudos com uma pinta no canto superior esquerdo (um charme!), olhos grandes. (4) Ele era liiiiiiiiiindo! (5) O rosto dele é um daqueles que eu classifico de rosto de vampiro, mais especificamente parecido com George Hamilton em "Amor a Primeira Mordida". (6) Um pescoço largo. Sim, desde novinha eu tenho essa fixação. Como fazia calor, as mangas da camiseta preta (óbvio!) estavam arregaçadas, o que proporcionava a visão daqueles braços lindos, com um dragão (7) tatuado, (8) coxas grossas embaladas em uma calça preta (óbvio!) e ele fugia um pouco do lugar comum, (9) não usava coturnos! Claro que percorri meus olhos debaixo para cima também, podia ter perdido algum detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu olhava. E ele olhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês devem estar pensando: "Que descarada! Com o marido, &lt;em&gt;ops!!&lt;/em&gt; namorado a tira-colo e olhando para outro!?!" e eu respondo: Claro! O que é bonito não deve ser olhado? E eu tinha um ponto a meu favor: o menino também estava acompanhado de uma liiiiiiiiiiiiiiiiinda garota, logo, não representava perigo.&lt;br /&gt;E no mais, eu estava adorando! Sabe aquela coisa de adolescente que quase nunca se sente bonita, que sempre acha o cabelo da outra mais ajeitado e mais liso do que o seu, que sempre acha que a roupa não está te favorecendo, que sempre acha que o sorriso da outra é mais branquinho que o seu (e olha que naquela época eu nem fumava ainda!)? Pois é. O liiiiiiiiiiiiiiiiiiindo estava fazendo um bem danado para o meu ego juvenil!&lt;br /&gt;Quase cinco longos minutos depois, os olhares continuavam insistentes e eu toda empolgada. Foi mais ou menos por aí, depois dos cinco longos minutos, que a acompanhante dele deu-lhe um selinho e se afastou. E logo em seguida o menino liiiiiiiiiiiiiiiiindo pôs-se a andar em minha direção.&lt;br /&gt;Gelei! E pensei: Putz! Deve achar que eu estou sozinha ou que Namorado é apenas um amigo, já não está abraçado a mim, nem me deu um beijinho qualquer. E ele se aproximando e eu pensando em sair correndo, ou me jogar numa escada ligeiramente próxima, bastaria dar um peixinho e lá estaria eu, rolando escada abaixo, a vergonha seria menor, a desgraça menos dolorida...&lt;br /&gt;Mas, graças a Deus, o medo enraizou-me ao piso do casarão e em poucos segundos o menino liiiiiiiiiiiiiiiiindo, com um sorrisão enorme, parou na minha frente. Eu, quase chorando o vi abrir a boca pra dizer:&lt;br /&gt;- Oi!!! Quanto tempo, cara! Faz um tempão que eu estava ali (e apontou para o lugar de onde veio) tentando descobrir se era você mesmo!&lt;br /&gt;Pois é. Esqueci de dizer que uso óculos desde os quinze anos, alguns parcos graus de miopia me atrapalham a visão e justo nesta noite resolvi não usá-los por vaidade...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3047901767741959224?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3047901767741959224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3047901767741959224&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3047901767741959224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3047901767741959224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/falhas-nas-conexoes-cerebrais.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Sh_pkCw_yaI/AAAAAAAAAEI/SaKsx7CfULA/s72-c/death.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5308539535969948644</id><published>2009-05-27T10:48:00.008-03:00</published><updated>2009-05-27T10:59:38.540-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Sh1FgjkNtnI/AAAAAAAABFA/kmu2X-HjL9c/s1600-h/corno.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340501158736541298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 111px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Sh1FgjkNtnI/AAAAAAAABFA/kmu2X-HjL9c/s320/corno.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A hora da traição&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homem múltiplos talentos, entre as muitas atividades que exerço está a de conselheiro sentimental. Eventualmente, presto consultoria sobre assuntos ligados à paixão e ao sexo. Notei que uma das principais preocupações de meus companheiros de armas (isto é, teclado e copo) diz respeito ao adultério. Não se trata de questões de ordem moral ou religiosa, visto que meus consulentes já se libertaram destes entraves de consciência típicos da civilização cristã e ocidental (quanto às outras, não tenho informação). O que a distinta clientela do Bar do Alemão, onde se localiza meu consultório, anseia por saber é qual a melhor hora para trair: manhã, tarde, noite, nenhuma das alternativas anteriores?&lt;br /&gt;Confesso que não sou expert em adultério. Apesar das maledicências espalhadas pelos meus inimigos, nunca cheguei às vias de fato, vamos dizer assim, na modalidade. Não entendam mal: desde sempre desejo a mulher do próximo. No entanto, conceitos éticos severos (e, especialmente, o medo da reação de eventuais maridos ciumentos – nem todo corno é manso) me impediram, até o momento, de transformar sonhos ardentes em doce e selvagem realidade. Mas não mais tergiversarei. Vou direto ao ponto.&lt;br /&gt;A fim de sanar a ignorância e atender aos reclamos do meu povo, pesquisei sobre o assunto. Descobri que a tarde é o período mais apreciado para consumar a traição conjugal. O preço dos motéis é mais barato, a patroa está sossegada em casa e sempre é possível contar com a compreensão da chefia para uma escapadela de 1 ou 2 horas, preferencialmente às terças e quintas-feiras (não me perguntem a razão). Uma escapadinha na hora do almoço também é muito cotada.&lt;br /&gt;Compulsando dados históricos, achei interessante o registro de que lord Bertrand Russel, matemático, filósofo e pacifista radical, deu um novo significado ao tradicional chá das 5 dos súditos da rainha. No início do século passado, enquanto a fina flor da aristocracia britânica debatia acaloradamente na Câmara dos Lordes, ele escafedia-se para promover contendas mais íntimas, e igualmente animadas, com as esposas de seus pares. Russel foi uma das mentes mais brilhantes que viveram no século 20. É um dos meus heróis.&lt;br /&gt;Outra constatação decorrente dos meus estudos: à noite, ao contrário do senso comum, não é um bom horário para consumar a traição. Mentiras como futebol com os amigos ou a necessidade de horas extras de trabalho invariavelmente são descobertas. As mulheres têm o faro especialmente desenvolvido para desvendar estes artifícios, sem falar no auxílio luxuoso do celular. A título de curiosidade, informo que existem também os adeptos do madrugadão, geralmente parceiros de cônjuges que trabalham em hospitais ou no setor de segurança privada.&lt;br /&gt;Bem, esta conversa já está muito extensa e preciso colocar um ponto final, para não atiçar ainda mais a ira da minha editora gostuduzulda, mas tirana. Assim, para finalizar, depois de profunda avaliação recomendo a quem queira trair que opte pelas primeiras horas da manhã. Ninguém em sã consciência (não é o meu caso) acredita que alguém tenha disposição – e libido – para cometer adultério às sete horas da matina.&lt;br /&gt;Portanto, vamos à luta, companheiros. Ou não. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5308539535969948644?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5308539535969948644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5308539535969948644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5308539535969948644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5308539535969948644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/conversas-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Sh1FgjkNtnI/AAAAAAAABFA/kmu2X-HjL9c/s72-c/corno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-6963403800297968773</id><published>2009-05-25T10:49:00.010-03:00</published><updated>2009-05-25T13:12:52.696-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tema hoje é &lt;em&gt;Homens&lt;/em&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentei na frente do micro e pensei: mas o que falar de homens com quem convivo a não ser que me encantam? Comumente, falo muito bem dos homens. Afinal, eu os vejo como parceiros, como complementos. E os adoro, tanto quanto adoro o universo feminino. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas existem várias exceções. E ainda bem que eu ainda tenho memória para lembrá-las (pelo menos uma delas) ou este texto não sairia. Uma destas exceções são os bundões. É chula, a palavra. Eu sei. Mas é a que quero usar – a que define, com exatidão, os homens aos quais quero me referir. Existem também as mulheres que se encaixam neste perfil. Mas mulher tem outro nome.&lt;br /&gt;Bundões são os sedutores, maravilhosamente sedutores, que não conseguem sair da sedução. Em geral, são aqueles que têm uma relação estável já numa fase de mesmice. Tentam, isso não se pode negar, colocar cor e sabor na vida. Perfeito. O ser humano necessita destas renovações. Eu necessito e o faço. Mas eles, os bundões, ficam sempre no meio do caminho.&lt;br /&gt;A relação deles com a fidelidade é completamente ambígua. Não são fiéis, mas não conseguem ser concretamente infiéis. Acreditam na tese de que o homem é biologicamente polígamo, sentem a constante necessidade de mudar a si mesmos em novos amores, mas falta-lhes coragem para passar da tese à prática. Querem desesperadamente uma nova paixão, mas querem com a mesma força conservar-se seguros na antiga relação. E viram trapalhões. Têm ímpetos de coragem quase suicida. E quando percebem que estão com o pé suspenso no abismo, recuam. Não se assumem nem anjos, nem demônios. Nem sabem lidar com a transição de um para o outro. E nesta dança de vai-não-vai são extremamente desrespeitosos. Na relação antiga e na nova.&lt;br /&gt;Amei um ou outro destes homens, reconheço. Porque ao seduzir o sedutor, fui também seduzida. Mas o preço pago foi excessivamente alto: lambi as feridas que em mim causaram e senti pelas feridas que nas parceiras abriram. Sou assumidamente infiel – dentro do padrão vigente de fidelidade - mas preservo cada um dos meus amores. É o mínimo que espero de quem se dispõe a se relacionar comigo. É o mínimo que se espera de alguém que não queira ser chamado bundão!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-6963403800297968773?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/6963403800297968773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=6963403800297968773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6963403800297968773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6963403800297968773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/entreaspas_25.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1560370533174081698</id><published>2009-05-18T21:32:00.002-03:00</published><updated>2009-05-18T21:35:14.524-03:00</updated><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/ShH-iKwkiNI/AAAAAAAAAZk/9sdM2xJ7Gew/s1600-h/zzz+sexo+a+tr%C3%AAs.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/ShH-iKwkiNI/AAAAAAAAAZk/9sdM2xJ7Gew/s320/zzz+sexo+a+tr%C3%AAs.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337326896367831250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O homem, o sexo e as fantasias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um mundo liberado de regras, onde cada um dos nossos desejos mais íntimos pode ser realizado sem qualquer tipo de censura existe de verdade. É um mundo onde temos total liberdade para transformar desejos ocultos em realidade, onde temos absoluto controle sobre tudo e sobre todos. Esse é o mundo particular de cada um, o mundo da fantasia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O homem, muito mais voltado ao lado racional e prático da vida, também fantasia. E muito! Sosseguem mocinhas! Entre as mais comuns estão as próprias parceiras, dando ou recebendo sexo oral, acompanhadas de outra mulher ou com outro casal. Também a masturbação feminina e o sexo anal encontram-se entre as mais comuns das fantasias masculinas. Como as mulheres têm ainda mais liberdade para fantasiar, a vida do casal pode receber esse aditivo, desde que as fantasias de ambos coincidam e lhes tragam maior prazer e cumplicidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vêm as fantasias menos aceitas socialmente, que incluem dominação e submissão da parceira, sexo forçado e até mesmo dividido com outro homem, havendo ou não envolvimento entre os dois. Lembre que no mundo da fantasia tudo é possível. E, na verdade, um homem fantasiar algum envolvimento com outro não significa que ele sinta desejos homossexuais, mas que deseja exercer algum tipo de domínio na situação, mostrando-se superior, mais eficiente, mais potente que o outro.   &lt;br /&gt;Na realidade, através das fantasias sexuais, a mente e o corpo são envolvidos e dirigidos ao prazer, estimulando e melhorando a relação sexual. Elas ajudam a potencializar a sexualidade pois abrem novas formas de viver a relação, buscam um prazer maior, estimulam as idéias sobre situações e posições, além de aumentarem a auto-estima do casal através da cumplicidade e do aumento da cumplicidade entre ambos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente as fantasias masculinas dão ênfase ao contato erótico e à relação sexual em si, evidenciando o desejo de sexo e a afirmação da masculinidade. Nós nos importamos em sermos os “bons de cama”, “os melhores”, “o máximo”. Sonhamos mais com sexo selvagem, em lugares públicos ou com mais de uma mulher. Afinal, a maior parte do estímulo sexual masculino é visual, enquanto para a mulher ele é sensorial. A mulher, mais romântica, fantasia situações, lugares e sentimentos. Não costuma comparar-se às outras mulheres. Mas tanto homens quanto mulheres costumam fantasiar o sexo em lugares inusitados, como escadas de prédios, lugares públicos ou praias – desertas ou não. Entretanto, para ambos, os elevadores são os campeões. Seja com os respectivos parceiros ou com pessoas desconhecidas. E de preferência com o risco de serem descobertos durante o ato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas considerações valem apenas para o sexo dentro dos relacionamentos estabelecidos. As fantasias realizadas nas “casas especializadas” ou com “prestadoras de serviços” contratadas nas ruas vão muito além dessas e, devido ao fator “pagamento”, os homens que procuram satisfazer-se dessa forma geralmente não impõem limites às suas fantasias. Pedem às mulheres que se vistam de colegiais, enfermeiras, copeiras e até mesmo de homens. Muitas vezes querem ser dominados, chicoteados e submetidos a humilhações, numa demonstração clara de tendências masoquistas. Em outras querem, eles serem os sádicos dominadores. E assim vão se desenrolando por aí esses infinitos mundos de liberdade e fantasia, que todos carregamos em nossas mentes e onde os limites são bem diferentes daqueles que regem nossas vidas no dia-a-dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais importante mesmo é não nos podarmos em nossos desejos, procurarmos vive-los com toda a intensidade, desde que, em momento algum coloquemos em risco a integridade física, psíquica e emocional das nossas parceiras. Tudo o que é feito de comum acordo não é nocivo, claro que mantendo os devidos limites entre os espaços de segurança e de respeito pela outra pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1560370533174081698?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1560370533174081698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1560370533174081698&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1560370533174081698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1560370533174081698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/trivialmente_1600.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/ShH-iKwkiNI/AAAAAAAAAZk/9sdM2xJ7Gew/s72-c/zzz+sexo+a+tr%C3%AAs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3550452448360588502</id><published>2009-05-13T15:13:00.006-03:00</published><updated>2009-06-02T09:42:40.545-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Memórias de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SgsO-823L8I/AAAAAAAABDg/8L1ECnG7h10/s1600-h/mala.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335374658201399234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 104px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SgsO-823L8I/AAAAAAAABDg/8L1ECnG7h10/s320/mala.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nas asas da Panair&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de viajar. Na verdade não é bem isto; o que me desagrada são os momentos de ida e vinda. Nestas ocasiões fico deprimido, dividido entre a tristeza de deixar aqueles que amo e prévia alegria do (re)encontro com os que igualmente desfrutam do meu afeto. Por diversas vezes desejei ter o dom da ubiqüidade. Não gosto de abandonar, nem de ser abandonado.&lt;br /&gt;Nem sempre foi assim. Nos anos de delinqüência juvenil, viajar era sinônimo de aventura, principalmente quando o destino era o litoral da Santa Catarina. Na época, imprudentemente, a mana e o cunhado vinham para Porto Alegre e deixavam seu sacrossanto lar à disposição do demônio e sua corte – isto é, eu e meus asseclas. A pudicícia da meia idade me impede de descrever os festins profanos que então promovíamos. Igualmente o recato não permite que revele publicamente as delícias possíveis de nos surpreender em viagens rodoviárias interestaduais. Aos jovens que me procuram em busca de conselhos – mediante módica remuneração, naturalmente – recomendo o horário noturno e os dois primeiros bancos ou os dois antepenúltimos, próximos, mas não tanto assim, do banheiro. Indispensável, obviamente, uma boa companhia e, claro, um bom cobertor. À noite, na estrada, faz frio. Mesmo no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto foi ontem. Não sou mais um aventureiro, mas sim um cidadão de idade provecta, responsável pagador de impostos e passivo consumidor televisivo.&lt;br /&gt;Hoje as viagens têm motivação cada vez mais nostálgica. Gostaria mesmo de poder viajar fisicamente ao passado, novamente vivenciar, no tempo e no espaço, situações que me fizeram particularmente feliz ou foram especialmente prazerosas. De certa maneira é o que faço, em noites vadias quando a insônia mantém a imaginação desperta.&lt;br /&gt;Ultimamente, navego sempre para o mesmo porto: o interior de um fusca cor de laranja em uma noite amena do verão de 1972 em Ipanema. Foi quando fui beijado pela primeira vez. Recordar é bom, mas suspeito que seria mais saudável tentar conquistar e me deixar conquistar por uma mulher. Ou será que a temporada de beijos está proibida para lobos velhos, cansados e carentes?&lt;br /&gt;Bem, dizem os sábios que não se pode repetir o passado.&lt;br /&gt;Será mesmo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja como for, concordo com a observação final de Francis Scott Key Fitzgerald em O Grande Gastby, um romance que fala sobre o fascínio que o ontem exerce sobre o hoje: “E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3550452448360588502?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3550452448360588502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3550452448360588502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3550452448360588502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3550452448360588502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/memorias-de-um-velho-safado.html' title='Memórias de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SgsO-823L8I/AAAAAAAABDg/8L1ECnG7h10/s72-c/mala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8834837784818067453</id><published>2009-05-11T08:50:00.004-03:00</published><updated>2009-05-11T09:01:02.476-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Quase democraticamente, o pessoal do Palimpnóia escolheu Viagens e Homens como dois dos temas deste mês de maio. Eu que adoro os dois, pensei logo em fazer uma puta crônica. Mas estou na fase de, no maximo, contar histórias. E como respeito cada uma das minhas fases, vou tentar fazer um croniconto. Assim, tentarei ser fiel à fase e aos temas.&lt;br /&gt;Foi há muito tempo atrás. Estava eu numa das minhas dramáticas crises conjugais. Não por desgaste do casamento, mas por falta dele - marido que ficava 15 dias em casa e dois meses no norte do país era marido? Aquele era o momento em que não sabia se me dedicava a ser mãe, a ser pai, se trocava lâmpadas, se olhava o óleo do carro, se consertava a torneira, se dava aulas ou se enfiava a cabeça na areia e deixava o mundo explodir.&lt;br /&gt;Para não perder de vez a sanidade, resolvi enlouquecer para o mundo. Não era a primeira e nem seria a última loucura. Era apenas mais uma atitude &lt;em&gt;porralouca&lt;/em&gt;, como tantas que já tive e que, vez em quando, ainda tenho. Eu me coloquei aberta a todas as possibilidades. E que Deus me ajudasse.&lt;br /&gt;Em poucas horas estava eu na rodoviária brigando por uma passagem de um ônibus que estava de saída. Cambaleando entre as poltronas, literalmente caí sobre um rapaz no fundo do ônibus. Sem olhar para ele, me desculpei, ajeitei-me e fechei os olhos. Queria dormir embalada pelo som do motor e esquecida de quem eu era e do que havia aprendido – inclusive da minha carteira de motorista. Fui tirada do meu propósito pela mochila que despencou sobre as pernas do meu companheiro. Pernas compridas, coxas grossas. Um homem grande que se espremia no lado da poltrona que eu tanto queria.&lt;br /&gt;- Você não acha que suas pernas são grandes demais pra ficarem espremidas aí?&lt;br /&gt;Trocamos de lugar. E começamos um longo papo. Fiquei sabendo tudo que era importante sobre ele. E à medida que sabia, me encantava. Não sei se pelo que ouvia ou pelo simples movimento de seus lábios. Tinha a boca mais beijável que tinha visto nos últimos tempos.&lt;br /&gt;Contei a ele sobre mim. Comecei pelo casada - como se assumindo a minha condição de comprometida, fosse acalmar as borboletas que já revolucionavam o estômago e os sentidos. Em menos de duas horas eu já havia me esquecido de quase tudo que deixara para trás. O cara era daqueles que não tinham medo de ser feliz. Medo de ser feliz? Por que eu pensava isso? Andava tão acostumada a homens que vestem a carapaça de durões que me encantei ao encontrar um que mostrava a alma. E o mais interessante: ele via a minha.&lt;br /&gt;Foram 4 horas de encantamento. E eu ia registrando coisas como olhos úmidos ao falar da avó, sorriso terno ao se lembrar da ex-noiva, postura endurecida ao me contar sobre o cotidiano deum sub-gerente de banco. Ele era transparente e eu queria ser seu espelho. Minhas invencíveis borboletas estavam alvoroçadas e completamente esquecidas que eu vivia uma crise.&lt;br /&gt;Ao chegarmos ao destino, não queria me levantar. E se ele sequer me desse seu telefone? Não deu. Foi simpático, amigo, ajudou-me a juntar minha bagunça, deu-me um beijo demorado no rosto e se foi. Eu olhava suas costas sem acreditar. Nunca antes alguém me dispensara. Querendo ou não eu tinha que reconhecer: minhas atabalhoadas intenções foram linda e ternamente dispensadas.&lt;br /&gt;Levei alguns dias para me esquecer da dor no ego. E nunca me esqueci do homem. Este homem foi o primeiro a me colocar frente a frente com uma das grandes incoerências femininas: o que se quer de um homem? Um anjo ou um demônio? As duas coisas, descobri. Jamais me esquecerei da delicadeza, sensibilidade e amizade daquelas 4 horas. Mas tenho que reconhecer: eu queria tudo isso aliado ao interesse do homem pela mulher. Talvez, nem tanto os olhares indiscretos que a bunda feminina costuma ganhar, nem os pensamentos libidinosos que estes olhares revelam. Mas, desinteresse assim por completo?&lt;br /&gt;Homens! Se não tê-los, como entendê-los? E que me perdoe Vinicius!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8834837784818067453?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8834837784818067453/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8834837784818067453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8834837784818067453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8834837784818067453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/entreaspas_11.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4136128374084119394</id><published>2009-05-08T13:02:00.001-03:00</published><updated>2009-05-08T13:05:40.246-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a lady</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SgRYN1vb8sI/AAAAAAAAAOA/QeWAJ6P2FUw/s1600-h/shi-palim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333484853501096642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SgRYN1vb8sI/AAAAAAAAAOA/QeWAJ6P2FUw/s200/shi-palim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste mundo, nesta vida, minha atividade preferida, não é segredo para ninguém, é sexo. Em cada um dos meus textos eu faço questão de deixar clara esta minha "identificação" com a coisa, sem o mínimo medo de ser feliz. E felicidade, creiam, é o principal produto do sexo – não considerando, claro, os pequenos pacotinhos com pezinhos e mãozinhas fofos que de vez em quando também são "produzidos" através de uma relação sexual.&lt;br /&gt;Em minhas constantes pesquisas na net, encontro de tudo. Achei a Cameron Diaz, atriz de Hollywood, se dizendo viciada em sexo. Segundo a moça, todas as soluções para seus problemas ela encontra quando está no meio de uma transa e é claro que essas declarações fizeram levantar a temperatura do público masculino que é fã de Diaz. Eu só queria entender como ela consegue encontrar tanta solução para tanto problema, se durante um embate sexual não se consegue pensar em outra coisa que não seja sentir, gemer e gozar. Eu, definitivamente, não consigo.&lt;br /&gt;Mas ela está, em parte, com a razão. Não que você tenha que pensar nos seus problemas durante uma transa, mas que depois que tudo acaba as coisas ficam mais claras, sem dúvida elas ficam! Eu também descobri (a net é minha pastora, o Google, meu guru) que o sexo é a melhor forma de se preparar antes de falar em público. Os cientistas britânicos que descobriram essa nova versão da pólvora juram de pés juntos que, quando você precisar subir em um púlpito, leve consigo um parceiro e, assim que começar seu discurso, faça com que ele lhe dê uma bela de uma encalcada (por trás, evidentemente, o discurso estará sendo pronunciado, é bom não esquecer isto), o que fará com que as palavras fluam, livres, leves e soltas pelo ambiente.&lt;br /&gt;Quando li isso pensei em pelo menos uma pessoa de minhas relações que deveria experimentar: muito tímida, ela morre de medo de falar em público. Mas acho que ela deveria, sim, experimentar, e de preferência que me convide para assistir a esta apresentação. Fico morrendo de curiosidade para saber que palavras serão ditas nessa ocasião. Vale ressaltar que apenas a cópula penetrativa produz bons resultados. Disso eu já sabia e faço coro.&lt;br /&gt;Eu sei que bati agora em um lugar-comum. Todo mundo já sabe, já falou, já discutiu, já refletiu, já concluiu sobre isto, mas quando eu me engajo em uma campanha me torno ferrenha, feroz e frenética! Enfim, sexo é coisa para quem pode e com ph de farmácia, diriam os zombeteiros de plantão. Eu posso, a Cameron Diaz pode, a minha amiga tímida também pode. No final das contas, todo mundo pode. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4136128374084119394?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4136128374084119394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4136128374084119394&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4136128374084119394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4136128374084119394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/shis-lady.html' title='Shi&apos;s a lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SgRYN1vb8sI/AAAAAAAAAOA/QeWAJ6P2FUw/s72-c/shi-palim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8159424988192953315</id><published>2009-05-06T00:05:00.005-03:00</published><updated>2009-05-06T00:05:00.558-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>O Convidado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SgBjXOOP7wI/AAAAAAAAAJo/87TO2BZqREI/s1600-h/homemfilho.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332371209412669186" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 113px; height: 170px;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SgBjXOOP7wI/AAAAAAAAAJo/87TO2BZqREI/s320/homemfilho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Homem de verdade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;O que é o homem? Um ser divino ou diabólico?&lt;br /&gt;Sem querer me intrometer demais na seriedade do assunto, até porque eu mesmo sou um belíssimo exemplar erectus pançudus etilicus, acredito ser o homem untado em azeite de dendê e bolinhos de chuva. Somos anjos diabólicos, difíceis e pragmáticos, carentes e infantis – complexos.&lt;br /&gt;Mas tem coisas que só a raça-macho sabe fazer (bem)! Exemplo? Somente a raça-macho consegue se achar bonito quando toda as leis da gravidade e da estética nos provam o contrário. O homem é o único animal que, de sunga de praia, barrigudo, careca e míope, acha, de fato, que a mulher escultural na cadeira ao lado está sorrindo para ele.&lt;br /&gt;Aliás, tem uma coisa que nós fazemos com sucesso nestes milênios que passamos ao largo: a incrível mitologia do Homem Durão. Misto de Clint com Rambo. Somos peritos na arte de esconder os sentimentos e liberar os instintos primitivos. Mascando tabaco ou palito entre os dentes, o homem é mesmo um típico exemplar. Mas isto tudo termina quando:&lt;br /&gt;Nasce o filho da gente!&lt;br /&gt;E aquela criatura, com uns pontinhos que chamamos de dedos, segura a sua mão. Aí não tem armadura que dê jeito, você vira um escravo do choro e da baba aguda. Devo admitir que chega a ser quase assustador e, talvez, seja a primeira vez em que percebemos estar sem controle do que está por vir. Não há planejamento que tire o gosto do vácuo. Uma onda de calor começa a percorrer os pulmões, passa pelos braços, que tremem, e termina como uma imensa pressão na nuca. A palavra “nasceu” deveria ser mais extensa, mais bem preparada. Ela é muito rápida. E esse “s” mudo e sem vida, sem pronúncia, não faz muito sentido ali, encaixado entre a primeira vogal humana e o intenso céu. Esse “s” é quase o apêndice da palavra. Não, “nascer” deveria ser mais divino, mais impronunciável, uma senha: 5xdf1458rju.&lt;br /&gt;Há algo de assustador em ser pai, em ser homem de verdade. Certos compromissos possuem peso e grandeza que poucos conseguem digerir. Como vivemos em um mundo patriarcal, cujas religiões, política e sociedade, com raríssimas exceções, pregam o machismo, acostumamo-nos a enxergar o lado deturpado do espelho, dificilmente nos encontramos “nus” diante do próximo, carregamos uma espécie da armadura conveniente e preguiçosa, daquelas que, costurada pelas mãos da própria mãe, escondem nossos medos.&lt;br /&gt;Talvez o homem seja produto de uma grande revolução. Uma revolução que busca a palavra certa, o “s” escondido, metamorfoseado, exilado nos seios de uma mulher.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo F. Carvalho&lt;/strong&gt; é professor e mora no Rio de Janeiro. Edita o blog &lt;a href="http://resumodachuva.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Resumo da Chuva.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8159424988192953315?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8159424988192953315/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8159424988192953315&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8159424988192953315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8159424988192953315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/o-convidado.html' title='O Convidado'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SgBjXOOP7wI/AAAAAAAAAJo/87TO2BZqREI/s72-c/homemfilho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4959593675023633228</id><published>2009-05-03T22:17:00.005-03:00</published><updated>2009-05-04T09:08:03.702-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sf5DIWQDCPI/AAAAAAAAAZI/8Lctvby70GA/s1600-h/zzzsadomasoquista.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331772819544148210" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 198px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sf5DIWQDCPI/AAAAAAAAAZI/8Lctvby70GA/s200/zzzsadomasoquista.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Sadomasoquistas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles freqüentam bares e restaurantes, passeiam pelos parques e outros lugares públicos como todas as pessoas; podem morar no apartamento ao lado ou trabalhar na mesma sala que você. Pode ser o seu médico, a sua advogada, o gerente do seu banco ou a dona daquela butique onde você gosta de comprar. Apenas um detalhe os diferencia: eles possuem um código em comum, de confiança e segurança, onde sempre é acordada uma palavra chave para cessar a cena. Ao contrário do que muitos pensam, não são pessoas necessariamente agressivas ou rudes; podem ser extremamente educados, cultos e delicados. São os sadomasoquistas, pessoas que possuem uma tendência para práticas sexuais que incluem idéias de dominação e submissão ou de impingir ou receber estímulos dolorosos ligados ao prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendências sadomasoquistas existem em qualquer pessoa, como parte das múltiplas expressões da complexa sexualidade humana e todos temos a capacidade de expressá-las, de acordo com nossas vontades. Na maioria dos casos reprimidas ou vindo à consciência como sonhos ou fantasias, sem jamais se expressarem na prática. Por outro lado, os que exercitam sua porção sadomasoquista, atuam em diversas técnicas sádicas, masoquistas ou em ambas, sendo estes últimos, os verdadeiros sadomasoquistas. Uma relação SM pode expressar-se sob variadas formas: relações estáveis e duradouras, eventuais e fortuitas, heterossexuais, homossexuais, bissexuais, em duplas ou em grupos. A regra básica é o consentimento, portanto, não existe ato sadomasoquista que aconteça sem a concordância do parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vale lembrar que o fato de as práticas sadomasoquistas se pautarem por atividades sãs, seguras e consensuais, caracteriza o limite entre o SM aceitável, diferente de práticas hediondas e patológicas que, aí sim, têm a ver com doenças mentais e desvios de conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frequentemente as pessoas não entendem o porquê dos jogos, aparentemente dolorosos. Pense nisso: você já teve sexo intenso e depois notou marcas de mordida (que você nem se lembrava que tinha levado) no seu pescoço? O que aconteceu foi que seu parceiro mordeu você com força suficiente para deixar as marcas e tudo o que você sentiu foi prazer, provavelmente muito prazer. Se levasse uma mordida assim tão forte numa ocasião em que não existisse sexo, você gritaria, porque isso machucaria muito. Mas, quando você está sexualmente estimulado, a sua tolerância à dor aumenta, e o estímulo que habitualmente sente como dor se torna, então, prazeroso. No exercício físico continuado, o cérebro produz endorfinas, assim como quando sua pele é estimulada pelas agulhas da acupuntura. Em ambos os casos, o cansaço físico ou a dor das agulhadas são substituídos por uma sensação de bem estar e prazer. É isso que faz com que os praticantes de SM sintam prazer em serem espancados, ou seja lá o que for. Não é dor: é prazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que é novo é aquilo que nos é diferente. E tudo o que nunca vimos antes, invariavelmente nos parece estranho e pode até nos causar medo, mesmo que, no fundo, nos cause certo fascínio. Por demonstrarem claramente a existência e a possibilidade de aceitação de impulsos considerados pela moral vigente como “impuros,” “negativos” e “ruins”, os sadomasoquistas podem causar repulsa e até mesmo horror por parte da sociedade dita “normal”. O conhecimento – e apenas o conhecimento – de todos estes processos nos dá a consciência de que podemos refletir sobre os nossos próprios medos e a partir de uma postura mais racional, podemos combatê-lo de forma declarada, com coragem e compreensão de que o que nos é diferente não necessariamente é ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço um cara que, além de ser conceituado psiquiatra, é assumidamente sadomasoquista. E todo esse “conhecimento” que tenho do assunto devo às nossas conversas e também a alguns textos publicados por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso costumo dizer que é melhor vivermos as nossas vidas intensamente e com muito prazer, seguindo nossos instintos, vocações e vontades sem, no entanto, nos enganarmos disfarçando ou diminuindo qualquer traço que exista em nossas personalidades. Vivamos as nossas vidas convivendo harmoniosamente com nossos semelhantes sem nos preocuparmos com suas vidas e, muito menos com suas preferências quando vão fazer sexo. A menos, é claro, que desejemos fazer sexo com eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4959593675023633228?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4959593675023633228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4959593675023633228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4959593675023633228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4959593675023633228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/trivialmente-center.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/Sf5DIWQDCPI/AAAAAAAAAZI/8Lctvby70GA/s72-c/zzzsadomasoquista.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2753577625509815433</id><published>2009-05-01T20:16:00.001-03:00</published><updated>2009-05-01T20:33:22.560-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O avesso do avesso&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A sua predisposição para brigar me incomodava. Era como se tudo nela estivesse à flor da pele. E qualquer toque dispararia a bomba. Trabalhávamos juntas havia dois anos. Mas não conseguíamos ser mais do que eu e ela. Nunca nós.&lt;br /&gt;Um dia ela entregou-me um atestado. Entraria em licença para fazer uma cirurgia. Nada mais me disse. Entendi que queria preservar alguma fragilidade e respeitei. Uma semana depois ela ainda estava hospitalizada e me preocupei. Fui visitá-la. Como diretora da escola e como alguém que gostaria de ser sua amiga.&lt;br /&gt;Recebeu-me com espanto e sem nenhum entusiasmo. Permaneceu quase muda até que eu me levantei para sair. Pegou em minha mão e começou a chorar. Era a primeira vez que alguém se preocupava com ela desde que resolvera assumir que era uma mulher vivendo num corpo masculino.&lt;br /&gt;Foi então que eu soube. Olhei-a, buscando traços masculinos que nunca percebera. Ela percebeu minha curiosidade. Como um dique rompido, contou-me toda sua vida. Toda sua luta para vencer o preconceito. Primeiro, da família. Depois, da cidadezinha onde morava. Desistiu de lutar e buscou o anonimato na cidade grande. Mas trouxe junto as feridas ainda abertas. E a desconfiança típica de quem não quer mais ser ferida.&lt;br /&gt;Estava ali fazendo sua última cirurgia. A que definitivamente acabaria com qualquer marca masculina num corpo que guardava uma alma que nascera feminina.&lt;br /&gt;Saí de lá entendendo a agressividade que sempre me incomodara. Desejando verdadeiramente que ela deixasse naquele quarto também as marcas de tudo que sofrera.&lt;br /&gt;Saí de lá um pouco mais tolerante, um pouco mais corajosa, mais humana enfim. Transexual, homossexual, heterossexual – somos todos gente. Gente que sente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2753577625509815433?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2753577625509815433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2753577625509815433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2753577625509815433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2753577625509815433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/05/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8272715925037868421</id><published>2009-04-29T00:05:00.000-03:00</published><updated>2009-04-29T00:05:00.993-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SfeC-Q6FLZI/AAAAAAAABBA/N7yX73gz_Nk/s1600-h/dona+de+casa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329872690218347922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 135px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SfeC-Q6FLZI/AAAAAAAABBA/N7yX73gz_Nk/s320/dona+de+casa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Manual prático do amor para a mulher moderna&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com freqüência, as damas se queixam de incompreensão por parte dos cavalheiros. A recíproca é verdadeira. Como cidadão do mundo e atento observador da natureza humana, constantemente escuto reclamações de homens que se sentem vítimas da intolerância feminina. Os motivos de amuo do sexo frágil são hábitos corriqueiros no dia a dia dos machos. Detectado o problema e preocupado em estabelecer a convivência harmoniosa entre os sexos, dei início à elaboração de um pequeno manual de comportamento que possibilite a elas melhor compreensão, aceitação e obediência às necessidades deles. Destarte, acredito estar contribuindo para tornar menos perigosas as relações entre machos e fêmeas, resgatando a palavra de ordem dos anos 60: Faça amor, não faça guerra.&lt;br /&gt;A seguir, alinho os cinco pontos mais nevrálgicos das relações conjugais, que diagnostiquei nas pesquisas de campo. Atenção, damas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; Não perturbe o senhor do castelo quando o mesmo encontrar-se confortavelmente instalado no sofá vestindo apenas a cueca da sorte e assistindo a um jogo do seu time do coração. O mesmo vale para as lutas de vale tudo. Outro conselho fundamental neste quesito: nunca pergunte quem é a bola.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt; Não permita que falte cerveja na geladeira. Igualmente mantenha-a permanentemente abastecida de finos acepipes, tais como torresmo, ovos de codorna em conserva, pepinos em calda, azeitonas, queijo da colônia e lingüiça calabresa. É recomendável também ter sempre ao alcance da mão, no armário de remédios, sal de frutas e outros medicamentos que proporcionem bem estar estomacal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3.&lt;/strong&gt; Evite tecer comentários críticos nas ocasiões – geralmente às sextas-feiras – em que o ser amado regressa ao lar fora do horário habitual, com a roupa amarfanhada e a voz ligeiramente pastosa. É preciso entender que um guerreiro precisa confraternizar com seus iguais. Eventuais marcas de batom no colarinho devem ser entendidas como manifestações de carinho de fãs entusiasmadas. Nos casos de marca de batom na cueca, é permitida uma suave repreensão.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4.&lt;/strong&gt; Seja judiciosa ao usar o telefone. Não contate o seu amor por celular a não ser em caso de catástrofe iminente, como, por exemplo, a súbita possibilidade de faltar cerveja no mercado. Numa situação assim dramática (tóc tóc tóc, pé de pato mangalô três vezes), solicite instruções precisas sobre qual quantidade do precioso líquido deve ser adquirida e estocada, a fim de que o provedor do lar possa atravessar incólume o período de crise.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5.&lt;/strong&gt; Nunca, jamais em tempo algum, alegue dor de cabeça naquelas horas. A tão referenciada insensibilidade masculina é apenas aparente. Por baixo da couraça que o guerreiro usa nos embates diários na selva de pedra, há um ser humano carente de carinho e atenção, extremamente sensível à rejeição dos seus arroubos de paixão. Uma recusa pode comprometer para sempre a sua performance nos folguedos sexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressalto que esta é de uma obra aberta à colaboração do sempre fiel e gentil leitorado. Não se avexem em apresentar suas reivindicações, rapazes. Não precisam me agradecer, garotas. Faço tudo por vocês.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8272715925037868421?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8272715925037868421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8272715925037868421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8272715925037868421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8272715925037868421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/conversas-de-um-velho-safado_29.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SfeC-Q6FLZI/AAAAAAAABBA/N7yX73gz_Nk/s72-c/dona+de+casa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-6308539312707790542</id><published>2009-04-26T18:02:00.005-03:00</published><updated>2009-04-26T18:23:33.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SfTQPPKkR0I/AAAAAAAABAA/avC3_oc0f14/s1600-h/Autor+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329113219273606978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SfTQPPKkR0I/AAAAAAAABAA/avC3_oc0f14/s200/Autor+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Um homem que gosta de outros homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;A entrevista deste mês tem um alto poder de octanagem. O entrevistado é conhecido na blogosfera como Autor. A sua base de operações é o blog &lt;a href="http://confissoesaesmo.wordpress.com/"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Confissões a Esmo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, o lugar onde, diz ele, destila sandices, pensamentos e idéias. “Conto a minha vida, as minhas dúvidas e inquietações. São confissões jogadas ali, a torto e a direito. Para agrado ou desagrado de quem quer que seja”, revela com sinceridade.&lt;br /&gt;Autor tem 27 anos, é formado em Administração de Empresas, mora em Petrópolis, no Rio de Janeiro e trabalha no setor público. Entre idas e vindas, faz cinco anos que está na blogosfera. Durante muito tempo manteve um blog onde usava o nome verdadeiro e falava do cotidiano, além de colocar contos e crônicas. Depois de uma parada estratégica para recarregar as baterias, voltou com o blog no formato atual, criando a figura do Autor. “Ali sou realmente eu. O Autor nasceu como personagem, mas hoje é o mais próximo da realidade possível”, confessa. A opção pelo codinome aconteceu por conta da homossexualidade. Ele explica: “Não sou assumido para toda a sociedade e não faço questão disso. Para quem interessa saber, me identifico. Muitos leitores passaram a conhecer a pessoa por trás do Autor. Tenho muitos leitores no MSN e fiquei amigo de alguns”.&lt;br /&gt;Por ter como temática o dia a dia de um homem gay, achou que seria lido apenas por gays. Não foi o que aconteceu. Há muitos heteros entre os internautas que acessam o Confissões a Esmo (pelo menos 150 IPs diferentes todo o dia) e comentam com naturalidade tudo que ali é abordado.&lt;br /&gt;Conheça, a seguir, um pouco da história e da personalidade do Autor, um personagem que revela sem pudor a dor e a delícia de ser o que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi a descoberta da sua orientação sexual?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nasci numa cidade do interior do RJ e, para mim, gays eram aqueles travestis marginalizados por todos. Não queria ser como eles. Entretanto, desde adolescente percebi que tinha atração por garotos. Mas como isso não impedia que eu tivesse também atração por garotas, não me achava tão diferente. Era igual aos meus amigos, com gostos semelhantes, apenas com a diferença de achar um ou outro cara mais bonito ou gostoso. Com o passar do tempo e com as primeiras relações sexuais (com ambos os sexos) passei a me encarar bissexual. Conseguia separar bem na minha cabeça: com mulher havia a idealização romântica, com homem era apenas sexo. Até o dia em que me apaixonei por um cara e toda essa simplificação feita caiu por terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você assumiu a sua homossexualidade publicamente?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Me encarar verdadeiramente gay só depois que fiz amigos que eram gays e vi que eram pessoas normais, como eu, e não um estereótipo como eu imaginava. Entretanto, ainda hoje, não me considero uma pessoa totalmente assumida com respeito à minha orientação sexual. Não é um assunto do qual eu fale abertamente no meu dia a dia Não sou assumido para a sociedade em geral. Mas, o mais importante, assumi para mim mesmo que sou homossexual e esse foi o passo mais importante para que me tornasse quem sou hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Relacionamento é um contrato e cada um sabe as cláusulas que vai colocar ali. Pra mim, fidelidade é uma dessas cláusulas. Já trai, mas não sei lidar com traição".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que situação você considera ter sido fundamental para que encarasse a natureza sua sexualidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Acredito que foi conhecer aquele que é hoje o meu melhor amigo. Com ele vi que ser gay não necessariamente significava estar enquadrado num estereótipo específico. Foi a partir desta amizade que passei a me aceitar. E isso aconteceu de forma natural, afinal, eu tinha um amigo que era como eu e me apresentava outras pessoas que eram como nós. Quando vi, já tinha alguns amigos gays e me sentia à vontade com eles. Não me assustei, vi que eu não era uma aberração e sim uma pessoa normal. Um homem que gostava de outros homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Houve alguma mudança na sua relação com amigos e parentes e na relação deles com você?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Essa é uma barreira que consegui quebrar há pouco tempo: contar para meus melhores amigos (incluindo aí dois amigos homens) que era gay e tinha um namorado.&lt;br /&gt;Tinha medo que ao contar isso a amizade mudasse e eles se afastassem. Fui surpreendido positivamente. Não só aceitaram muito bem como fizeram questão de se aproximar e de mostrar, a todo momento, que nossa amizade é o que realmente importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E com a família, como foi?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com meus pais é mais complicado. São extremamente religiosos e não encarariam numa boa ter um filho gay. Ou saber que o filho mais velho é gay. Mas moro em outra cidade, sozinho, tenho a minha vida, eles não se envolvem muito. Quando os visito, ouço as perguntas de sempre (‘quando vai casar?’, ‘não vai nos dar um neto?’), mas levo a minha vida, sem ter a necessidade de contar nada para eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você já se defrontou com algum tipo de preconceito?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não. Acredito que por ser muito bem humorado, não dou brecha para preconceito. Além disto, como as pessoas não têm certeza, já que nunca assumi nada publicamente, talvez o preconceito não chegue claramente até mim. Claro que existem piadinhas e brincadeiras, como existem num grupo de heteros, por exemplo. E nessas horas eu sempre rio e brinco junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"É fato: gay tem preconceito contra gay"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Você tem desejo por mulher?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sexo com mulher sempre foi bom para mim. Entretanto, prefiro o sexo com homens.&lt;br /&gt;Já fui noivo e pensei seriamente em casar. Claro que isso era também uma forma de fugir desse meu desejo por homens e por minha ex ser uma pessoa com quem eu tinha certeza que teria uma vida ótima, já que mais do que noiva era minha amiga. E foi exatamente por isso que terminamos. Estava me sentindo hipócrita, enganando alguém que eu amava e mentindo para mim mesmo. Nunca contei para ela que gosto de homens. A última vez que transei com uma mulher deve ter uns 2, 3 anos.&lt;br /&gt;Depois que terminei com meu ex namorado acabei engatando o namoro com o meu atual e por isso não transei mais com mulheres. Acho que não teria problema algum em me envolver com uma mulher novamente, apesar de não querer viver um relacionamento com uma, algo que eu saberia que não supriria todo o meu desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como você lida com a infidelidade?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Já traí e acho que já devo ter sido traído (apesar de nunca ter ficado sabendo disso).&lt;br /&gt;Acho que relacionamento é um contrato e cada um sabe as cláusulas que vai colocar ali. Pra mim, fidelidade é uma dessas cláusulas. Não sei lidar com traição.&lt;br /&gt;Como disse, já traí. Não me orgulho disso. Nesses casos, acredito que a infidelidade foi apenas mais um sintoma de que o relacionamento já tinha acabado. Nunca ficaram sabendo que eu estava traindo. Eu fiz bem feito (que horror!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você tem preconceitos? Como lida com eles?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Tenho muitos. Digo mais, o preconceito no meio gay é enorme. Gay tem preconceito contra gay. Fato! Tanto é que existem várias tribos dentro do universo gay: travestis, barbies, ursos, afeminados.&lt;br /&gt;Eu luto contra os meus próprios preconceitos. Um exemplo: não gostava de gente afeminada. Tinha vergonha de ser visto junto, de ficar próximo. Hoje, luto contra isso. Aprendi que essas pessoas, normalmente, não são dessa forma porque querem. Elas simplesmente são assim. Lembro sempre do que uma amiga me falou que ouviu de sua terapeuta, algo mais ou menos assim: “O preconceito é natural no ser humano. O que temos de fazer é a cada dia deixar pra trás alguns preconceitos, pois adquirimos novos e assim sucessivamente.”&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-6308539312707790542?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/6308539312707790542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=6308539312707790542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6308539312707790542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6308539312707790542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/entrevista.html' title='Entrevista'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SfTQPPKkR0I/AAAAAAAABAA/avC3_oc0f14/s72-c/Autor+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8321763539180981919</id><published>2009-04-24T07:47:00.008-03:00</published><updated>2009-04-24T19:42:04.636-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SfGedyjDB9I/AAAAAAAAAJg/kM-wIGqu9as/s1600-h/maosdadas.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328214068778174418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SfGedyjDB9I/AAAAAAAAAJg/kM-wIGqu9as/s200/maosdadas.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SfGZ6fS-FvI/AAAAAAAAAFY/XQ67qFs1jdc/s1600-h/maosdadas.JPG"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;"Eis que me livro de um laço&lt;br /&gt;mesmo que outro&lt;br /&gt;já esteja sendo jogado nos meus passos."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes versos são do poeta &lt;a href="http://essapalavra.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Dauri Batisti&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Não sei qual a intenção do poeta – isso só a ele pertence. Sei do quanto os versos me falaram nesta minha volta à escrita. Por isso, contorno os temas combinados aqui e os coloco entre aspas.&lt;br /&gt;Laços me lembram fitas coloridas enfeitando vestidos e cabelos. Mas muito mais que enfeitar, eles unem pontos, criam aconchego onde antes eram pontas soltas, preenchem espaços onde antes era vazio. Enlaçar é um verbo de ação. Conservar os laços é uma arte. A arte da aceitação, da tolerância, da cooperação.&lt;br /&gt;Estamos no tempo dos descartáveis. Adulterando Lavoisier, nada se cria, muito se copia e tudo se joga fora. Também é assim com as relações. Os investimentos são pequenos, o reconhecimento é provisório e a tolerância se estica por poucos centímetros. É fato que nos enlaçamos por afinidades, sejam elas quais forem. Mas venho sentindo, de forma crescente e ao contrário dos inúmeros e belos discursos vigentes, que temos cada vez menos habilidade e disponibilidade para lidar com a alteridade, com o estranhamento e com a mestiçagem. Buscamos as semelhanças, mas fugimos das diferenças – talvez por medo de nos descobrirmos nelas.&lt;br /&gt;Um dos meus grandes amigos é um judeu ortodoxo. Por várias vezes já nos afastamos por compreendermos o mundo sob sentimentos diferentes. Por várias vezes nos reaproximamos por entendermos que não mudamos um ao outro com a nossa radicalidade. Somos mudados, substancialmente, com as ínfimas transformações que cada um de nós imprime em si mesmo na convivência com as diferenças. E assim nossos laços vão se conservando – apesar das distâncias entre nossas crenças.&lt;br /&gt;Por outro lado, um dos mais sólidos laços que eu conservava foi desfeito. Depois de quase trinta anos de convergências e divergências, foi preciso desatá-lo para que o respeito e a cooperação sobrevivessem. Caiu o laço da convivência, nasceu o laço da amizade. O que doía na carne às seis da manhã, tornou-se manjar na hora do almoço. O que era irritante ao jantar, virou diversão ao luar. O que me faz ter a certeza de que laços não precisam necessariamente virar nós ou serem descartados como garrafas pet.&lt;br /&gt;Laços não são nem precisam ser definitivos na sua essência. Mudam. Transformam-se quando existe respeito por nós mesmos e pelas nossas diferenças, quando existe a disposição para o investimento em nós e no outro. E transformados, viram novos laços. E entrelaçam os nossos passos.&lt;br /&gt;Deixar-se surpreender sempre pela novidade dos sentimentos e não tentar equacioná-los pela lógica das nossas certezas pode ser uma boa forma de entrelaçar nossos braços e passos. Eu acho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parceria com Adelita:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt; &lt;a href="http://www.mp3tube.net/musics/Mercedes-Sosa-e-Fito-Paes-Vengo-a-oferecer-mi-corazon/20387/" target="_blank"&gt;Mercedes Sosa e Fito Paes - Vengo a oferecer mi corazon&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="mp3tube" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="60" width="260" align="middle" border="0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="6879"&gt;&lt;param name="_cy" value="1588"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=aa6d5390703fa31b27e3245cf69a652e"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=aa6d5390703fa31b27e3245cf69a652e"&gt;&lt;param name="WMode" value="Transparent"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="0"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=aa6d5390703fa31b27e3245cf69a652e" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8321763539180981919?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8321763539180981919/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8321763539180981919&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8321763539180981919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8321763539180981919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SfGedyjDB9I/AAAAAAAAAJg/kM-wIGqu9as/s72-c/maosdadas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5593830956544250861</id><published>2009-04-22T09:14:00.002-03:00</published><updated>2009-04-22T09:23:09.397-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Se8LXpZTd9I/AAAAAAAAAEA/GsU9CeuGCUY/s1600-h/pebolim_12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327489385079470034" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 112px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Se8LXpZTd9I/AAAAAAAAAEA/GsU9CeuGCUY/s200/pebolim_12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Tolerar a existência do outro e permitir que ele seja diferenteainda émuito pouco. Quando se tolera, apenas se concede, e essa não éuma relação de igualdade,&lt;br /&gt;mas de superioridade de um sobre o outro."&lt;br /&gt;(José Saramago)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde 2000, aqui em São Paulo, no Campeonato Paulista – O Paulistão -, não tínhamos semifinais com os clássicos. Um G4 realmente G4. E isso logo me fez pensar nas torcidas organizadas. Na violência, gerada pelo preconceito e pela intolerância.&lt;br /&gt;Sou sãopaulina e, particularmente, não ligo se me chamam de bambi. Não fico depressiva porque não ganhamos esse campeonato. Dói, mas não morro, nem mato ninguém, porque perdermos para o Corinthians de 2 a O.&lt;br /&gt;Além de ajudar financeiramente o seu clube, a torcida organizada tem o papel de ajudar a tornar o jogo um espetáculo, uma festa. Para que haja um jogo é preciso que tenha dois times e isso implica ter duas torcidas, certo? Então é preciso tolerar que outras pessoas não tenham o mesmo gosto refinado que você. Ou seja: é preciso tolerar o palmeirense, o corintiano ou o santista e só assim seremos capazes de convivermos entre os diferentes sem tragédias causadas por uma paixão, um divertimento.&lt;br /&gt;É uma vergonha, mas nunca fui a um estádio assistir uma partida de futebol. Mas se tivesse ido, faria parte daquela turma que agüentou as provocações da torcida adversária numa boa, bateu palmas para o seu time (mesmo perdendo de 2 a 0 para o Corinthians), que reconheceu o esforço dos jogadores (exceto no 2º tempo), que saiu do estádio, pegou seu metrô, chegou em casa, tomou banho e foi dormir porque amanhã era dia de branco.&lt;br /&gt;Claro que na tolerância há sempre uma tensão entre os lados. Tolerar é suportar a existência do outro, dentro ou fora do estádio e não deixar que divergências nos brutalizem e desumanizem a ponto de perdemos toda e qualquer possibilidade de contato civilizado.&lt;br /&gt;Pensando em outras questões, não apenas na futebolística, como também nas religiosas e raciais, o termo intolerância, que causa tantas mortes, me faz analisar o seu antônimo: tolerância. Pois bem, o que seria a tal da tolerância? Não é acolher, gostar ou entender, muito menos respeitar. Está mais para suportar. Suportar um peso.&lt;br /&gt;Seguindo esse fio, na tolerância há uma relação paternalista onde há um sabichão com uma pose arrogante que somente suporta o outro e tudo que seja diferente dele. O que não é uma postura muito inteligente.&lt;br /&gt;Olhando a tolerância do ponto de vista emocional, ela cria, entre o tolerante e tolerado, uma relação condescendente. Vê como nos referimos? &lt;em&gt;To-le-ra-do&lt;/em&gt;. Não soa um tanto quanto condescendente? Enfim...&lt;br /&gt;Do mesmo modo que o contrário de amor não é ódio, mas sim indiferença, o contrário de intolerância não é tolerância, mas sim &lt;em&gt;Res-pei-to&lt;/em&gt; às diferenças. Por isso não quis escrever sobre intolerância racial, ou intolerância religiosa, ou a lactose. Porque nesses assuntos, se me digo contra a intolerância, me digo a favor da tolerância, de suportar pessoas que acreditam em um deus diferente do meu, ou que tenham a cor da pele diferente da minha, ou que não possam ingerir leite e seus derivados. E não é isso. Eu não tolero, eu respeito.&lt;br /&gt;Agora, convenhamos, não ser sãopaulino é uma falha no caráter que, com muito esforço, eu tolero, mas não respeito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5593830956544250861?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5593830956544250861/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5593830956544250861&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5593830956544250861'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5593830956544250861'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/falhas-nas-conexoes-cerebrais_22.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Se8LXpZTd9I/AAAAAAAAAEA/GsU9CeuGCUY/s72-c/pebolim_12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-256270256879623847</id><published>2009-04-19T23:14:00.006-03:00</published><updated>2009-04-20T09:13:02.775-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SevdpWod0_I/AAAAAAAAAYw/SgtvoFUIgkI/s1600-h/excluindo+Amelia+(JaciLopesdosSantos).bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326594686815425522" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SevdpWod0_I/AAAAAAAAAYw/SgtvoFUIgkI/s200/excluindo+Amelia+(JaciLopesdosSantos).bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Um pequeno apanhado sobre a arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falamos muito sobre arte. Mas muitos não entendem nada de arte. Apenas gostam ou dizem não gostar. E por aí ficamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acredito que essa dificuldade que as pessoas sentem para entender a arte esteja relacionada à dificuldade que existe em definir uma utilidade especifica para ela. Num sentido imediato, a arte não possui nenhuma utilidade além dela mesma. Um quadro, por exemplo, não serve para outra coisa que não seja ser admirado, rejeitado ou ignorado pelos que o vêem. Afinal, jamais soube de alguém que servisse uma refeição sobre um quadro ou que o usasse como uma peça de roupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a arte é uma criação humana que compreende os valores estéticos como beleza, equilíbrio e harmonia, sintetizando emoções, história, sentimentos e até mesmo a cultura de quem a realiza. Ela se apresenta de muitas formas, onde destacamos a música, a literatura, o teatro, o cinema, a dança, as artes plásticas e tantas outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, as manchas de tinta sobre uma tela simbolizam estados de consciência humana, abrangendo percepção, emoção e razão. A pessoa que faz arte é conhecida como artista, alguém que cria sua arte partindo dos próprios sentimentos, vontades, imaginação, criatividade, idéias e conhecimentos, transformando a obra de arte numa forma de interpretação da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui já posso dizer que em latim, a palavra ars significava técnica, habilidade, e era usada para designar o trabalho de pessoas que produziam objetos dotados de forte carga estética, com o objetivo de despertar e estimular um ou mais espectadores. Na Grécia antiga, não existia palavra correspondente, pois tekné era a palavra com o mesmo significado, designando algo realizado por uma pessoa dotada de habilidade e técnica especiais, para criar desde uma bela escultura até uma sandália que seria usada por todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o artista atinge um estado de consciência onde a percepção, a razão e a emoção se encontram perfeitamente combinadas, está pronto para realizar sua melhor obra de arte. Chamamos a este de “momento de inspiração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo da História da Arte nos faz repensar nossos posicionamentos sócio-culturais e nos traz o entendimento de outras épocas, pois a arte interfere na sociedade ao mesmo tempo em que recebe influências do meio (época) em que está inserida. Através do estudo da História da Arte criamos conhecimentos sobre a humanidade, seja através dos objetos, dos quadros e esculturas, da literatura, da música, do teatro e de outras manifestações artísticas. Não devemos esquecer a arquitetura, uma manifestação artística das mais importantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu caso, mais ligado às artes plásticas, posso deixar uma formulazinha para melhor entender a arte: o Artista, que criou e decidiu expor sua mensagem através do seu Trabalho, coloca-o de forma que possa ser visto e apreciado. O Apreciador, de quem se exige esforço, dedicação e diálogo com o trabalho, deve descobrir o tema, os materiais utilizados, quando foi feita a obra, como são as cores e se sua distribuição é harmônica, se já viu alguma outra semelhante e, principalmente, se gosta do que vê. Está feita uma pequena analise artística que permite criar uma imagem própria sobre o trabalho examinado, compará-lo a outros, do mesmo ou de outros autores e até mesmo externar sua opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é difícil entender a arte. O difícil mesmo é pensar, examinar, avaliar. E muitas vezes isso dá uma preguiça tão grande que é mais cômodo dizer que não gostamos ou não a entendemos. E as manifestações artísticas são tantas, que não creio que exista alguém que não goste de nenhum tipo de arte. Nem que sejam as artes marciais. Ou as artes curativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-256270256879623847?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/256270256879623847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=256270256879623847&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/256270256879623847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/256270256879623847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/trivialmente.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SevdpWod0_I/AAAAAAAAAYw/SgtvoFUIgkI/s72-c/excluindo+Amelia+(JaciLopesdosSantos).bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-338883936471400592</id><published>2009-04-16T22:13:00.003-03:00</published><updated>2009-04-16T22:22:38.369-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a lady</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SefZhGi7PPI/AAAAAAAAAN4/_celLyu3zkA/s1600-h/religiao.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5325464247104912626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 156px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SefZhGi7PPI/AAAAAAAAAN4/_celLyu3zkA/s200/religiao.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Perdoa, Pai, porque pecamos&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O desprezo e as violações dos direitos humanos, especialmente da liberdade de expressão, de culto ou convicção continuam provocando guerras e grandes sofrimentos à humanidade. É realmente preocupante o crescimento cada vez maior das ameaças contra a liberdade religiosa, inclusive por parte de alguns Estados, que teimam em exercer a intolerância e a discriminação para com a religião. São Estados que pretendem, a qualquer custo, forçar o cidadão a exercer esta ou aquela religião, o que é um absurdo – mas existe!&lt;br /&gt;E existe das mais diversas maneiras: há países que obrigam seus jovens e algumas minorias religiosas a contrair matrimônio com membros de outros grupos majoritários, forçando estes pobres coitados a adotar uma religião outra que não a sua. Ou a adotar uma religião quando não têm nenhuma. Há casos inclusive de ameaças de morte contra uma pessoa e sua família, na tentativa de converter esse indivíduo a uma religião ou, ao contrário, evitar uma conversão.&lt;br /&gt;Afirmo que procurei "por todos os jardins" a verdade inscrita na afirmação de que uma religião, por ser reconhecida como estatal, oficial ou tradicional, ou que seus adeptos representem uma maioria, tem que ser adotada por todos em um gritante desrespeito à livre determinação de culto do restante da população. É outro tipo de guerra: eu imagino a loucura que deve ser nestes órgãos de proteção aos direitos humanos, tão grande (eu suponho) é o número de denúncias que eles devem receber sobre violações dos lugares sagrados de comunidades religiosas. Sem falar dos crentes no mundo que não podem sequer levar seus símbolos religiosos ao trabalho, por causa de disposições administrativas "oficiais".&lt;br /&gt;Não sou muito adepta de qualquer religião que seja, mas esse tipo de situação me causa medo, admito. E estou falando disso aqui, agora, porque estou enfronhada em um interessante trabalho sobre a violência sofrida pela mulher no mundo. As atrocidades mais impensáveis são praticadas contra a mulher, em nome da religião (e de Deus!), em especial, claro, com aquelas que são de religião diferente da "oficial". E nem seus filhos (os que também forem crentes) escapam: eles são freqüentemente vítimas de diversos tipos de discriminação, que vão de maus-tratos e humilhações na escola até expulsão ou a proibição de continuar a faculdade. Nem quero pensar no que acontece com os refugiados, os asilados, os emigrantes que são, para mim, populações extremamente vulneráveis.&lt;br /&gt;Não sei o que está faltando para acabar com essa esculhambação, mas de repente alguns mecanismos judiciais realmente úteis e coercitivos sejam a única saída para proteger aqueles que são vítimas deste tipo de discriminação. Resta saber que jurista se habilita, ou melhor, se atreve a sugerir uma mudança não apenas do ordenamento jurídico específico, mas também no comportamento da sociedade, que ainda discrimina as pessoas apenas porque praticam candomblé, ou porque usam roupas que escondem todas as partes do seu corpo. Respeito à diversidade é bom, faz bem à saúde - e eu gosto. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-338883936471400592?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/338883936471400592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=338883936471400592&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/338883936471400592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/338883936471400592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/shis-lady.html' title='Shi&apos;s a lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SefZhGi7PPI/AAAAAAAAAN4/_celLyu3zkA/s72-c/religiao.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5928523936160887989</id><published>2009-04-13T19:46:00.005-03:00</published><updated>2009-04-13T20:00:58.044-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SePCUgjUpgI/AAAAAAAAA_Q/hm1OmjL0HOQ/s1600-h/revolver.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324312842073318914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SePCUgjUpgI/AAAAAAAAA_Q/hm1OmjL0HOQ/s320/revolver.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A marcha da insensatez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Mudança de planos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Como assim?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Vou namorar. Gosto dele, é um cara legal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Mas ele não é negro?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- É. E daí?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Ué, tu nunca gostou de negro. Sempre teve nojo. Raiva, até. O que mudou?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Näo sei. Só sei que ele é diferente. Gosto dele. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O diálogo acima aconteceu muito tempo atrás entre duas garotas brancas – minha primeira namorada e sua melhor amiga – e apenas reafirmou que a intolerância e o preconceito são filhos diletos da ignorância, ou melhor, do desconhecimento, uma verdade que persiste até hoje. Desde então pouco mudou, as aparências ainda governam nosso modo de ver o mundo. A cor da pele, o modo de vestir, a opção sexual, a crença religiosa, a ideologia política e até mesmo a cor clubística prosseguem determinando a aceitação do próximo, nosso semelhante e irmão. Somos todos iguais. Mas nem tanto assim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Particularmente, no meu rincão natal, o Rio Grande do Sul, a intolerância é muito acirrada. Aqui, desde sempre as relações sociais são marcadas pelos confrontos: chimangos x maragatos; direita x esquerda; gremistas x colorados; petistas x antipetistas. Pouco adianta, na praticidade do dia a dia, constatar que “as aparências enganam aos que amam e aos que odeiam”, ou seja, que independente das suas características raciais, sexuais ou políticas o sujeito seja um ser humano decente. Prevalece o preconceito ditado pela avaliação superficial. É como se precisássemos excluir quem pensa e vive de forma diferente para afirmar a correção de nossos valores. Precisa ser assim, “cada um no seu canto, em cada canto uma dor”? Não sei. Oscar Wilde disse que só os tolos não se deixam levar pela primeira impressão. A frase é boa, mas não é verdadeira, pois é este comportamento da maioria parva que fomenta a violência nossa de cada dia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Constato e critico o fenômeno, mas não sou um exemplo a ser seguido. Também cultivo rancores amparados apenas na superficialidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A advertência está na Bíblia: se um cego guiar outro cego ambos cairão no abismo. É para onde estamos indo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O pior cego é aquele que não quer ver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5928523936160887989?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5928523936160887989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5928523936160887989&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5928523936160887989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5928523936160887989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/conversas-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SePCUgjUpgI/AAAAAAAAA_Q/hm1OmjL0HOQ/s72-c/revolver.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1764023391724333751</id><published>2009-04-10T06:44:00.003-03:00</published><updated>2009-04-10T07:04:21.626-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>A Convidada</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/Sd8YivE9u2I/AAAAAAAAAJQ/C7C44reL9e4/s1600-h/sucodegente.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323000269607123810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 169px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/Sd8YivE9u2I/AAAAAAAAAJQ/C7C44reL9e4/s200/sucodegente.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Suco de gente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noção de arte como “suco de gente” começou a frequentar minha cabeça a partir de um pensamento casual. Tinha tomado um suco de laranja delicioso e comecei a imaginar que aquela devia ser uma laranja diferente das outras, com mais recursos que suas semelhantes. Daí me veio a estranha ideia de uma laranja artista. Achei isso engraçado, mas logo esqueci.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, que tenho por tarefa um texto sobre arte, a ideia volta à tona. Assim como a palavra “suco” sugere o melhor de uma fruta madura e gostosa, “artista” remete ao melhor de alguém. Mas como? – pensarão essas pessoas que exigem sempre expressões politicamente corretas. Então o fato de ser artista torna alguém melhor que os outros mortais? Afinal, nem todo mundo faz arte. E se a arte é o “melhor” de uma pessoa, fica implícito que o resto não tem esse melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso. Há quem dê o melhor de si num consultório, num esporte, numa empresa, no comércio, na sala de aula, numa construção ou num almoxarifado. Ninguém é obrigado a ser artista para ser melhor em alguma coisa. A diferença está em que a arte é um dom que proporciona aos outros um motivo de prazer estético, ou seja, uma sensação intangível que se aproxima bastante da espiritualidade, porque, além de tudo, vem “de graça”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não que o produto da arte seja necessariamente místico, ao contrário: quase sempre a arte se refere e se alimenta da realidade mais concreta, do que se experimenta com os sentidos e nem ao menos corresponde ao que se convencionou chamar “o belo”. Sua afinidade com o que é espiritual vem do prazer que nos dá; porque o espírito participa do que dá prazer, mesmo que seja um prazer puramente físico. Isso parece um paradoxo dos mais empedrados; mas se desconectarmos a ideia de espírito do conceito religioso que ele costuma exprimir, vamos perceber com clareza que, ao nos suscitar um prazer autônomo e apontar para novos modos de entender e perceber o mundo, a arte enriquece nossa experiência de vida, afina a sensibilidade e amplia nosso repertório – ou seja, torna nosso espírito mais amplo e nos leva mais longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é um pouco chato falar de arte com essa cerimônia toda. Porque a gente tem que viver e curtir arte no dia-a-dia, experimentar pelos sentidos o que ela tem de bom, em vez de só pensar nela. No quadro, no filme, no show, na música que ouvimos, no texto que lemos, no desenho de animação, no poema que nos toca fundo, a arte está ao alcance da mão. Tanto quanto o copo daquele suco da fruta mais doce, madura e deliciosa que nos faz tanto bem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adelaide Amorim&lt;/strong&gt; do blogue &lt;a href="http://www.umbigodosonho.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Umbigo do Sonho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1764023391724333751?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1764023391724333751/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1764023391724333751&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1764023391724333751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1764023391724333751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/convidada.html' title='A Convidada'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/Sd8YivE9u2I/AAAAAAAAAJQ/C7C44reL9e4/s72-c/sucodegente.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8879950127748403038</id><published>2009-04-08T09:21:00.011-03:00</published><updated>2009-04-08T09:34:55.269-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SdyXOQgp3jI/AAAAAAAAAD4/iO0InDImhsg/s1600-h/mona.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322295130850975282" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SdyXOQgp3jI/AAAAAAAAAD4/iO0InDImhsg/s200/mona.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A arte livra-nos ilusoriamente da sordidez de sermos. (...) na arte não há desilusão porque a ilusão foi admitida desde o princípio. (...)não há tributo ou multa que paguemos por ter gozado dela.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Bernardo Soares &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Livro do Desassossego&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Cinema, Literatura, Teatro, Dança, Fotografia, Música, Escultura e Pintura, Artesanato, Arquitetura, há bem mais do que as sete artes relacionadas no Manifesto de 1911. Não há Arte menor, pelo menos para mim. Há maior afinidade com essa ou com aquela. Eu, por exemplo, tenho maior afinidade com Cinema, Música, Fotografia e Literatura (claro!). A Pintura, definitivamente, não consigo entender. Até hoje não saquei o sorriso da Mona, é abstrato demais para mim.&lt;br /&gt;Sempre achei bacanérrimo quem tinha os dotes manuais desenvolvidos, fosse na firmeza da mão para capturar uma boa imagem ou fazer um traço, fosse em uma letra bonita, fosse na criatividade ao moldar argila.&lt;br /&gt;Morro de inveja (branca! Inveja branca!) das pessoas que fazem crochê, bordam, pintam panos de prato, fazem biscuit, tapetes. Mas nunca cismei de fazer nada desse tipo. Até que um belo dia...&lt;br /&gt;Bom, eu sofro de insônia e há dias que de noite não tenho saco ou concentração para nada. Nem para TV, nem para livros, nem para filmes, nem para msn ou net em geral. Tudo fica sem graça, nada prende a minha atenção ou distrai a minha cabeça. E eu preciso me ocupar para atravessar as madrugadas.&lt;br /&gt;No final do ano passado eu estava de bobeira e de férias da faculdade, havia conversado com pessoas que fazem Artesanato, quando, em uma noite de clarão, me veio a idéia de tentar fazer algo, já que todos diziam ser uma forma de esquecer de tudo, de relaxar. Mesmo não possuindo nenhuma destreza motora, no dia seguinte comprei uma dessas revistas que ensina passo-a-passo como pintar caixinhas de MDF. Comprei tintas nas cores primárias, lixas, pincéis, verniz e, óbvio, caixinhas de madeira. Fiz a festa na 25 de Março!&lt;br /&gt;E não é que deu certo?! Virei-me bem com as danadas! Sem contar que realmente fiquei sentadinha por duas ou três horas noturnas, lixando, conjecturando as combinações das cores e sem pensar em nada muito complicado! Resultado: fui dormir leve como uma pluma. O problema surgiu alguns dias (ou noites) depois: o que fazer com tantas caixinhas espalhadas pela casa? Como não pensava em vendê-las (tenho – algum – bom senso), sai presenteando alguns familiares (mãe, irmã, avó), pois sabia que não ririam das minhas estripulias. Após alguns elogios, aventurei-me e presenteei amigos queridos. Não sou uma artista, estou bem longe disso, mas sinto como se um pedacinho de mim estivesse em cada caixinha. Tem um pedacinho de amor, um pedacinho de dedicação, um pedacinho de carinho e um pedação de tempo.&lt;br /&gt;Dia desses, para uma amiga queridérrima lá do escritório onde trabalho, fiz um risque-rabisque da Beti Boop. Uma outra moça o viu e fez uma encomenda de 50 caixinhas de lembrancinhas para o aniversário de 15 anos da sua filha. Aceitei. Não vou ganhar praticamente nada fazendo-as, será bem mais pela distração, porque se eu fosse calcular o gasto com o material e o meu tempo, era bem provável que a aniversariante ficaria sem as minhas caixinhas. Foi daí que pensei: Porque será que há trabalhos mais valorizados e outros nem tanto? Porque será que são poucos, pouquíssimos, que conseguem viver da Arte nesse mundo? Talvez a resposta esteja no sorriso da Monalisa...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8879950127748403038?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8879950127748403038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8879950127748403038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8879950127748403038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8879950127748403038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/falhas-nas-conexoes-cerebrais.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SdyXOQgp3jI/AAAAAAAAAD4/iO0InDImhsg/s72-c/mona.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4471569200488135448</id><published>2009-04-05T21:06:00.008-03:00</published><updated>2009-04-06T00:29:15.324-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SdlI4HykuXI/AAAAAAAAAYQ/eA6s1R1bXZ8/s1600-h/intolerancia.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321364563715996018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 184px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SdlI4HykuXI/AAAAAAAAAYQ/eA6s1R1bXZ8/s400/intolerancia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;INTOLERÂNCIA&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;(ou a vitória do pessimismo)&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem coisas que, mesmo com algum desconforto, podemos tolerar, suportando a existência do outro e respeitando as diferenças que nos individualizam. Desde o início dos tempos, existe também o inverso: a intolerância, que anda de mãos dadas com a violência e que cresce assustadoramente à nossa volta, tornando-nos reféns passivos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O século XX nos deu alguns exemplos de intolerância que acabaram provocando desastres, como o holocausto durante a II Guerra Mundial. Aqui já poderíamos perguntar como os mesmos indivíduos, amantes de arte e poesia, capazes de chorar quando ouviam Mozart, poderiam ser capazes de assassinar crianças sem a menor hesitação, apenas por serem judias? Como poderiam esses mesmos seres, em seus laboratórios, realizarem pesquisas monstruosas com outros seres humanos ou criarem formas de extermínio, como as câmaras de gás? Poderíamos também perguntar quem lhes deu o poder de que dispunham ou quem permitiu que o nazismo vencesse? Em qualquer canto do mundo existem Hitlers, mas por que alguns vencem e outros não? Seria talvez porque a mensagem do führer fosse diretamente de encontro aos desejos, idéias e sentimentos da multidão que o ouvia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por causa da intolerância, da discriminação, da tortura, que foi criada a Declaração Internacional dos Direitos Humanos em 1948, com o intuito de fornecer igualdade de condições de vida a todos os seres humanos. Mas não é o que acontece na prática, principalmente entre as autoridades constituídas, que continuam a tratar os pobres, marginalizados e despossuidos como seres perigosos, que devem ser excluídos da vida social. Muros, grades, condomínios, sistemas de segurança, shopping centers, tudo isso vem sendo construído para separar a elite, isolando-a das “classes perigosas”. A policia continua se utilizando da violência e da tortura, que são disfarçadamente tolerados pelas elites em função de uma ação de assepsia social. Ocorre uma espécie de “desumanização” em relação aos diferentes, aqui no Brasil representado pelos negros, homossexuais, mulheres, pobres, e outras minorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Século XXI mostra que a longa lista de atos de violência, desde as Cruzadas, passando pelo extermínio dos primitivos habitantes do Novo Mundo, pelo terror da Santa Inquisição e, mais recente, pelo Holocausto dos Judeus ainda não está perto do fim, mas parece seguir um caminho próprio. A modernização abriu grandes possibilidades para a nova barbárie, pois o ser humano parece cada vez mais frio, mais desumanizado, “protegido” em seus “castelos”. Ainda “ontem” o 11 de setembro assustou o mundo ao esfregar em nossas caras como é fácil exterminar milhares de pessoas de uma única vez, colocando a suposta segurança moderna em cheque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as lutas pela igualdade e fraternidade, após a independência dos países colonizados, após todo o progresso da ciência e da vida material no século XX, como podemos explicar o extermínio de pacíficas famílias, homossexuais, ciganos, deficientes físicos? Como os cidadãos civilizados do mundo foram incapazes de evitar o mal total, permanecendo silenciosos enquanto crianças eram asfixiadas em câmaras de gás? Os países aliados lutaram em busca da vitória na guerra contra os nazistas, mas não para evitar o massacre de milhões de seres humanos nos campos de concentração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse silêncio que marcou a maioria dos seres humanos durante a Segunda Guerra Mundial é o mesmo que marca pais e educadores diante das faltas cometidas pelos filhos. É o silêncio que marca os cidadãos diante dos crimes cometidos pelos governantes, da tortura praticada pela polícia, do descaso com que é tratada a educação. E esse silêncio conjunto diante de todos esses descalabros é o responsável direto pela formação dos cidadãos – seres humanos – de amanhã. Talvez seja por isso que vemos por toda parte o crescimento da violência, que anda de mãos dadas com a intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação infantil está ficando nas mãos das babás e dos professores, embora a maioria dos pais não aceite castigos nem reclamações sobre as faltas cometidas pelos filhos. Mas repassam a responsabilidade pela educação e pela cultura das crianças, sem o menor constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio que estejamos preparados para vencer toda a insanidade que aponta em nosso futuro: o terrorismo, os fundamentalismos, as violências religiosas, as violências dos traficantes, as violências individuais e até mesmo a violência contra a natureza, capazes, todas elas, de destruir o ambiente ecológico que permitiu o aparecimento da vida neste planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O progresso tecnológico cresce em proporção inversa ao progresso moral. Os sonhos são permanentemente destruídos pela crueldade que gira ao nosso redor. Somos todos reféns do terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4471569200488135448?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4471569200488135448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4471569200488135448&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4471569200488135448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4471569200488135448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/intolerancia.html' title='&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Trivialmente&lt;/strong&gt;&lt;/center&gt;'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SdlI4HykuXI/AAAAAAAAAYQ/eA6s1R1bXZ8/s72-c/intolerancia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2390667782217509107</id><published>2009-04-03T12:24:00.007-03:00</published><updated>2009-04-06T00:27:13.237-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a Lady</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SdYqmHx6N7I/AAAAAAAAANw/A9m8qyEox-M/s1600-h/Rembrandt-licaoanatomia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320486844196599730" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SdYqmHx6N7I/AAAAAAAAANw/A9m8qyEox-M/s200/Rembrandt-licaoanatomia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pois sim, então os temas para abril no Palimpnóia seriam Intolerância e Arte. Gelei: o Jens já se posicionou sobre a intolerância com a inevitável maestria e em matéria de arte eu sou simplesmente um zero à esquerda, apesar de ser taurina e ter uma mão razoável pra desenhar, pintar, modelar etc. O chato é que eu sou a prova viva e encarnada de que nessa vida nada se cria, tudo se copia. Mas em minha defesa eu digo: tem coisas que eu jamais copiaria!&lt;br /&gt;Imagine você, juntamente com uma pequena multidão,&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;disputando uma vaga em frente à seguinte cena: uma mulher grávida deitada numa pose clássica, com um feto à mostra. Ou ainda um homem sobre um cavalo empinado. Tudo estaria muito bem, se a dita mulher não estivesse com o ventre totalmente aberto e o cavaleiro não tivesse tido seu corpo seccionado em várias partes. Porém o mais absurdo de tudo isso é que o idealizador e compositor destas cenas, o anatomista alemão Gunther von Hagens, afirma que tudo aquilo é uma "obra de arte". Se alguém chegasse comigo e me perguntasse o que eu acho eu não hesitaria em dizer que a "exposição" é um trabalho grotesco de quem não tem coisa melhor para fazer na vida. Sem falar que é tudo uma grande falta de respeito por um dos momentos mais importantes da vida do ser humano (com perdão pela contradição): a morte.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = u1 /&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="ecmsonormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justifyfont-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-family:Garamond;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Este espetáculo pavoroso tem início no centro de uma espécie de arena, onde o cadáver de um homem&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;repousa sobre uma bancada. O mestre de cerimônias faz uma incisão em Y no tronco do morto, extraindo dali suas vísceras e, com serra, arranca o cérebro do idoso. Inacreditavelmente,as 350 pessoas presentes deliram &lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em aprovação. Von Hagen"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;em aprovação. Von Hagen&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; se inspira no famoso quadro de Rembrandt - aquele que mostra a dissecação de um cadáver – comparando-se "sutilmente" ao grande mestre holandês. O tal do Von Hagen ficou riquíssimo à custa, literalmente, do couro alheio.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="ecmsonormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justifyfont-family:arial;" &gt;&lt;span style="font-family:Garamond;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas o pior se expande, diante de uma situação que eu nunca imaginava: alguém aí tem conhecimento da crise que as universidades brasileiras enfrentam, nos cursos da área de saúde, por causa da falta de cadáveres para as aulas de Anatomia? Pois é, a situação está cada vez mais crítica. Como tudo neste país, a burocracia impera, os questionamentos éticos e religiosos acabam se sobrepondo à necessidade de os estudantes lidarem com o corpo humano&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ainda na faculdade e não apenas em uma sala de cirurgia, quando dão de cara com um corpo aberto e sangrando.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="ecmsonormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;color:black;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A medicina já foi, durante muito tempo, reconhecida como uma arte. Artistas como Leonardo Da Vinci (que considerou o homem como o centro do universo), Miguelangelo (que deixou registrado em "A Criação do Homem" seus conhecimentos dos músculos e tendões do antebraço) e Vesálio (dizem que o livro de Anatomia que se encontra aberto aos pés do cadáver dissecado na já mencionada pintura de Rembrandt é de sua autoria). Mas existem erros nesta obra que certamente não existiriam se ela tivesse sido pintada hoje, quando já se conhece minuciosamente o corpo humano. Eu que não sou das artes e nem consigo grandes apreciações sobre arte, já decidi: meu corpo, a partir deste momento, faço questão de doar à Anatomia. Espero, com isso, me tornar na morte o que não fui em vida: uma musa.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2390667782217509107?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2390667782217509107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2390667782217509107&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2390667782217509107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2390667782217509107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/04/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html' title='Shi&apos;s a Lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SdYqmHx6N7I/AAAAAAAAANw/A9m8qyEox-M/s72-c/Rembrandt-licaoanatomia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4128116456459935183</id><published>2009-03-30T16:26:00.003-03:00</published><updated>2009-03-30T16:39:06.348-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SdEfp1KZK0I/AAAAAAAAA-4/_O6hUKfrOQM/s1600-h/bandido.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319067438407035714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 162px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SdEfp1KZK0I/AAAAAAAAA-4/_O6hUKfrOQM/s320/bandido.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O princípio do fim&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além de abençoado por Deus e bonito por natureza, o Brasil é um país peculiar no que tange a obediência das regras sociais. Aqui tem leis que não “pegam”, isto é, existem no papel, mas não são cumpridas pelo cidadão e, geralmente, fica tudo bem. Um exemplo recente é a lei que proíbe o motorista de dirigir sob o efeito de bebida alcoólica. Tão logo foi promulgada, teve-se a impressão de que iria pegar, em razão da fiscalização intensa e a cobertura espalhafatosa na mídia. Era fogo de palha. Não vingou.&lt;br /&gt;Mas não somos uma nação de bárbaros que vivem à margem da lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente, por exemplo, pegou. Hoje, pune-se com rigor os maus tratos às crianças. Atualmente são inadmissíveis as inofensivas chineladas corretivas que a mãe aplicava no meu traseiro na tentativa de domar o pequeno selvagem que eu era (conseguiu, parcialmente; graças a um chinelo velho sou um sujeito mais ou menos decente). Porém, sob a ótica vigente nestes tempos modernos, minha mãe seria uma megera, passível de ser alijada da função de educar os filhos. Neste quesito, a recomendação dos especialistas são doses generosas de compreensão não só no recesso do lar, mas também em outras esferas do convívio social. O anjinho de 14 anos pegou o revólver do papai e matou um desafeto na escola? A aluna revoltada agrediu a professora? O inocente de 17 anos matou por causa de ciúmes da namorada, rixa de gangues ou para roubar drogas? Garotos queimam mendigos, espancam negros e homossexuais por diversão? Calma, nada de pânico – a suavidade de uma pena sócio-educativa, acoplada a muita conversa e carinho, vão recolocar os pequenos malfeitores na trilha do Bem.&lt;br /&gt;Ainda não me tornei um defensor da vara de marmelo e também não ando pelas ruas clamando por Herodes, mas acredito que alguma coisa está errada quando os adolescentes desconhecem quaisquer regras de conduta ética e moral. Apesar de ter educado minha Rainha Preta Mari Timm sem um único castigo físico, esta vitória pessoal não elimina o sentimento de fracasso generalizado. Minha geração falhou na tentativa de construir um mundo melhor, mais justo e menos violento. Em nome da convivência fraternal, criamos uma horda selvagem que se movimenta pelo mundo basicamente em função da satisfação das suas necessidades mais primárias e execráveis,.&lt;br /&gt;Estamos mergulhados em uma tempestade de merda. Pior, temo que estejamos recém no início desta jornada tenebrosa.&lt;br /&gt;É um tempo sem sol, um tempo de guerra.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4128116456459935183?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4128116456459935183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4128116456459935183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4128116456459935183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4128116456459935183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/conversas-de-um-velho-safado_30.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SdEfp1KZK0I/AAAAAAAAA-4/_O6hUKfrOQM/s72-c/bandido.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4498814493140479442</id><published>2009-03-27T00:05:00.006-03:00</published><updated>2009-03-27T00:40:03.608-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Scuvf9cXPPI/AAAAAAAAA-I/7Zx9rrrj3Og/s1600-h/Fernanda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317536748645334258" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px; height: 200px;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Scuvf9cXPPI/AAAAAAAAA-I/7Zx9rrrj3Og/s200/Fernanda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;“Sou uma mulher realizada”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A primeira entrevistada do Palimpnóia é uma pessoa singular. Numa época em que se louva a independência econômica e emocional conquistada pelas mulheres, Fernanda Sampaio, a titular do blog &lt;a href="http://fernanda-e-filhos.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;“Mãe... e muito mais”&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;não teme remar contra a maré e proclamar orgulhosamente a sua condição de esposa e mãe. Porém, incorrerá em erro quem imaginar que é conformada esta mulher nascida há 42 anos na localidade de Guimarães, Portugal, mãe de dois filhos (Duarte, 7 anos, e Letícia, 6). Ela cultiva inquietações que a fazem manter um blog atualizado semanalmente, onde expressa suas preocupações sociais, interesses culturais e estimula o exercício concreto e cotidiano da solidariedade. Conheça, a seguir, um pouco da vida e das opiniões de Fernanda, esposa dedicada, mãe amorosa e mais, muito mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Palimpnóia: Na visão do setor mais conservador da sociedade brasileira – majoritário – uma mulher inteligente e bem informada como você deveria estar no mercado de trabalho. Em Portugal também é assim?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Fernanda: Sem dúvida; conheço várias mulheres que anteciparam o término da licença de maternidade de modo a regressarem ao trabalho mais cedo, e não conheço nenhuma que tenha optado por deixar o trabalho, para se dedicar aos filhos. Socialmente a mulher que trabalha fora é bem-vista, em detrimento daquela que fica em casa. As mulheres sentem essa pressão e ainda que muitas queiram optar pela 2ª via, torna-se muito difícil assumir um papel que as desvaloriza aos olhos dos outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O que te levou a assumir o papel de esposa, mãe e dona de casa?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como professora contratada eu não encontraria colocação próxima de casa, no mínimo seria obrigada a fazer viagens diárias de algumas horas, e tendo duas crianças muito pequenas (2 anos e 6 meses), concluí que seria melhor, para todos, abdicar da profissão. Para isso o incentivo e apoio incondicional do meu marido foram fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na intimidade dos seus pensamentos, você nunca sentiu vontade de ter seguido outro caminho?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não houve um único momento de arrependimento pela opção que tomei. Se não me sentisse tão bem como sou, já teria idealizado outro tipo de mulher que gostasse de ser. É impossível responder a essa questão sem renegar o meu presente e a vida que construí. Já dei provas do meu profissionalismo (a mim mesma), já ganhei o meu sustento, hoje estou noutra fase e sinto-me realizada. Definitivamente, não poderia desejar ser outra mulher.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como era a vida da Fernanda antes do casamento e dos filhos?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Era independente, exagerada e extremada (ou era preto ou era branco), divertida, convencida, inconsequente e egoísta. Ainda sou divertida (risos). Sou licenciada em Humanidades (Português-Latim-Grego); sempre gostei imenso de línguas, da Literatura Portuguesa e da cultura clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Na blogosfera brasileira encontrei pessoas assumidamente espirituais, cultas e inteligentes. Em Portugal isso parece ser inconciliável. Aqui, dizer “sou mãe a tempo inteiro e acredito em Deus” é uma declaração suicida. Fogem de mim como se eu tivesse uma doença contagiosa.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Traduza o que significa o “muito mais” que dá titulo ao seu blog?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Acredito que dizer ”sou mãe a tempo inteiro” seja muito redutor, com este “muito mais” pretendi salientar que a “mãe” vai além da fronteira da maternidade. Sou uma mulher difícil de rotular, sou muito eclética e tudo me interessa, literatura, música, cinema, pintura, política, meio-ambiente, culturas diferentes... e tenho opinião sobre tudo! Neste “muito mais” cabe tudo isso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que a levou a criar um blog e interagir na blogosfera?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quando compreendi que as mulheres que me rodeavam tinham uma visão limitadíssima do que é ser mãe a “tempo inteiro” procurei por outras, que pensassem como eu na blogosfera. Inicialmente só encontrei mães que faziam dos blogues diários dos filhos, o que me fez avançar para a criação do meu próprio blogue. Eu pretendia algo diferente, apresentar uma postura perante o mundo de mãe, mas também de cidadã empenhada na construção de um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Qual a razão da preferência de interação com os blogueiros brasileiros?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi na blogosfera brasileira que encontrei pessoas assumidamente espirituais e, no entanto, cultas e inteligentes. Em Portugal isso parece ser inconciliável. Aqui, dizer “sou mãe a tempo inteiro e acredito em Deus” é uma declaração suicida. Fogem de mim como se eu tivesse uma doença contagiosa (risos). No Brasil nunca senti discriminação pela nacionalidade e nunca as diferenças linguísticas me causaram algum constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A experiência no mundo virtual já te trouxe algum dissabor?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Dissabor, propriamente dito não. A situação mais aproximada foi a remoção de um comentário meu. Essa pessoa foi ao meu blogue, comentou e elogiou; eu fui retribuir a visita e constatei que ela já tinha até incluído o meu link entre os que lia. O último post dela, sobre o “Dia da sogra”, era, digamos, pouco simpático para as mães dos nossos maridos (tinha inclusive uma anedota na sidebar bastante insultuosa). Eu comentei que mesmo não tendo sogra, via que essa ideia estereotipada já estava ultrapassada, pois as sogras das minhas irmãs e amigas eram muito diferentes. Dias depois regressei ao blogue para ler a resposta (eu volto sempre quando existe esse hábito) e constatei que o meu comentário tinha sido removido, enquanto todos os outros, que descreviam as neuroses das sogras, continuavam lá. Para desfazer a dúvida consultei a lista de links da moça e também aí o meu link desaparecera. Enfim, sai como entrei: silenciosamente. Uma pessoa que demonstrava tolerância zero a opiniões contrárias não merecia nem mais uma palavra minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;“O despojamento dos valores morais e éticos dos políticos é tão evidente que nas últimas eleições tenho votado em branco. O&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;s ideais dos meus antepassados são hoje ilusões e desilusões."&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como concilias a condição de mãe com a atividade de blogueira?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Não foi fácil encontrar um ponto de equilíbrio, pois creio que todos sabem como a blogosfera pode ser viciante! Tive que definir prioridades: dei-me um determinado tempo diário para a blogosfera, conforme a minha disponibilidade, sobretudo enquanto as crianças estão na escola. Posto uma vez por semana e dou prioridade nos comentários a quem comenta no meu blogue (“gentillesse oblige”) e o tempo restante é para os blogues que gosto de ler.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É possível perceber que tens uma postura política e preocupações sociais bem definidas.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Participas de algum movimento político?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sou oriunda de uma família bastante politizada; o meu avô paterno foi perseguido pela Pide (Nota da Redação: polícia política a exemplo do extinto Doi-Codi brasileiro) durante a ditadura de Salazar e o meu pai só pôde exercer o direito de voto depois do 25 de Abril (NR: A Revolução dos Cravos que pôs fim à ditadura salazarista, em 1974). Impossível, portanto, alhear-me da política e não ter preocupações sociais. Contudo, não estou e nunca estive filiada em partidos, associações ou instituições; os ideais dos meus antepassados são hoje ilusões e desilusões. Sou fiel somente a pessoas e voto quando acredito que os candidatos possuem integridade e competência. Infelizmente o despojamento dos valores morais e éticos dos políticos é tão evidente que nas últimas eleições tenho votado em branco.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como praticas a solidariedade?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Nunca me faltaram oportunidades para ser solidária, aliás basta ficar atento ao nosso redor para encontrar quem precise de auxílio, seja de que tipo for. Contudo, actualmente, devido à recessão as solicitações são imensas, nesse sentido eu e o meu marido temos colaborado com algumas associações. A solidariedade não é um tema que se debata (“Que a minha mão esquerda não saiba o que faz a minha mão direita”), é antes um tema a ser praticado.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você conhece o Brasil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não conheço o Brasil ainda, mas pretendo visitar um dia. Os meus destinos de eleição são os seguintes: Salvador, na Bahia, de onde a minha bisavó é originária; Rio Grande do Sul, pela natureza grandiosa e Olinda, pela história portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4498814493140479442?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4498814493140479442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4498814493140479442&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4498814493140479442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4498814493140479442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/entrevista_27.html' title='Entrevista'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Scuvf9cXPPI/AAAAAAAAA-I/7Zx9rrrj3Og/s72-c/Fernanda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5070001576408368620</id><published>2009-03-25T10:17:00.003-03:00</published><updated>2009-03-25T10:27:19.758-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/ScovDTUXiqI/AAAAAAAAADw/XKkGPththgI/s1600-h/menina.gif"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5317114043836107426" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/ScovDTUXiqI/AAAAAAAAADw/XKkGPththgI/s200/menina.gif" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Eu e a maternidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela nasceu no dia 15 de junho há pouco mais de seis anos, em uma manhã gelada. Tão pequenina, tão indefesa, tão despreparada, tão desavisada que um sopro meu encheu-lhe o pulmão e fez ecoar forte pela sala de parto o primeiro susto que a vida fora de mim lhe proporcionaria.&lt;br /&gt;Quando grávida, eu como toda mãe, queria saber do seu rosto, dos seus jeitos, do seu temperamento. E como toda mãe, queria carregá-la para sempre em meu ventre. Sabe aquela ambivalência que toda mãe tem de querer e não querer que seu milagre, quem sabe o único, seja exposto, materializado?&lt;br /&gt;Olhava o mundo à minha volta e pensava que ele não a merecia. Talvez nem eu a merecesse. Duvidei que Deus soubesse mesmo o que estava fazendo colocando-a neste mundo. O meu anjo. Não dizem que todos têm um anjo? O meu está aqui, dormindo neste momento, de bochechas rosadas e semblante angelical.&lt;br /&gt;Há noites em que ela anda mansamente na escuridão do cômodo, com os pezinhos como que iluminando brandamente seu caminho até minha cama. De forma suave, quase imperceptível, entre nós se instala na cama. Como tem sido em dias que tem pesadelos. Ok, acabo sentindo que esta lá seja por um chute que recebo ou um empurra daqui, empurra dali para que ela se acomode na cama, mas logo ganho um abraço e um beijo e todos os meus investimentos para que durma sozinha caem por terra. Esse meu anjinho é esperto. Sabe como desarmar-me.&lt;br /&gt;E tendo-a tão pequena, tão frágil, tão ingênua ao meu lado fico pensando até quando poderei poupá-la de algumas dores, de alguns sofrimentos.&lt;br /&gt;Sei que é inútil querer que minha filhota não sofra por perdas, ou por amores que não darão certo, ou evitar que pessoas façam mal ao meu (eterno) bebê. Ela tem asas nos pés, brilho nos olhinhos, candura nos lábios quando se abrem em um sorriso, mãos que aliviam as dores, porém é uma criança e inevitavelmente (droga!) se tornará adulto. Com todas as qualidades e defeitos de um mortal. E o que eu posso fazer para remediar isso? Ajudá-la para que não se torne uma simples mortal, uma simples humana. E como fazer isso? Não sei ao certo ainda. Talvez ensinar-lhe o (que eu julgo) certo e o errado, dar-lhe educação, tentar fazer com que ela saiba discernir e aplicar o que é justo, fazer que com tenha consciência de que tudo o que faz, seja bom ou ruim, voltará em proporções dobradas à ela.&lt;br /&gt;Quantos anos eu demorarei a cortar o cordão umbilical? Também não sei. Uma vez ouvi que filhos são gerados até fora do útero, mas não posso esquecer que &lt;em&gt;Mini-me&lt;/em&gt; (uma das formas carinhosas que a chamo) não é uma versão melhorada de mim. Ela é ela.&lt;br /&gt;E nessa peregrinação não deixar que, nem por um segundo, duvide que eu a amo. Do jeito que ela é. Que por ela, e só por ela, meu amor é incondicional. E que eu e seu pai estamos fazendo o nosso melhor para que seja bem sucedida, confiante, uma pessoa feliz. Estamos nos esforçando para que não tenha medo do mundo, nem de ninguém, nem dela mesma.&lt;br /&gt;Outro dia, caminhando com Mini-me, explicava à ela o porquê de comer frutas, legumes e outras coisas que normalmente as crianças torcem o nariz e eis que veio a pergunta:&lt;br /&gt;- Mamãe, se eu comer tudinho vou crescer né? Dói crescer?&lt;br /&gt;Olhei para ela, que esticava os bracinhos e os pezinhos como se crescer fosse uma brincadeira, divertindo-se em alongar-se toda.&lt;br /&gt;- Dói um pouco, Mini-me, mas é bom. E eu e o papai vamos crescer juntos com você, tá?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5070001576408368620?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5070001576408368620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5070001576408368620&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5070001576408368620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5070001576408368620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/falhas-nas-conexoes-cerebrais_25.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/ScovDTUXiqI/AAAAAAAAADw/XKkGPththgI/s72-c/menina.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4887118468516332205</id><published>2009-03-22T23:03:00.007-03:00</published><updated>2009-04-20T09:22:29.886-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/ScbvFn2klCI/AAAAAAAAAVw/ensyFSuP3gg/s1600-h/namoro_virtual.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316199290033706018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 133px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/ScbvFn2klCI/AAAAAAAAAVw/ensyFSuP3gg/s200/namoro_virtual.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Relacionamentos on-line&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que um fenômeno atual, os relacionamentos via internet estão se expandindo a olhos vistos. São relacionamentos românticos, de amizade, de troca de informações e até comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, as normas sociais e morais estão passando por um relaxamento, devendo impor um novo padrão ético. Por outro lado, deverão provocar um aumento da imaginação e da capacidade intelectual média das pessoas, pois existe uma grande diferença entre a realidade e o ciberespaço, onde a imaginação é importantíssima, especialmente para imaginar “como o outro é”. E essa imaginação é cabível a todos esses tipos de relacionamentos, afinal, não temos um contato frente a frente com o “outro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos relacionamentos românticos, algumas variáveis devem ser consideradas, como por exemplo, a questão da fidelidade e do ciúme. Como garantir a fidelidade, diante da enorme variedade de alternativas disponíveis? E como administrar o ciúme, a insegurança, as desconfianças? A infidelidade será mais fácil de realizar, e de forma menos vulnerável, já que envolve mais elementos imaginativos do que reais. Aqui o relaxamento das normas morais com relação à exclusividade romântica, tornará menos forte e negativa a noção de traição, diminuindo também os sentimentos de insegurança e ciúmes, exceto para aquelas pessoas conhecidas como portadoras de “ciúme doentio”. Para elas, por outro lado, um relacionamento on-line é praticamente inviável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto no “amor convencional” quanto no “amor on-line”, existem emoções bem reais, como o desejo e o ciúme, embora, como disse antes, no amor on-line, o papel da imaginação é muito maior, apresentando um jogo inteiramente diferente no campo das interações pessoais. A comunicação rica e direcionada quebra a distância física, dando uma sensação de proximidade onde nem o anonimato influi. Essa comunicação pode ser falsa ou sincera, contínua ou descontínua, pode envolver investimento físico e mental, tudo dependendo das habilidades intelectuais dos envolvidos. A proeminência da comunicação verbal em comunicações on-line exige mais habilidades intelectuais nas interações românticas, que dependerão mais da combinação de emoções e inteligência, incluindo aspectos verbais e intelectuais como uma boa articulação e o senso de humor. Mesmo quando a maioria dos computadores for equipada com “webcams”, o valor das características pessoais deverá sobrepujar o valor da aparência externa, pois os relacionamentos on-line serão ainda baseados em textos escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De alguma forma, os relacionamentos on-line reduzem a interação face a face embora promovam outros tipos de interação, completamente diferente do que ocorre com a tv. Esses contatos on-line incrementam as relações sociais com valores sociais e psicológicos positivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não creio, entretanto, que no futuro os relacionamentos on-line venham a substituir os relacionamentos off-line, mas admito que, atualmente, eles constituem uma nova dimensão dessas experiências que se tornam cada vez mais populares. Em ambos os casos, o papel exercido na vida das pessoas é relevante e importantíssimo, mas acredito que os relacionamentos satisfatórios off-line continuarão a ser considerados muito mais completos e desejáveis devido à natureza incompleta dos relacionamentos on-line. Dessa forma, penso que nosso maior desafio será aprendermos a integrar o ciberespaço e o espaço real no domínio dos relacionamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4887118468516332205?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4887118468516332205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4887118468516332205&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4887118468516332205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4887118468516332205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/trivialmente_22.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/ScbvFn2klCI/AAAAAAAAAVw/ensyFSuP3gg/s72-c/namoro_virtual.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2123264781529638631</id><published>2009-03-20T13:49:00.001-03:00</published><updated>2009-03-20T13:51:54.442-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a lady</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/ScPJRYWVokI/AAAAAAAAANo/-d9q0zRsMw4/s1600-h/idosos2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315313285658419778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 145px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/ScPJRYWVokI/AAAAAAAAANo/-d9q0zRsMw4/s200/idosos2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Bicudos se beijam em qualquer idade&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Lembro com grande nitidez que um dia, há algum tempo atrás, eu estava deitada no chão, assistindo TV, aos pés da máquina de costura de mamãe, quando de repente vi um casal de velhinhos se beijando. Não lembro se era um filme ou uma novela, só sei que eu disse, toda risonha e inocente,: "eita, velho se beija?". Mamãe pulou que nem uma "zeburana" da cadeira e respondeu, a gentileza em forma de gente: "por que tu acha que velho não beija? Velho também é gente, mocinha!" Ela provavelmente me deu algum castigo que, graças aos céus, agora não me recordo qual foi.&lt;br /&gt;Isto se passou há mais de 20 anos e eu era criança. Hoje, quem acha que o que está velho não funciona mais ou está morto, está "quadradamente" enganado, pois enganar-se "redondamente" fica para as pessoas de mente aberta e não para alguém cheio de preconceitos. Que eu saiba, o mundo é redondo. Uma pessoa de certa idade tem, sim, vida própria, e, sim, beija na boca, faz sexo. Provavelmente o que as pessoas mais velhas fazem é feito com muito mais prazer, pois quem já experimentou de tudo um pouco já não tem mais aquela angústia psicológica, aquela preocupação com o que os outros vão falar.&lt;br /&gt;Para muitos filhos, é mais cômodo pensar que seus pais, por já estarem com certa idade, não fazem mais nada na cama além de colocar a cabeça no travesseiro e roncarem cândida e sonoramente. O chato é que alguns só vão saber a verdade quando estiverem com a mesma idade – pelo menos é esta a minha torcida: para que eles descubram que exageraram ao acreditar que o "papai", já tão velhinho, não vai ter coragem de "fazer mal" à "mamãe", coitadinha, também já tão velhinha; ou que eles não conhecem outra posição além da tradicional "papai-mamãe" (ou "vovô-vovó", como queiram). Como se sexo fosse sinônimo de sofrimento! Quem não conhece casais que dormem em camas separadas, mas que nem por isso deixam de "sofrer", de vez em quando?&lt;br /&gt;Eu, de minha parte, já deixei bem avisado que, quando estiver velhinha, encurvada, os cabelos fofos de algodão, vou querer caducar bastante em cima de uma cama, mesmo que eu só esteja conseguindo mexer os olhos. Quero sofrer bastante na minha velhice e ai de quem tentar me impedir ou reprimir. O que importa, para mim, é que ter um coração (ao contrário do corpo, que insiste em virar pó antes do tempo) que não envelhece e que está prontíssimo para suportar as agruras de um latejar constante e eterno. Usando o poeta que já virou clichê: enquanto durar, está bom demais!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2123264781529638631?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2123264781529638631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2123264781529638631&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2123264781529638631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2123264781529638631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/shis-lady_20.html' title='Shi&apos;s a lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/ScPJRYWVokI/AAAAAAAAANo/-d9q0zRsMw4/s72-c/idosos2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5394518210292685466</id><published>2009-03-18T10:01:00.008-03:00</published><updated>2009-03-18T10:29:00.141-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/ScDxEyUqQJI/AAAAAAAAA8g/g7zzdz60RF0/s1600-h/homemvermelho.com"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5314512624827383954" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 124px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/ScDxEyUqQJI/AAAAAAAAA8g/g7zzdz60RF0/s320/homemvermelho.com" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;O homem de vermelho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucas relações são tão íntimas e potencialmente inflamáveis como as que colocam em trincheiras opostas credor X devedor. No início, é uma situação marcada pela sinceridade. Quando precisa de dinheiro emprestado, o sujeito abre as comportas do coração e deixa jorrar, sem pudor, as desditas financeiras da existência. Reconhece o negócio que não deu certo; queixa-se do familiar que morreu em hora imprópria; revela os gastos adicionais com a amante exigente; confessa a empolgação noturna cujo fruto no dia seguinte foi uma dor de cabeça e um cheque voador. São inúmeras as situações que levam o indivíduo a precisar de uma grana extra. Nestas horas, o credor é o confessor.&lt;br /&gt;O problema começa depois, na hora do acerto de contas. Se o cidadão não olha o mundo do topo da pirâmide social conhecerá o inferno na terra, caso não pague o que deve. Se o credor está inscrito no CNPJ, as sanções não ultrapassam a fronteira da legalidade: titulo protestado, inscrição no clube SPC-SERASA e ameaças brandas na forma de cartinhas escritas com letras grandes em negrito – “vamos invadir sua casa e confiscar todos seus bens móveis, imóveis, animados e inanimados”. A primeira vez que recebi uma destas coloquei mais duas trancas no castelo, afiei o facão, municiei a garrucha, (usada por meu avô na Revolução de 1923) e coloquei um aviso na porta: “os invasores serão recebidos à bala.” Felizmente não apareceu ninguém. Ou apareceu e deu às de Vila-Diogo, borrado de medo.&lt;br /&gt;Porém, se o credor é um agiota civil, o devedor deve se preparar para intensas emoções, incluindo violência física, podendo, no limite, chegar à eliminação da sua existência neste vale de lágrimas.&lt;br /&gt;O mundo nem sempre foi assim tão violento. Nos anos 50, contam os antigos, o terror dos endividados era o Homem de Vermelho (assim, reverencialmente em letras maiúsculas). Quando aquele camarada vestido de encarnado dos pés à cabeça (sapato, meias, calça, camisa, casaco e chapéu) aparecia no início da rua, a vizinhança sabia que não se tratava de Papai Noel. Alguém estava encalacrado financeiramente. Era vergonhoso ser cobrado assim publicamente.&lt;br /&gt;Na rua em que morei na pré-delinquência juvenil – a Mário de Andrade, em Ipanema – havia uma devedora contumaz. Dona R. recebia a visita do Homem de Vermelho toda quinta-feira, às quatro em ponto da tarde, horário em que o marido estava trabalhando. Devia ser um débito complicado, porque ele só saía 1 hora depois.&lt;br /&gt;Mas esta é uma outra história.&lt;br /&gt;Em Porto Alegre cerca de duas semanas atrás a relação entre credor e devedor teve um capítulo conturbado. Um pequeno empresário entrou no prédio da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), encostou um revólver na cabeça do presidente da estatal e exigiu o pagamento de uma dívida de aproximadamente 200 mil reais. Um dia antes a governadora, destilando soberba, havia anunciado “um fato relevante”, o lucro de 211,9 milhões de reais da companhia. Com tanto dinheiro sobrando, o empresário foi buscar o que lhe era devido, já que seu filho estava sendo ameaçado de morte por um agiota. Mas, como versejou Ferreira Gullar “não basta estar certo para não morrer de bala”. Além de preso, o atormentado empresário foi ludibriado: para por fim ao seqüestro, depositaram a grana na sua conta; depois da rendição, fizeram o estorno. Os peixes pequenos sempre se ferram.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5394518210292685466?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5394518210292685466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5394518210292685466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5394518210292685466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5394518210292685466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/conversas-de-um-velho-safado_3553.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/ScDxEyUqQJI/AAAAAAAAA8g/g7zzdz60RF0/s72-c/homemvermelho.com' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4013423531439308264</id><published>2009-03-16T08:19:00.006-03:00</published><updated>2009-03-16T09:39:36.683-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“A gente se acostuma para poupar a vida”&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Marina Colasanti&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Cheguei em BH pisando devagar. Por medo de não querer voltar. Os olhos pareciam não dar conta de olhar. Saudade demais para caber dentro deles.&lt;br /&gt;Era dia de trabalho e eu já havia me esquecido como a capital dos metais fervilhava em horário comercial. Minhas últimas visitas foram sempre em fins de semana, quando a vida tinha uma outra ordem. E a metáfora das formiguinhas me ocorreu assim que entrei na Afonso Pena. Um mundo de gente indo, outro mundo voltando. Cada qual voltado para seus próprios pensamentos. Mas formavam um conjunto interessantíssimo de ser observado.&lt;br /&gt;Não vim para observar – pensei comigo. Mas como não me perder na variedade que uma grande cidade me apresentava? E fui dividindo a atenção entre pessoas e pontos da cidade que me traziam sorrisos à lembrança. A escadaria da Igreja São José, uma das mais antigas, me lembrou das muitas vezes em que matávamos aula tomando sorvete e olhando quem entrava e saía do cine Acaiaca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O imponente cinema não existe mais. Também não existem mais estudantes nas escadarias da São José. Existem mendigos, crianças pedindo comida, crianças correndo entre os carros, cola, baseado, tíner. Existe vida - bonita e nem tão bonita, querida e nem tão querida.&lt;br /&gt;E de esquina em esquina, fui revivendo as minhas experiências – antigas e nem tão antigas. O mais interessante é que saí de BH há apenas alguns anos, mas era como se fosse há um século. O meu olhar era novo. Eu via o que certamente não veria se ainda morasse lá. Isso me fez pensar no quanto nos integramos à paisagem e à vida das cidades e das pessoas. A ponto de perdermos o melhor ou o pior delas.&lt;br /&gt;Fico me perguntando se não é assim em tantas das nossas relações. Com a cidade onde vivemos, com as pessoas com as quais convivemos, com as situações que vivenciamos e presenciamos. Nossas relações vão se tornando lineares, nossas reações cada vez mais insensíveis, nossas emoções quase imperceptíveis. Perdemos o melhor - e o pior - delas porque o nosso olhar se estreita, nossos gestos se repetem, nossos sentimentos se acomodam.&lt;br /&gt;A gente se acostuma. Mas deveria?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4013423531439308264?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4013423531439308264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4013423531439308264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4013423531439308264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4013423531439308264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/entreaspas_16.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-6880824105690126621</id><published>2009-03-13T09:19:00.011-03:00</published><updated>2009-03-13T09:36:11.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>A Convidada</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SbpPtmFRDGI/AAAAAAAAAJI/7jxnT5ayOKk/s1600-h/romance.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312646355172265058" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SbpPtmFRDGI/AAAAAAAAAJI/7jxnT5ayOKk/s200/romance.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Além do conto de fadas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Se tentarmos encontrar em nosso parceiro o príncipe encantado dos tempos áureos da paixão, é melhor sentar ou, então, aceitar a realidade que par perfeito não existe e que o "felizes para sempre" só se deu nos filmes e contos de fadas e, mesmo assim, por terem terminado a história antes dos dois dividirem o mesmo teto.&lt;br /&gt;Teremos mais chances de sermos felizes se vermos nosso parceiro como pessoa real, de carne e osso, dono de defeitos e qualidades, erros e acertos, como todo mortal, sem buscarmos atalhos para conflitos conjugais, evitando as frustrações e desapontamentos sobre o modelo imaginário que antes era príncipe e acabou virando sapo.&lt;br /&gt;O número de homens e mulheres que não escapam da armadilha da idealização lotaria vários estádios de futebol e as fontes mais poderosas que os levam a estas decepções são, geralmente, as culturais, que apresentam o amor como tábua de salvação, haja vista o conto da Branca de Neve, da Bela Adormecida, da Cinderela, que foram salvas pelo amor do príncipe encantado e que nenhuma delas conhecia, mas o destino os faria encontrá-las e resolver os seus problemas para sempre.&lt;br /&gt;É comum, ainda, o ser humano traçar o perfil daquele que poderá chamar de seu (sua), começando a desenhá-lo desde a infância, usando como base as pessoas que considera importantes para si, levando em conta as qualidades e tudo o mais que admiram nelas. Se já estamos amadurecidos psicologicamente, esta construção mental simplesmente nos servirá como indicador sem embaçar nossa percepção de que o outro é real, que deixa a toalha molhada em cima da cama ou que demora a se vestir e se arrumar ou, ainda, que falta dinheiro para pagar todas as contas no final do mês, etc.&lt;br /&gt;Diferentemente dos que se deixam confundir quando estão apaixonados e passam a ter comportamento simbiótico em relação ao outro, renunciando a projetos pessoais, só vivendo em função da pessoa amada.&lt;br /&gt;Mais dia menos dia, o castelo imaginário cai por conta dos reveses da vida e muitos poderão se considerar vítimas das circunstâncias, sentindo-se frustrados inevitavelmente, podendo levá-los a agressões, desrespeito, menosprezo pelo o companheiro, ou, então, o(a) sonhador(a) torna-se apático, quase um morto vivo na relação.&lt;br /&gt;Erramos quando só reclamamos do outro, sem contribuirmos e darmos espaço para que as mudanças ocorram.&lt;br /&gt;Só falar mal irrita. Envolvimento afetivo é saudável quando nos predispomos a aceitar limitações e fraquezas do companheiro e a buscarmos as mudanças por meios construtivos.&lt;br /&gt;Evidentemente, não há receitas nem fórmulas milagrosas que garantam êxito nas tentativas de mudança, mas, sempre é bom lembrar que, segundo especialistas, o sexo feminino é mais propenso à idealização, pois as mulheres são influenciadas por sentimentos românticos e, para elas, encontrar um bom parceiro é fator determinante para sua felicidade, assim como para os homens, só que eles também encontram realização na vida profissional e conseguem novas uniões com mais facilidade.&lt;br /&gt;O importante é ver a vida não como num filme romântico, onde se encontra a alma gêmea e que os anos podem passar, mas, ela ou ele jamais deixará de ser atraente, lindo, romântico e que sempre corresponderá ao nosso amor e dedicação, mas sim, entender que não somos perfeitos e que devemos nos dar a chance de vivenciar o afeto sem as fantasias que poderão levar-nos a querer prender o parceiro numa armadura comportamental.&lt;br /&gt;Embora dê bastante trabalho o recomeço, valerão a pena todas as boas tentativas de mudança para se viver uma vida real e não um conto de fadas.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sonia Astrauskas&lt;/strong&gt; do blogue &lt;a href="http://rodadeprosa.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Roda de prosa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-6880824105690126621?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/6880824105690126621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=6880824105690126621&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6880824105690126621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/6880824105690126621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/convidada.html' title='A Convidada'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SbpPtmFRDGI/AAAAAAAAAJI/7jxnT5ayOKk/s72-c/romance.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3348123326845517370</id><published>2009-03-11T10:38:00.005-03:00</published><updated>2009-03-11T19:59:20.836-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Sbe_NDvKWuI/AAAAAAAAADo/Age0jBhYI4s/s1600-h/zeus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311924516569111266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Sbe_NDvKWuI/AAAAAAAAADo/Age0jBhYI4s/s200/zeus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No último dia 08 foi comemorado o dia internacional da mulher. Acho que todo mundo já sabe da história das 129 operárias que morreram queimadas em uma manifestação em uma fábrica de tecidos em Nova Iorque, EUA. Claro que foi uma tragédia. Claro que foi uma conseqüência abominável de uma discriminação. Claro que nessa data a gente pensa, nem que seja um pouquinho, nessas 129 mulheres e no que mudou desde suas mortes até os dias de hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu digo que, se analisar friamente, pouca coisa mudou, já que nos é dedicado, e comemoramos!, um dia que representa a inferioridade feminina na sociedade. Inferioridade? Pois é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A coisa toda vem de muito antes daquele dia 08 de março de 1857. As mulheres são consideradas inferiores desde o tempo de Adão, aquele que tinha a imagem e semelhança de seu criador. E Eva, que foi criada de uma costela de Adão, ou seja, sem identidade diretamente divina, depois de uma conversinha com a Serpente, ainda ajudou-a a induzir Adão a comer a maçã! Sabe aquela história "diga-me com quem andas que direi quem tu és"? Depois, por conta deste deslize de Eva, trataram de manter as mulheres servis e dóceis sob a tutela de seus pais, irmãos ou marido. Ora, mulher boa é a que lava, passa, cozinha, assovia, &lt;em&gt;...hum...&lt;/em&gt; chupa cana, tem filhos e &lt;em&gt;tudoomaisaomesmotempoagora&lt;/em&gt;! Mas aí, com o passar dos milênios, lá pelos idos de 1760, com a Revolução Industrial, as moçoilas, além de lavar, passar, cozinhar, assoviar, &lt;em&gt;...hum...&lt;/em&gt; chupar cana e ter filhos tiveram que sair de casa por algumas muitas horas diárias para ajudarem na renda familiar. E a história das 129 operárias que morreram queimadas em Nova Iorque todo mundo já sabe. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resumidamente estão aí os dois motivos para que essa data exista e persista: uma sociedade machista forjada em preceitos religiosos e no capitalismo desmedido (vide a crise econômica). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não dá para mudar a História. O que foi feito, feito está. E o que dá para fazer para mudar esse panorama mundial? Talvez começando pela educação de nossos filhos (e filhas também!). Nós, mulheres, mães e educadoras devemos rever os valores que estão passando para as nossas crianças. Talvez seja pouco, não sei. Não sou de ditar modas, nem sou filósofa, nem a pessoa certa para elaborar manuais de ‘como criar o seu filho(a)’, muito menos para ditar condutas para a humanidade, apenas penso que eu não posso fazer parte de uma engrenagem ajudando-a a mover o sistema que contesto. Não sou a favor desse tipo de comemoração. Para mim, não há o que comemorar, há muito o que mudar todos os dias, a começar pela nossa casa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3348123326845517370?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3348123326845517370/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3348123326845517370&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3348123326845517370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3348123326845517370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/falhas-nas-conexoes-cerebrais.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/Sbe_NDvKWuI/AAAAAAAAADo/Age0jBhYI4s/s72-c/zeus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3852799310556039543</id><published>2009-03-09T10:42:00.006-03:00</published><updated>2009-04-20T09:17:59.592-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SbUeWE0lx1I/AAAAAAAAAVQ/ygpDfXJZ-dk/s1600-h/palimp+malabar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311184700153644882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 186px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SbUeWE0lx1I/AAAAAAAAAVQ/ygpDfXJZ-dk/s200/palimp+malabar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Essas nossas mulheres!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos das nossas avós, as mulheres cuidavam da casa, dos filhos, do marido. Bordavam, trocavam receitas, cuidavam dos jardins e da decoração da casa. Algumas, mais prendadas, faziam artesanato e outras, até pintavam quadros ou tocavam piano! Saíam para fazer compras nas quitandas ou nas mercearias, onde os maridos, no final do mês, pagavam as contas. Eram elas que cuidavam das roupas da família e, quando tinham tempo, algumas até costuravam para fora. E assim, viviam tranqüilas, levando o Totó para dar uma voltinha na praça, sem essa imposição moderna de ensacar o cocô do bichinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas, menos dadas à vida dentro de casa, estudavam. Ou terminavam o Curso Normal e viravam professoras, ensinando o bê-á-bá nas escolas primárias. As mais atiradas faziam faculdade e iam ser professoras no ginásio, dando aulas de línguas, ou de história, de geografia ou de matemática. E assim, com a ajuda de empregadas domésticas que muitas ainda intitulam “secretárias do lar”, davam conta de manter as casas, os filhos e os maridos bem cuidados, sem que nada lhes faltasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maridos eram os provedores do lar e às mulheres bastava apenas serem o sexo frágil, detentor dos segredos das prendas domésticas. Bastava-lhes que no final do dia a casa estivesse limpa, o jantar preparado, os filhos de banho tomado e com os deveres escolares feitos; elas perfumadas e arrumadas esperando a chegada dos esposos para o jantar em família, depois um pouco de televisão antes de irem dormir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, um grupo de mulheres resolveu se rebelar, queimar sutiãs e exigir igualdade com os homens! O que ganharam com isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, elas continuam sendo as verdadeiras responsáveis pelos assuntos domésticos, pelos cuidados com a família, aí incluídos os maridos, além do trabalho que desenvolvem fora de casa, nas empresas, nos hospitais, nos consultórios e escritórios. Não existe uma profissão que as mulheres não exerçam atualmente. E em todas se mostram capazes e eficientes. Às vezes até mais eficientes que os próprios homens, antes detentores exclusivos daquelas profissões. Mas ganham menos! É um fenômeno observado ao redor do mundo; os salários masculinos continuam mais altos e ninguém sabe explicar por quê. A menos que queira correr o risco de ser apedrejado por declarar que o homem ainda é o provedor da casa... tsc, tsc, tsc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje elas precisam, ou melhor, se sentem obrigadas, em função da concorrência com eles e outras mulheres, a ter um corpo sempre em forma, sem estrias nem celulite, com a depilação em dia, as unhas impecáveis e os cabelos macios, sedosos e com um corte da moda. A maquiagem deve estar sempre impecável, a pele acetinada e roupas, sapatos e acessórios combinando perfeitamente tanto com o tipo físico quanto com o cargo que ocupam. Sem falar no perfume, que precisa combinar com suas personalidades e não agredir as narinas alheias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisam ser antenadas e inteligentes, com currículo invejável, recheado com MBA e vastíssima experiência profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu pergunto: não teria sido melhor terem ficado em casa, assistindo a sessão da tarde, tendo alguém para pagar as contas no final do mês, abrir portas para elas passarem, puxar cadeiras para elas sentarem e mandar flores em datas especiais? Eu não sei se elas fizeram um bom negócio com essa tal de igualdade. Mas também a minha opinião não conta, já que sou homem e, como todos, não entendo essas nossas tão amadas mulheres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3852799310556039543?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3852799310556039543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3852799310556039543&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3852799310556039543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3852799310556039543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/trivialmente.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SbUeWE0lx1I/AAAAAAAAAVQ/ygpDfXJZ-dk/s72-c/palimp+malabar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2003912265790749500</id><published>2009-03-06T00:33:00.001-03:00</published><updated>2009-03-06T00:37:28.018-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a Lady</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SbCaGbb1F5I/AAAAAAAAANM/PhQ0ojxdDsg/s1600-h/elaestadescontrolada.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309913395904190354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SbCaGbb1F5I/AAAAAAAAANM/PhQ0ojxdDsg/s200/elaestadescontrolada.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bicho esquisito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mulher é masoquista, é fato. Basta dar de cara com aquele gatíssimo-barriga-de-tanquinho que já se empolga e começa a maquinar o que fazer só para tê-lo aos seus pés – no mínimo, em sua cama; quiçá, em sua vida, até que a morte os separe, amém. Tudo começa com uma divisão mental dos itens a serem trabalhados, antes do encontro ideal.&lt;br /&gt;No item 1 (extremidades), ela começa fazendo unhas dos pés e das mãos, mas só depois que um viscoso creme ser jogado sem dó nem piedade em seu rosto – para hidratar, alerta a manicure-cabelereireira-esteticista-e-amiga-de-infância. Por causa da pressa, a manicure arranca-lhe alguns bifes aqui, outras peças de picanha acolá, rumo a um resultado perfeito: todos os dedos latejam – mas as unhas, perfeitas!&lt;br /&gt;Quando passa para o item 2 (poda), ela deixa que lhe depilem buço, axilas e a região púbica, transformando uma belíssima barba cubana em um bigodinho nazista. Se o telefone toca, ela não atende, com certeza é engano. Enquanto isso se deixa literalmente ter arrancados os pelos inconvenientes do corpo, como se disso dependesse o sucesso do encontro. Hoje em dia é assim mesmo: os homens querem porque querem saciar seus mais recônditos instintos pedófilos (é só eu que acho que uma púbis depilada lembra a de uma criança?) e a mulher quer porque quer ajudá-los nisso. Instinto maternal, provavelmente.&lt;br /&gt;A mulher masoquista (leia-se mulher moderna) perde um tempo enorme cuidando dos cabelos, dando as fundamentais 100 e não-sei-quantas escovadelas para que ele brilhe e, por conseguinte, ela brilhe também. Este é o item 3 de sua lista de tarefas que a levarão ao tão sonhado altar. Cabelos sempre brilhantes e sedosos já é um lema entre as mulheres, não importa idade, sexo, religião ou nível de escolaridade.&lt;br /&gt;Quando passa para o item 4 de sua lista (camuflagem), a mulher moderna, mas ainda casadoira, se arma de delineador, base, blush, corretivo, batom, lápis para olho, lápis para os lábios, gloss, aplicador de cílios, rímel, cílios postiços, iluminador, sombra em vários tons. Joga tudo no rosto da melhor forma possível, põe-se diante do espelho, olha, vira, ensaia um caminhar sensual e fica feliz. Ela resolve que nem o desconforto causado pela depilação anal a que foi submetida (nunca se sabe, nunca se sabe...) é capaz de lhe tirar o frio na barriga que a emoção de um encontro a dois pode trazer.&lt;br /&gt;No fim das contas, o que toda mulher quer é agradar ao homem que lhe agrada e para isso não mede esforços, chega ao mais impensável dos cúmulos. Lembro que li em algum lugar Freud dizendo que o ser humano é culturalmente educado para se colocar em posição de sacrifício. Respeito muito (mentira minha!) Freud e suas teorias, mas acho que ele, quando pensou sobre isso, deu nó no cérebro tentando lembrar dos sacrifícios que o homem, o macho, se propõe a fazer por uma mulher, especialmente se o objetivo é casamento. Masoquista por opção, só conheço mulher mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2003912265790749500?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2003912265790749500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2003912265790749500&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2003912265790749500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2003912265790749500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/shis-lady.html' title='Shi&apos;s a Lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SbCaGbb1F5I/AAAAAAAAANM/PhQ0ojxdDsg/s72-c/elaestadescontrolada.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-1101363661688351716</id><published>2009-03-03T22:59:00.005-03:00</published><updated>2009-03-03T23:18:46.583-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Sa3hSSZIsaI/AAAAAAAAA5w/4WTrEMW-5Co/s1600-h/coracao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309147240030843298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Sa3hSSZIsaI/AAAAAAAAA5w/4WTrEMW-5Co/s320/coracao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Elas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;- Qual é a pauta?&lt;br /&gt;A resposta foi curta, direta, simples.&lt;br /&gt;- Mulher.&lt;br /&gt;Claro. 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Por vezes, não há como fugir do óbvio.&lt;br /&gt;- E então? – indaguei para Bob, o botão da minha primeira calça Levi´s nos longínquos anos 70, desde então confidente e amigo íntimo. Judicioso, ele alinhou algumas opções.&lt;br /&gt;1. Exaltar a paixão e o amor desmesurado que sinto pelas deusas.&lt;br /&gt;2. Homenagear as doces feiticeiras, relembrando ativistas pela emancipação das mulheres, como Betty Friedman, Gloria Stein, Germaine Greer e a injustamente pouco reverenciada, Mary Quant – a inventora da mini-saia .&lt;br /&gt;3. Nenhuma das alternativas anteriores. Pelo menos uma vez não seja cínico, tente não ser engraçadinho. Deixe o coração falar - recomendou meu amigo metálico.&lt;br /&gt;Esta última observação me deixou incomodado.&lt;br /&gt;-Alguém quer ser despachado para o lixo reciclável – observei.&lt;br /&gt;Bob riu.&lt;br /&gt;- Bobagem, tu precisa de mim, sentenciou.&lt;br /&gt;Ele tem razão. Disney criou o grilo falante. Outros têm como interlocutores os botões da blusa ou da camisa. A minha consciência crítica é o Bob. Ele me irrita, abusa, provoca. Eu fico indignado, mas me rendo aos seus desafios. Eterno aprendiz, acredito que me faz crescer. Talvez me torne um homem melhor.&lt;br /&gt;Assim sendo, fala coração.&lt;br /&gt;Gosto de mulher. Sem elas não seria o que sou. Vou além: sem a mulher o homem não é nada. David Herbert Lawrence, definiu com mais propriedade e simplicidade em O Amante de Lady Chatterley: “um homem precisa de uma mulher.” A propósito, este livro, que li nos meus anos juvenis, foi uma revelação, sobre os quereres e carinhos de uma mulher. Depois, claro, me encantei com Gustave Flaubert (“Madame Bovary cest moi”). Completei minha educação sobre a alma feminina com Érico (Ana Terra) e Jorge (Teresa Batista Cansada de Guerra). Recomendo.&lt;br /&gt;Quem me concede o privilégio da sua atenção já percebeu que sexo – e o prazer que ele proporciona, quando se concretiza em troca, parceria e cumplicidade – é um componente fundamental nos caminhos que tracei – e traço – nas quebradas do meu mundaréu. Mas em se tratando de mulher tem mais, muito mais, infinitamente mais. Tem a mãe – “meu filho ande direito que é pra Deus te ajudar” ou um simples “te cuida”. Tem a força, a magia da amante amada – “tudo vai dar certo. Você vai vencer. Malditos sejam teus inimigos”. Tem a prudência – “segura a raiva. A esquina é logo ali”. Tem o carinho da filha – “te adoro, pai.” Da sobrinha: “te gosto, tio”. Da mana: “cuidado, irmão”.&lt;br /&gt;As mulheres, as que realmente importam, não têm ódio ou rancor dos homens, muito menos instinto de competição.&lt;br /&gt;De minha parte, sou um fraco, “dependente da força da mulher”, como na música do Erasmo. Mas não tenho do que me queixar: até hoje sou amado, acarinhado e, quando me sinto fraco, consolado de um jeito que me faz crer ser um super bacana. Até chego a acreditar que nasci pra ser o super bacana – mentira que só uma mulher é capaz de fazer soar verdadeira. Nada no bolso ou nas mãos. Mas muito amor e tesão no coração.&lt;br /&gt;A elas, no seu dia, a minha homenagem.&lt;br /&gt;Faço meus os versos de Gilberto Gil: “Eu passei muito tempo pra saber que a mulher que amo e que amarei será sempre a mulher como é minha mãe”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-1101363661688351716?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/1101363661688351716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=1101363661688351716&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1101363661688351716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/1101363661688351716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/conversas-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/Sa3hSSZIsaI/AAAAAAAAA5w/4WTrEMW-5Co/s72-c/coracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-7406386758583488212</id><published>2009-03-02T06:12:00.001-03:00</published><updated>2009-03-02T06:29:38.831-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quem traz na pele essa marca&lt;br /&gt;Possui a estranha mania&lt;br /&gt;De ter fé na vida.&lt;br /&gt;(Milton Nascimento e Fernando Brant)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É com Milton e Fernando Brant que revivo um dos meus mais significativos encontros. Aconteceu em Carrancas, uma bela cidadezinha mineira que, apesar da novela global, nunca havia me interessado tanto. Foi em Carrancas que a conheci. Uma Maria qualquer que se dizia Benedita. Chegara ali no lombo de um burro, puxado por um tropeiro nordestino. Contou-me várias histórias naquele jeito de ir e voltar que só os muito vividos conseguem ter. Achava que tinha mais de cem anos, mas não tinha certeza. Nunca teve uma certidão de nascimento e sua vida valera uma garrafa de cachaça, dois pedaços de rapadura e o filhote de burro que a trouxera. Foi assim que seu marido a ganhara do pai. Foi assim que, acreditava, garantira alguns anos de vida aos irmãos que ficaram no sertão nordestino.&lt;br /&gt;Quando a encontrei, estava a acariciar as fibras da bananeira. Mãos estranhamente firmes teciam com destreza mais uma peça do belo artesanato regional. Fiquei ali, fascinada pelos movimentos dos dedos, ouvindo-a e sentindo a singeleza da vida. De suas mãos vi sair mais uma obra das que pululavam pela cidade. E entendi que, muito além de ser sua sobrevivência, cada obra feita era uma parte de sua vida incrustada nas imagens que a tecelagem revelava. Ela não as vendia todas. Parte delas era doada para que fosse vendida em prol do orfanato local. Eu a amei ainda mais por isso. Deixei-a com pesar. Eu que nunca fora muito paciente com histórias repetidas, saí plena da vida de Benedita.&lt;br /&gt;Carrancas e Benedita estão hoje entrelaçadas em minha memória como ponto de referência. E Benedita será sempre como um parâmetro para mim – eu que orgulhosamente ostento meus diplomas e minhas fomes. Ela, na sua simplicidade, me ensinou que sabedoria está muito além do conhecimento. É preciso estar na vida prestando atenção nas pequenas coisas, valorizando, acima de tudo, a vida em todas as suas formas, tons e sabores. É preciso ter gana sempre.&lt;br /&gt;Não sei se você concordará comigo, mas penso que viver é deixar alguma marca. Nem que seja a marca que esta mulher - pequena, anônima e analfabeta - deixou em mim: a marca da fé na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.mp3tube.net/musics/Milton-Nascimento-Maria-Maria/86876/" target="_blank"&gt;Milton Nascimento - Maria, Maria&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object id="mp3tube" codebase="http://fpdownload.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=" height="60" width="260" align="middle" border="0" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000"&gt;&lt;param name="_cx" value="6879"&gt;&lt;param name="_cy" value="1588"&gt;&lt;param name="FlashVars" value=""&gt;&lt;param name="Movie" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ee290155135d0828414cd01d6b08cb74"&gt;&lt;param name="Src" value="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ee290155135d0828414cd01d6b08cb74"&gt;&lt;param name="WMode" value="Transparent"&gt;&lt;param name="Play" value="-1"&gt;&lt;param name="Loop" value="-1"&gt;&lt;param name="Quality" value="High"&gt;&lt;param name="SAlign" value=""&gt;&lt;param name="Menu" value="0"&gt;&lt;param name="Base" value=""&gt;&lt;param name="AllowScriptAccess" value=""&gt;&lt;param name="Scale" value="ShowAll"&gt;&lt;param name="DeviceFont" value="0"&gt;&lt;param name="EmbedMovie" value="0"&gt;&lt;param name="BGColor" value=""&gt;&lt;param name="SWRemote" value=""&gt;&lt;param name="MovieData" value=""&gt;&lt;param name="SeamlessTabbing" value="1"&gt;&lt;param name="Profile" value="0"&gt;&lt;param name="ProfileAddress" value=""&gt;&lt;param name="ProfilePort" value="0"&gt;&lt;param name="AllowNetworking" value="all"&gt;&lt;param name="AllowFullScreen" value="false"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=ee290155135d0828414cd01d6b08cb74" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowscriptaccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-7406386758583488212?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/7406386758583488212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=7406386758583488212&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7406386758583488212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7406386758583488212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/03/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-698499779278834799</id><published>2009-02-27T09:34:00.005-03:00</published><updated>2009-02-27T09:55:11.042-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Convidados'/><title type='text'>O Convidado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SaffRg5-gII/AAAAAAAAAJA/hA-AqS3ISoE/s1600-h/Caipi.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307456177863295106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SaffRg5-gII/AAAAAAAAAJA/hA-AqS3ISoE/s200/Caipi.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Mulheres&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Determinados convites são irrecusáveis, soam como elogio, tal qual o Chico me convidar para bater uma bolinha com a turma do Polyteama. Significa que, além de ser medianamente boleiro, seria também bom copo e companhia. Assim o convite para um texto no Palimpnóia afagou o ego. Saber que escrevo acima da média de milhões de brasileiros analfabetos funcionais não é vantagem, mas participar deste tour blogueiro, sim, é uma festa.&lt;br /&gt;Porém, e a vida sempre o tem, o tema não seria nada fácil: Mulheres. Não imagino por que pensaram em mim para tal tema ou pensaram no tema e pensaram em mim? Se fosse para falar de economia e a tão em voga crise, entenderia. Mas mulheres? Por que eu? Seria por conta das últimas postagens? Um poema bocagiano, depois uma revelação de meus manuscritos secretos de como melhorar a virilidade e, finalmente, uma comparação da crise atual, com uma suruba (literalmente)?&lt;br /&gt;O fato é que, estando nesta semana de Carnaval, esticado nas areias de Búzios, sorvendo em doses homeopáticas várias caipiuvas de vodka, fico pasmo de como a espécie feminina consegue ser tão bela. É um ir e vir de maravilhosas pernas, seios e bundas, num desfilar cadenciado, junto ao bater das leves ondas, que me inebria mais que as doses que tomo e aí vem este convite me pedindo justamente para falar de mulheres.&lt;br /&gt;Não seria justo com elas, pareceria um chauvinista obcecado por sexo e mais sexo. Injusto com as mulheres inteligentíssimas que conheço, com as outras, bondosas tal qual Madre Teresa de Calcutá, com as de liderança inquestionável e irrefutável, com as que fazem do ofício de mãe algo tão natural que parece que cresceram para o serem. Para as mulheres que enfim são exemplos não só de mulher, mas de ser humano.&lt;br /&gt;Porém, e a vida não deixa de ter, aqui na praia de Geribá, só consigo lembrar de C. e seu maravilhoso oral, tempos depois só igualado pela M. irmã da M. que mesmo amiga de minha namorada, após uma carona fez o mesmo, deliciosamente. Lembro de outra C. que mesmo grávida (não de mim) pediu que transássemos, pois o marido não estava querendo nada com ela, estando cheio de pudores com sua gravidez, babaca, achava que mãe não era mulher e como ela gemeu gostoso.&lt;br /&gt;Assim é a vida. Desculpem se não consigo escrever bem sobre mulheres, talvez sejam tantas doses me deixando acima do nível do mar, mas dou como desculpa o pouco tempo dado para falar de algo que merece todo o tempo do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dando-nos a honra de estreiar o espaço de convidados: &lt;strong&gt;Renato Couto&lt;/strong&gt;, do blogue &lt;a href="http://www.seumlertabom.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Se 1 Ler Tá Bom&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-698499779278834799?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/698499779278834799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=698499779278834799&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/698499779278834799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/698499779278834799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/o-convidado.html' title='O Convidado'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_3q3gSWPouXs/SaffRg5-gII/AAAAAAAAAJA/hA-AqS3ISoE/s72-c/Caipi.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2761965244071249901</id><published>2009-02-25T00:36:00.006-03:00</published><updated>2009-02-25T00:45:39.513-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SaS9wal_AhI/AAAAAAAAADg/CWCf0eXvs68/s1600-h/tr%C3%A2nsito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5306574900419297810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 173px; CURSOR: hand; HEIGHT: 144px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SaS9wal_AhI/AAAAAAAAADg/CWCf0eXvs68/s200/tr%C3%A2nsito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Todo Carnaval chega ao fim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não sei se você é daqueles que troca as oito horas de trabalho por oito horas, ou mais, atrás do trio elétrico, mas eu nunca fui uma foliã empolgada. Confesso que, quando era bem mais jovem, sonhei ser rainha da bateria ou destaque do primeiro carro alegórico e também que fui a algumas matinês, dessas de clubes. Mas era tudo incompatível comigo. Além dos meus dotes dançarínicos serem inexistentes e de não ser muito a minha cara, já naquela época havia o perigo das drogas, da violência, da morte.&lt;br /&gt;Aos vinte anos, já trabalhando, o Carnaval era o feriado mais esperado do ano. Quatro dias e meio! Quatro dias e meio, sim! No calendário a segunda-feira que antecede a terça de carnaval é dado como dia útil, mas já faz tempo que ninguém mais respeita isso aqui no Brasil. E nada melhor, aos vinte anos, do que juntar a galera e descer para a praia. Numa dessas descidas passei o maior perrengue. Fora as filas intermináveis para o pão, a carne, a água, a farmácia, a falta de lugar para estender a toalha na areia e torrar debaixo do sol e no mormaço, ainda fui obrigada a passar o feriadão ouvindo Bee Gees. A carrasca que era devota desse grupo musical ainda por cima cantava junto com eles! E para nos acordar, berrava: &lt;em&gt;Whether you're a brother or whether you're a mother&lt;/em&gt; (como assim, Bial?)/ &lt;em&gt;you're stayin' alive, stayin' alive / feel the city breakin' and everybody shakin' / And you're stayin' alive / stayin' alive / Ah, ah, ah, ah, stayin' alive / stayin' alive / Ah, ah, ah, ah, stayin' alive&lt;/em&gt;. Não, com aquilo não dava para continuar vivendo. Até ficar em São Paulo era melhor do que esse sofrimento.&lt;br /&gt;Agora, passada dos trinta, descobri as delícias de uma metrópole vazia. Vazia é modo de falar. Fica vazia e continua cheia do mesmo jeito. Tem gente para caramba na cidade e que vem para a cidade só para ir a bailes gays e uma outra pequena parcela para ir ao Sambódromo. O Rio de Janeiro ainda é a capital desse tipo de manifestação popular. Popular? Enfim...&lt;br /&gt;Nós, filhos da garoa, do cimento e gás carbono, que resistimos aos apelos do mar e ficamos em São Paulo, desfrutamos de prazeres indescritíveis durante o Carnaval. Nada de trânsito, bastante vaga para estacionar na praia (explicando: praia de paulista é o shopping), cinemas vazios, caixas ansiosos para te atender e oferecer mais guloseimas além da pipoca/refrigerante. Livrarias no mais absoluto silêncio. Meia dúzia de pessoas fazendo &lt;em&gt;cooper&lt;/em&gt; no Ibirapuera. Cafeterias da av. Paulista com mesas disponíveis ao lado da janela. Ou nada disso, apenas hibernar. O telefone não toca, afinal, todos foram viajar. Dá para ler livros, ou gibis, ou revistas, menos relatórios. Assistir um monte de filmes ou seriados, já que não assisto ao desfile das escolas de samba na tv, a não ser o da Rosas de Ouro e o da Portela.&lt;br /&gt;Uma delícia! Sensação de que a cidade está inteira a minha disposição. Uma pena que todo Carnaval chega ao fim.&lt;br /&gt;Bom, aonde eu quero chegar com tudo isso? Ao próximo Carnaval.&lt;br /&gt;Pois é, agora é guardar a fantasia, pois já é quarta-feira de cinzas, leitor, e toda paz também vira cinza no que antes era a ilha de Ogígia, seja em São Paulo, no Rio, em Brasília ou Fortaleza. Tudo volta ao normal, à agitação e a realidade de todos os problemas sócio-econômico-políticos que esses dias de Carnaval nos fizeram esquecer enquanto hibernávamos ou requebrávamos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2761965244071249901?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2761965244071249901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2761965244071249901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2761965244071249901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2761965244071249901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/falhas-nas-conexoes-cerebrais.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SaS9wal_AhI/AAAAAAAAADg/CWCf0eXvs68/s72-c/tr%C3%A2nsito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8974147085915400767</id><published>2009-02-22T20:47:00.007-03:00</published><updated>2009-04-20T09:20:23.232-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SaHkmX27lcI/AAAAAAAAAUI/BhKipRCNGlw/s1600-h/carn2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5305773183909729730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SaHkmX27lcI/AAAAAAAAAUI/BhKipRCNGlw/s400/carn2.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma noite no Sambódromo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava lembrando a última vez em que estive no Sambódromo do Rio para assistir ao desfile das Escolas de Samba, uma experiência inesquecível! Desde a chegada já sentimos o clima de festa e de alegria que pairava no ar e podia ser vislumbrado em todos os rostos das pessoas que se dirigiam aos camarotes ou às arquibancadas. Eu fui para uma das arquibancadas. Não recordo número, setor, mas estávamos bem localizados, com uma excelente visão de todo o percurso que as escolas fariam durante os desfiles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro que bares e banheiros eram dificílimos de conseguir; talvez por esse motivo tanta gente chegasse com caixas de isopor abarrotadas de cervejas, refrigerantes e lanches para varar a madrugada. Mas os vendedores ambulantes também nos abasteceram adequadamente, com preços não tão altos quanto poderíamos imaginar. Assim, o problema maior foi mesmo o uso dos banheiros. Não sei dizer como as outras pessoas se viraram, mas eu consegui me agüentar até o amanhecer, quando fiz o que a esmagadora maioria estava fazendo: desapertei-me na rua mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao clima de alegria e de festa, logo nosso grupo estava integrado às outras pessoas mais próximas, como se fossemos um único e imenso grupo de amigos. Brincávamos, riamos e conversávamos como se nos conhecêssemos de longa data. No momento em que o espetáculo ia começar, nossos olhares e atenções convergiram para o início da pista, na expectativa do que nos aguardava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando apontou a comissão de frente, todos, sem exceção, começaram a cantar o samba enredo da escola. À medida que avançava, iam aparecendo os carros alegóricos, com fantasias luxuosas e mulheres maravilhosas, onde seriam apresentados quadros do enredo daquela escola. Entre os carros alegóricos se apresentavam as alas, com seus adereços e fantasias. A mais esperada delas, a Ala das Baianas, composta apenas de mulheres, normalmente com mais idade, vestindo fantasias especialmente criadas para que, com sua evolução e rodopios encantassem a platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão, separando alas, passistas esfuziantes e duplas com mestre sala e porta bandeira em suas evoluções, representando a própria escola. E entre carros alegóricos ostentando luxo e riqueza em fantasias mirabolantes, passistas, alas, porta bandeira e mestre sala, a escola ia evoluindo ao som da bateria que, por si só era um espetáculo a parte, com sua madrinha, geralmente uma mulher esplendorosa, cheia de ginga e samba no pé e seus componentes quase em formação militar. Em um ponto do percurso a bateria precisou fazer o famoso recuo, para que o restante da escola passasse. O povo explodiu em entusiasmo. A maioria das baterias das escolas atingiu um grau de competência tão elevado que, geralmente, a disputa entre elas acaba sendo resolvida por mínimas diferenças de pontuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre uma escola e outra, o clima de festa e alegria na arquibancada permanecia, com novos ‘velhíssimos amigos’ e sorrisos por toda parte. Até alguns namoros podem surgir no meio de tanta euforia! Um dos rapazes do nosso grupo ficou com uma garota que estava com algumas amigas, voltaram a se encontrar depois e hoje são namorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminou o desfile, após a passagem triunfal da última escola, as pessoas começaram a dirigir-se para a saída. Algumas trocavam telefones, outras apenas se despediam terminando ali aquela amizade meteórica. Lá fora já ninguém mais se conhecia. Meu grupo e eu seguimos nosso caminho, meu coração ainda embalado pela alegria daquela noite de carnaval. E, à medida que nos afastávamos do Sambódromo, íamos deixando para trás as sobras dessa festa que sempre termina quando a terça-feira se transforma em quarta-feira de cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um excelente carnaval a todos!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8974147085915400767?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8974147085915400767/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8974147085915400767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8974147085915400767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8974147085915400767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/trivialmente_22.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SaHkmX27lcI/AAAAAAAAAUI/BhKipRCNGlw/s72-c/carn2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4378710541749366779</id><published>2009-02-20T00:48:00.004-03:00</published><updated>2009-02-20T00:53:32.532-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a lady</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Se a canoa não virar, olê, olê, olá!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SZ4oY0sg3rI/AAAAAAAAANE/lyKPIiRF_is/s1600-h/carnaval2.bmp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304721818016341682" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 114px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SZ4oY0sg3rI/AAAAAAAAANE/lyKPIiRF_is/s200/carnaval2.bmp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Contaminada pelo vírus da rebeldia de Mr. Jens, eu decidi fugir do usual palimpnóico – o que implica em dizer que estive às vésperas de ser excomungada pela nossa editora - pois ao pensar em Carnaval, imediata e conscientemente, minha mente também foge do comum e corre longe da folia. Na verdade, politicamente corretíssima que sou, nesta época eu penso mesmo é nas conseqüências da festa, que nem sempre termina como a gente imaginava. Carnaval é tempo de tanta coisa, só depende do usuário: alegria, descanso, sexo – porém, responsabilidade é bom e alimenta o espírito!&lt;br /&gt;São três dias, portanto fazer amor cabe como uma luva, inclusive para os mais, digamos, "tranqüilos". Eu já vi alguns médicos afirmando que o exercício necessário para a atividade sexual não é maior que o de subir quatro lances de escadas em um ritmo lento. Se alguém consegue fazer isso sem sentir palpitações ou qualquer outro sintoma que leve a um ataque cardíaco, também poderá fazer sexo sem problema algum!&lt;br /&gt;Porém, no caso específico daqueles que costumam cansar no primeiro degrau de uma escada só posso sugerir o uso do elevador. Mas para as mulheres, um conselho básico: se você mora no quarto andar de um edifício, jamais sequer insinue sexo com seu parceiro se ele estiver à frente da TV observando aquela passista mais desinibida: não é difícil que ele saia correndo, desça e depois suba os quatro lances da escada e acredite piamente que você está satisfeitíssima! E você ainda corre sério risco dele reclamar porque a escada queria carinho e conversa depois do que, para ele, foi a conjunção carnal perfeita! Enfim.&lt;br /&gt;Mas, para quem não tem companhia para um bom embate no altar de Vênus ou para quem simplesmente gosta mesmo do furdunço carnavalesco, deixo aqui alguns conselhos super práticos:&lt;br /&gt;Primeiro de tudo, o óbvio: nunca, JAMAIS!, ingira bebida alcoólica e depois pense em dirigir, a menos que seu instinto suicida fale mais alto ou que você queria beijar muito aquele poste sexy que está ali em frente.&lt;br /&gt;Não tenho a menor idéia de como fazer isso, mas evite o contato com grupos ou pessoas suspeitas ou desconhecidas – é perigoso, inclusive se você tentar beijar na boca alguém que já olhou feio para você desde sua chegada ao local.&lt;br /&gt;Onde surgir alguma confusãozinha, tire da mochila sua melhor cara de tonto e não protagonize discussões infrutíferas – não tem como saber se aquele bonitão ou aquela gostosa ali possui uma arma que não hesitará em descarregar em você, apenas pelo fato de os santos não terem batido.&lt;br /&gt;Se você insistir em beber, mas tiver problemas com sua bexiga, leve com você um penico – mas de plástico, pois vidro corta, é perigoso!&lt;br /&gt;Não mantenha contato sexual com desconhecidos (a não ser que eles morem no quarto andar). De qualquer maneira, leve sempre preservativos, para evitar que um lamento hoje gere uma série de lamentos posteriores – inclusive os que costumam surgir no mês de novembro.&lt;br /&gt;E tenha um carnaval fenomenal! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4378710541749366779?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4378710541749366779/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4378710541749366779&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4378710541749366779'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4378710541749366779'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/shis-lady_20.html' title='Shi&apos;s a lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SZ4oY0sg3rI/AAAAAAAAANE/lyKPIiRF_is/s72-c/carnaval2.bmp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2748097793157944984</id><published>2009-02-18T09:09:00.005-03:00</published><updated>2009-02-18T09:17:33.296-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SZv74UhtV0I/AAAAAAAAA5Q/NDlA5cNIPJw/s1600-h/carnaval4.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 197px;" src="http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SZv74UhtV0I/AAAAAAAAA5Q/NDlA5cNIPJw/s200/carnaval4.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304109931160229698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;O triunfo da alegria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu parecia o corcunda de Notre Dame quando entrei no ambulatório.&lt;br /&gt;- Qual o problema? – perguntou, bem humorada, a enfermeira.&lt;br /&gt;A Deusa morena que me acompanhava, explicou.&lt;br /&gt;- A gente estava brincando em frente à Catedral. De repente ele sentiu um estalo na coluna e ficou assim.&lt;br /&gt;Eu também me manifestei.&lt;br /&gt;- Ai, ai, ai... Vou morrer.&lt;br /&gt;A enfermeira gentilmente discordou.&lt;br /&gt;- Foi só um espasmo muscular. Vou aplicar uma injeção e em cinco minutos vai passar.&lt;br /&gt;Ao ouvir a palavra injeção esqueci momentaneamente a dor.&lt;br /&gt;- Vai doer? – indaguei assustado.&lt;br /&gt;- Não, é só uma picadinha.&lt;br /&gt;Puxei a manga da camiseta, fechei os olhos e ofereci o braço para a picada.&lt;br /&gt;Ana Néri recusou a oferta.&lt;br /&gt;- Na nádega, no braço vai doer mais.&lt;br /&gt;Não sei por que esta preferência das enfermeiras por picar o traseiro masculino, mas não hesitei, arriei a bermuda, a cueca e expus o traseiro lendário. A dor venceu o pudor.&lt;br /&gt;- Relaxa – ordenou o anjo vestido de branco. A ordem teve efeito contrário. Contraí ainda mais os músculos. Lentamente ela introduziu o líquido balsâmico no meu organismo. Talvez um pouco lentamente demais. Doeu um pouquinho, mas resolveu.&lt;br /&gt;O episódio aconteceu na madrugada de terça-feira do carnaval de 1998, na Praça XV de Novembro, no centro de Florianópolis. Depois deste sinal enviado pelos deuses, aposentei a fantasia de palhaço. O carnaval nunca mais foi o mesmo, assim como a minha coluna.&lt;br /&gt;Porém, não me tornei um ex-folião ranzinza, como aquele sujeito que deixa de fumar e passa a odiar quem ainda se deleita com o nefando vício. Gosto do Carnaval ou, para ser mais preciso, da alegria ampla geral e irrestrita que contamina o país nos cinco dias de folia – uma ofegante epidemia na definição inspirada de Chico Buarque. Me impressiona o ardor com que a maioria da população atende a convocação dos cinco sentidos e se empenha em saciar a fome de provar os pecaminosos prazeres da carne. O Carnaval é o triunfo da alegria, do prazer, da beleza e da sensualidade. Até onde posso divisar, não existe comportamento similar no planeta.&lt;br /&gt;Gosto de pensar que brincar no Carnaval é a forma que encontramos de nos vingar das mazelas que nos açoitam no restante do ano: a miséria, a corrupção, a criminalidade, a incompetência governamental, a safadeza empresarial, e mais um monte de eteceteras. Em matéria de desenvolvimento e justiça social ainda estamos engatinhando, em compensação sabemos, talvez como nenhum outro povo, que a vida pode ser o oposto de um vale de lágrimas.&lt;br /&gt;No entanto, o Carnaval não é só alegria. É, também, droga, violência e morte. A citada Praça XV, por exemplo, dois anos atrás foi palco não apenas para o desfile de blocos de sujos, mas também de um acerto de contas por conta de uma dívida de drogas. Um corpo ficou estendido no chão e os foliões prudentemente escafederam-se. Mas voltaram no ano seguinte. O brasileiro não desiste nunca.&lt;br /&gt;O mundo mudou e o Carnaval mudou com ele. Se para melhor ou para pior é uma questão que deixo para a avaliação dos leitores. Mas, acredito, prevalece ainda a alegria. E esta, como disse Oswald de Andrade, é a prova dos nove.&lt;br /&gt;Eu não brinco mais, mas brindo a quem brinca.&lt;br /&gt;Salve, Momo!&lt;br /&gt;Evoé, Baco!&lt;br /&gt;Salut, foliões!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2748097793157944984?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2748097793157944984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2748097793157944984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2748097793157944984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2748097793157944984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/conversas-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SZv74UhtV0I/AAAAAAAAA5Q/NDlA5cNIPJw/s72-c/carnaval4.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-819341282568167178</id><published>2009-02-13T08:35:00.006-02:00</published><updated>2009-03-02T06:31:17.311-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carta aberta aos leitores'/><title type='text'>Carta aberta aos leitores</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sabem quando a gente, ousadamente, deseja ser lido pelo maior número de pessoas? É assim aqui no Palimpnóia. Somos ousados nos desejos. Mas desejos não devem ser ousados? Ou devemos desejar apenas o que nos parece possível? Na minha visão de amante da palavra e de editora deste blog, ousar no querer é inerente ao humano. E aqui, o grupo é humano, demasiado humano.&lt;br /&gt;Mas para ousarmos neste querer, precisamos ter substância. Esta substância envolve vários aspectos. Alguns, do próprio grupo. Outros, vindos de vocês, os leitores. Porque se queremos ser lidos é preciso também que saibamos ler vocês – aqui nos comentários e em seus espaços – e conhecê-los e respeitá-los nas suas crenças, desejos e sonhos.&lt;br /&gt;Tudo isso foi discutido intensivamente pelo grupo de colunistas nestas duas ultimas semanas. Mas esta compreensão não nos veio através de uma bola de cristal. Foi preciso viver a saída do nosso querido companheiro &lt;strong&gt;Dácio Jaegger&lt;/strong&gt;. Dácio saiu por motivos pessoais e nos deixou um vácuo. Deste vácuo, vieram os questionamentos. Cada um de nós incorporou o Palimpnóia e partimos da célebre frase de Hamlet: ser ou não ser, eis a questão.&lt;br /&gt;Instaurou-se uma crise. Crise, em grego, significa crescimento. Foi o que nos aconteceu. A perda de uma pessoa querida nos fez repensar nossos rumos e estender o nosso olhar de forma ampla e irrestrita. Enxergamos vocês, os nossos leitores, como parte integrante do nosso processo. A partir daí, modificações estruturais começaram a acontecer no grupo e culminaram em mudanças neste espaço. E destas mudanças é que quero falar – apesar do preâmbulo um tanto grande, convenhamos. Relevem. A culpa é deste meu exagerado amor à palavra. Mas vamos lá.&lt;br /&gt;A partir de agora, convidamos vocês a fazer parte deste espaço. Não substituiremos o nosso querido Dácio. As duas contribuições mensais que seriam dele, passarão a ser o &lt;strong&gt;espaço de convidados do Palimpnoia&lt;/strong&gt;. Na primeira quinzena, convidaremos um dos nossos leitores para contribuir com uma crônica. Na segunda, o grupo sabatinará e apresentará aqui uma entrevista com outro convidado. As escolhas destes convidados serão feitas pelo grupo, dentro dos temas propostos e com a antecedência necessária.&lt;br /&gt;Também para nós, colunistas, haverá mudanças. Voltando à primeira frase deste texto, queremos todos ser lidos por todos. Nosso desejo é que os leitores da Euza (Loba) leiam também o Jens, a Shirley, o Zeca, a Aline (Cherry) e os convidados. Que os leitores do Jens leiam também todos os outros. E assim sucessivamente. Porque aqui deixamos as vaidades pessoais, próprias dos nossos espaços individuais, para sermos um grupo. E é este grupo que quer, com a participação de vocês, transformar este num espaço que possa fazer alguma diferença entre tantos e tantos outros na blogosfera.&lt;br /&gt;Para isso, estamos nos propondo uma linha editorial mais ampla e mais interessante. Dentro das variedades de estilos e visões, traremos temas de interesse geral para que possamos discuti-los. E discuti-los significa interagir com vocês nos comentários, levar em consideração as críticas e sugestões e, acima de tudo, transformar o Palimpnóia num espaço democrático e de todos nós.&lt;br /&gt;Portanto, meus queridos leitores, por já considerá-los parte importante deste blog, vamos começar desde já a interação. Critique, sugira, divulgue e traga seus amigos. E se possível, leve o nosso selinho para seus espaços. Quanto maior for o nosso grupo, maior será a interação e, em conseqüência, mais fortemente se processarão as trocas, estabelecerão os laços e cresceremos enquanto pessoas. Este é nosso desejo e acreditamos que também seja o seu.&lt;br /&gt;E agora, a bola é de vocês. Agradecemos a leitura e contamos com a colaboração de todos. A gente se encontra na caixinha de comentários, combinado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Euza Noronha&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;midi: words - Kenny G&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-819341282568167178?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/819341282568167178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=819341282568167178&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/819341282568167178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/819341282568167178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/carta-aberta-aos-leitores.html' title='Carta aberta aos leitores'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-64975825514373164</id><published>2009-02-11T09:26:00.012-02:00</published><updated>2009-02-11T23:47:54.893-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.orkut.blogger.com.br/eusei.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 251px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px" alt="" src="http://www.orkut.blogger.com.br/eusei.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;Ciumenta, eu?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Como homem ciumento eu sofro quatro vezes: por ser ciumento, por me culpar por ser assim, por temer que meu ciúme prejudique o outro, por me deixar levar por uma banalidade; eu sofro por ser excluído, por ser agressivo, por ser louco e por ser comum.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a class="autor" href="http://www.pensador.info/autor/Roland_Barthes/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Roland Barthes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dia desses eu, meu marido e minha filha fomos a um desses famozérimos fast-food's da vida. Estávamos no caixa, enrolados com o brinde que acompanhava o lanche da filhota (que oscilava entre o &lt;em&gt;amarelo, não, não, o azul. O azul não, o roxo. Mas o rosa é tão bonito!!&lt;/em&gt;) quando percebi que discretamente meu digníssimo cumprimentava uma morena bonitona. Grandona. Cabeludona. Quartudona. Bem, vocês entenderam.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como qualquer mulher normal (porque eu me julgo normal, o que já não é um bom sinal), ao sentarmos à mesa perguntei quem era a morenona. Com a cara mais normal do mundo, suponho eu, pois olhando para o hambúrguer ele estava, olhando para o hambúrguer ele permaneceu, respondeu-me que aquela era a moça do Orkut que eu tinha perguntado de quem se tratava na semana passada. Oras! Estaria eu virando uma paranóica em relação àquela garota a ponto de ver coincidência demais em torno dela?&lt;br /&gt;Enfim, passou uns dois dias, lá fui eu dar uma olhadela banal no Orkut dele. E adivinhem? A moça deixou um scrap dizendo que achou bacana tê-lo encontrado lá, blábláblá, mas que não se sentiu à vontade para se aproximar e puxar conversa por causa da esposa, no caso, eu.&lt;br /&gt;Como assim??? Eu tenho cara de psicopata????&lt;br /&gt;Tudo bem, admito. Logo de primeira não sou a pessoa mais simpática do mundo, não arreganho a boca mostrando meus lindos dentes num sorriso, mas também não tenho uma cara tão fechada assim a ponto de ser condenada como ciumenta, barraqueira, psicopata, paranóica!&lt;br /&gt;Confesso que morri de vontade de olhar o que ele escreveu em resposta a ela, mas me contive. Vai que a garota me vê lá, bisbilhotando (tentei achar uma palavra mais bonitinha pra colocar, mas não há. A palavra é mesmo essa: bisbilhotando) o perfil dela? Porque o Orkut te denuncia! Aí sim, ela teria razão em pensar que deveria manter distância!&lt;br /&gt;Pois é, como não olhei (apesar da coceira), tenho convicção de que não sou psicopata. Nem neurótica. Muito menos ciumenta!&lt;br /&gt;O que me irritou muito foi meu marido não acreditar no motivo que dei quando me perguntou por que olho o seu perfil no Orkut, se não deixo recados. Insinuando que só entro lá, no ‘Orkut dele’ para olhar os seus scrap's.&lt;br /&gt;Ao que, de nariz empinado e com um arzinho esnobe, reafirmei:&lt;br /&gt;- Claro que não! Entro lá e olho as fotos que você não muda faz tempo, procuro pessoas em comum para adicionar ao meu, comunidades bacanas que sempre descobre... E às vezes (ou quase sempre) leio seus scrap's, como leio os de qualquer outra pessoa...&lt;br /&gt;Bom, não foi crença que senti no som da gargalhada que soltou. Ele que risse! Eu sei que sou normal (releia os parênteses nas linhas 10 e 11 deste texto), não sou psicopata, nem neurótica e muito menos ciumenta. O Orkut está lá, um céu exposto para todos, tem como resistir à curiosidade e não vasculhá-lo, ainda mais se for o teu amado?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-64975825514373164?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/64975825514373164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=64975825514373164&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/64975825514373164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/64975825514373164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/dia-desses-eu-meu-marido-e-minha-filha.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-4076730545196222124</id><published>2009-02-08T21:09:00.005-02:00</published><updated>2009-02-09T23:41:56.914-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SY9mgC1r55I/AAAAAAAAARY/gjmynUtg0vU/s1600-h/Vedete.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300567987142256530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 258px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SY9mgC1r55I/AAAAAAAAARY/gjmynUtg0vU/s400/Vedete.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O Carnaval, a Cerveja e o Teatro de Revista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verão combina com cerveja que não combina com barriga de tanquinho. Mas como não sou escravo da moda, nem de suas dietas impossíveis, prefiro ostentar meus pneuzinhos e ser feliz com o que tenho. Felizes foram nossos pais que não precisavam se preocupar com essas questões menores e tiveram o prazer de admirar e desejar as vedetes do Teatro de Revista, também conhecido como Teatro de Rebolado, bastante populares em meados do século passado. Os mais novos não devem saber, mas muitas das atrizes hoje (re) conhecidas pelo seu trabalho em televisão e teatro começaram lá, encantando nossos pais com corpos esculturais e bem mais cheinhos para os padrões atuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Teatro de Revista, derivado dos ‘vaudevilles’ parisienses, surgiu ainda no século XIX. Eram pequenas peças, onde os personagens envolvidos em situações dúbias e equivocadas, desenvolviam seus traços cômicos à medida que a peça se desenrolava, sem grandes preocupações com o aspecto psicológico dos personagens. No Brasil, vindo de Portugal, esse tipo de representação cativou o público, transformando-se numa das mais espantosas manifestações culturais, com sua forma satírica acompanhada de música e dança durante as cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a Primeira Guerra Mundial, com o Brasil isolado do resto do mundo, a “revista” ganhou um formato tipicamente brasileiro, com a música disputando a mesma relevância que se dava ao texto. A partir da Segunda Guerra Mundial, as peças começam a afastar-se da crítica política e social, inspirando-se nas grandes produções da Broadway, dando lugar à sensualidade e à dança. Músicos que acabaram marcando a história da música brasileira, como Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Ary Barroso e Lamartine Babo, foram responsáveis pelo desenvolvimento musical do gênero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época apareceram expoentes do teatro e depois do cinema, como Grande Otelo, Oscarito e Walter D’Ávila e começaram a surgir as grandes vedetes, reverenciadas e desejadas, que se destacavam por serem atrizes, bailarinas e cantoras. Envolvidas em muitas plumas e paetês, brilhavam nos palcos Dercy Gonçalves, Renata Fronzi, Virginia Lane, Mara Rubia e tantas outras. A grande dama do teatro brasileiro, Bibi Ferreira, surgiu nessa época, no Teatro de Revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de alguns nomes ainda tão conhecidos, os mais jovens praticamente desconhecem a importância desse momento nos palcos brasileiros e o legado que nos deixaram. Esta foi a mais expressiva forma teatral brasileira em todos os tempos e o desprezo com que tem sido tratada só pode ser puro preconceito. A representação popular do cotidiano das pessoas, a enorme comunicação com o público, a possibilidade de improvisações e o rótulo de ‘teatro comercial’ levou os intelectuais e críticos da época, que queriam comparar seus textos com os da grande dramaturgia dramática a desprezar o gênero, por preferirem o peso de Ibsen, Strindberg e outros monstros sagrados do teatro. O que eles não percebiam é que não tínhamos público para esses textos pesados, mas as pessoas buscavam melodramas e teatro musicado por espelharem a realidade, dando-lhes oportunidade de se reconhecerem na cena, sem maiores complicações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da década de 60, com as mudanças sociais aí iniciadas, além da imposição da televisão no costume dos brasileiros e de outros fatores como política (ditadura), finanças e a liberação e permissividade que assolou os logradouros públicos, o Teatro de Revista ou de Rebolado começou a sua derrocada, até cair no esquecimento.&lt;br /&gt;Como herança direta desse gênero teatral, temos os desfiles das escolas de samba no carnaval, com seu caráter grandioso, a estrutura narrativa em forma de quadros (as alas), as alegorias (personificação lúdica de entidades fantasiosas), além da grande sensualidade dos corpos nus cobertos com plumas e paetês. Sendo assim, aproveitemos o carnaval que já bate às nossas portas, com a exuberância dos corpos expostos em seus carros alegóricos e vamos nos divertir a valer, com uma cervejinha bem gelada na mão. Quanto à barriguinha, que vá procurar sua turma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E você? Prefere privar-se de certos prazeres em beneficio de um corpo “malhado”? Ou dá maior importância aos prazeres da vida?&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-4076730545196222124?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/4076730545196222124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=4076730545196222124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4076730545196222124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/4076730545196222124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/trivialmente.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SY9mgC1r55I/AAAAAAAAARY/gjmynUtg0vU/s72-c/Vedete.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-7770101062982562341</id><published>2009-02-06T23:48:00.007-02:00</published><updated>2009-02-09T23:45:02.590-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SYzo47wjwAI/AAAAAAAAA1Q/wELhNwWqPrU/s1600-h/velho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299866926319910914" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 113px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SYzo47wjwAI/AAAAAAAAA1Q/wELhNwWqPrU/s320/velho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:130%;" &gt;O Velho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;O motoboy parecia assustado.&lt;br /&gt;- Taí ó – disse ele.&lt;br /&gt;Peguei o envelope e indaguei:&lt;br /&gt;- Tá com medo de quê?&lt;br /&gt;- Nada – respondeu envergonhado. Depois acrescentou:&lt;br /&gt;- O senhor já viu ele? É de arrepiar.&lt;br /&gt;Paguei e não respondi. Sabia do que estava falando. Um dia antes conversei com o Velho e a sua figura esquelética, barbuda, a voz cavernosa, também havia me assustado. Ele é uma espécie de quebra galho e sábio do bairro. Encrenca é o seu negócio, resolve desde conflitos amorosos, doenças na família a questões existenciais.&lt;br /&gt;O meu problema era de ordem intelectual. Por razões que não convém aqui explicitar, não entreguei a minha crônica para o Palimpnóia na data aprazada (quarta-feira passada). A minha editora, gostoduzulda, mas tirânica, me mandou um email irado e sucinto, no qual manifestava a determinação de extirpar os meus testículos sem anestesia (gulp!) e expô-los ao sol, para apreciação do leitorado. Só de ler e lembrar sinto uma dor lancinante nos países baixos. Apavorado, procurei o Velho.&lt;br /&gt;- Me tira desta enrascada – implorei.&lt;br /&gt;Ele ouviu cofiando a barba e esboçou um leve sorriso quando mencionei a possibilidade de ter o meu aparelho reprodutor mutilado. Por alguma razão, a perspectiva de que o mesmo fosse exposto à visitação pública pareceu agradá-lo. Não sei a razão das pessoas quererem me machucar, sou tão bonzinho. Depois de pigarrear, cuspiu e disse com a voz gutural:&lt;br /&gt;- 50 paus.&lt;br /&gt;Estava preparado. Passei um bolo de notas de 1, 2 e 5 reais. Ele contou, guardou num pote de maionese vazio que fazia as vezes de cofre.&lt;br /&gt;- Ide e aguardai. A resposta segue por motoboy.&lt;br /&gt;Eu estava abrindo a cancela do portão, quando ele gritou da porta:&lt;br /&gt;- O transporte é por tua conta.&lt;br /&gt;A resposta chegou no dia seguinte pela manhã.&lt;br /&gt;Depois que o guri saiu, conferindo o punhado de moedas com que lhe paguei, com as mãos trêmulas abri o envelope que continha a minha salvação. Os garranchos formavam uma única frase: “Conti a nosa istória” (sic).&lt;br /&gt;“Que merda é esta?”, pensei. Telefonei para o Velho, que, apesar de recluso, não abre mão de certos confortos da vida moderna, como telefone, microondas e tevê a cabo.&lt;br /&gt;- Não entendi nada. Tá a fim de me sacanear? – a irritação fez com que esquecesse as precauções necessárias ao lidar com o Velho, a fim de não despertar a sua sacrossanta ira. Segundo a lenda, suas pragas são infalíveis e podem arruinar a vida do alvo. Por sorte, ele deixou a irreverência passar batido.&lt;br /&gt;- Não entendeu o quê, seu bolha?&lt;br /&gt;- Como assim contar a nossa história?&lt;br /&gt;- É isto mesmo. Conta o que aconteceu desde ontem, como tu veio rastejando até aqui borrado de medo, implorando ajuda para manter o respeito dos teus leitores, a começar pela boazuda da tua editora, e a integridade do teu saco. Aliás, não sei pra quê. Todo mundo na zona sabe que isto aí não serve mais pra nada. Conta a história com jeitinho, te faz de vítima, tu é bom nisto. É possível que sejas perdoado.&lt;br /&gt;- Hummm... tô começando a entender. Será que vai dar certo?&lt;br /&gt;- Sei lá. Mas o que tu tem a perder? – encerrou o Velho, desligando sem ao menos desejar boa sorte.&lt;br /&gt;“Humpft! O que tenho a perder? Nada, só as bolas”. No entanto, sem outra saída, segui o seu conselho.&lt;br /&gt;O resultado está aí. Mais uma vez, escapei. Por um triz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-7770101062982562341?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/7770101062982562341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=7770101062982562341&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7770101062982562341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7770101062982562341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/memorias-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SYzo47wjwAI/AAAAAAAAA1Q/wELhNwWqPrU/s72-c/velho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2770168070565843909</id><published>2009-02-05T15:22:00.005-02:00</published><updated>2009-02-05T15:35:46.439-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a Lady</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SYsirruBojI/AAAAAAAAAM0/hb5l9Tb0xPs/s1600-h/idolo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299367520397009458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 96px; CURSOR: hand; HEIGHT: 128px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SYsirruBojI/AAAAAAAAAM0/hb5l9Tb0xPs/s200/idolo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Na minha modesta opinião, deveria ser PROIBIDA a vinda de artistas hollywoodianos ao Brasil, seja lá pelo motivo que for! A gente já tem que aguentar os tablóides anunciando o interessantíssimo evento da Carolina Dieckman fazendo uma compra no valor de 10 reais em uma feira e pagando a dita com cartão de crédito; a "pegação" de calcinha das comportadíssimas rainhas de baterias e mulheres bunda de fruta, fora os surfs dos bonitões malhadões, indianos caminhantes e negociantes da china. Mas aí ainda ter que aturar a família Cruise, não – NÃO DÁ!&lt;br /&gt;Hoje, em qualquer site de notícias pode-se ver com detalhes sórdidos o casal e sua filha Suri (isso é nome que se ponha em uma criança???) caminhando pelo calçadão de Copacabana, curtindo uma piscina, penteando os cabelos, tirando meleca do nariz (pelo menos foi só a menina – Deus é Pai!!!), comendo em 3 (eu disse TRÊS!!) restaurantes em menos de 3 (eu disse TRÊS de novo!!) horas. Haja estômago pra aguentar tanta baboseira!!! Agora perguntem se eu consigo lembrar o nome do filme que o Tom está divulgando? Já respondo: não faço idéia!&lt;br /&gt;Iconoclasta ferrenha, acabei descobrindo que também sou masoquista: abro a página da Globo.com e vou abrindo as abas com as "novidades" que os globais nos trazem, seja em comida, vestes, dietas, comportamento, namoros e outras coisinhas super, hiper, MEGA importantes para o nosso cotidiano. E nessa, acabo ficando sem tempo para o resto das coisas triviais, como a quantidade de gente que morre nas guerras, se o negão mais poderoso (por conseguinte o mais gostoso) do mundo está dando conta das expectativas que puseram em suas costas, se a Amazônia está sendo diluída, etc e tal. Sou uma iconoclasta alienada!&lt;br /&gt;Tudo "culpa" dos diários eletrônicos (ah, vá, os de papel também!) que noticiam tanta bobajada, tanta inutilidade e assim vão criando idéias equivocadas nas cabecinhas mais influenciáveis e iludíveis. No fundo, no fundo, é apenas gente que ganha mais dinheiro do que a gente, sem trabalhar tanto quanto a gente e por isso, por terem essa história de, digamos, "sucesso", acabam virando ídolos.&lt;br /&gt;No fim das contas, todo ídolo tem, no mínimo, os pés de barro, basta jogar água que ele começa a derreter. Tudo bem que algo fica e tudo bem que o que fica é bem mais do que a lama que surge, mas, ainda assim, lama é lama e todo ser humano tem, mesmo, uma vocaçãozinha para bodó*. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Peixe de aparência estranha, meio pré-histórica, que chafurda na lama no fundo dos rios da Amazônia.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2770168070565843909?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2770168070565843909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2770168070565843909&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2770168070565843909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2770168070565843909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/shis-lady.html' title='Shi&apos;s a Lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SYsirruBojI/AAAAAAAAAM0/hb5l9Tb0xPs/s72-c/idolo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3322740588446870358</id><published>2009-02-01T10:28:00.008-02:00</published><updated>2009-02-01T15:32:59.819-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SYWVrqbWMRI/AAAAAAAAAFQ/b6wi8Fk0kzY/s1600-h/lobagesso.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297805114027159826" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SYWVrqbWMRI/AAAAAAAAAFQ/b6wi8Fk0kzY/s200/lobagesso.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Palavra minha&lt;br /&gt;Matéria, minha criatura, palavra&lt;br /&gt;Que me conduz&lt;br /&gt;Mudo&lt;br /&gt;E que me escreve desatento, palavra"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Chico Buarque&lt;/em&gt; )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cada vez que pintava uma idéia, eu disparava a escrever. E a tal idéia finalizava no primeiro parágrafo. Foi assim durante quase uma semana. As idéias iam surgindo aos borbotões. E com a mesma rapidez, morriam. Cheguei mesmo a pensar: como uma cirurgia no pé é capaz de interferir diretamente nos neurônios? Não é, claro. Mas pode interferir no meu estado de espírito. E interferiu.&lt;br /&gt;Que eu me lembre, este foi meu &lt;em&gt;début&lt;/em&gt; na imobilização geral. E por ter sido imobilização, não houve valsa, nem sapatos de cristal. Que seja também o último episódio deste anti-conto de fadas, ainda que eu tenha que ferir os nós dos dedos batendo na madeira.&lt;br /&gt;Sempre fui desastrada e, em conseqüência, já imobilizei braços, mãos, pernas e pés. Nada que me impedisse de exercer todas as funções que me davam prazer e também aquelas que eu queria mandar para o inferno. Desta vez, não tive outra escolha senão sentir saudades das minhas charmosas trombadas, seguidas de gargalhadas descoradas, e assistir as palavras passando por mim como foguetes inconseqüentes – como se eu precisasse dos pés para alcançá-las. E sobreveio um horrível sentimento de incompetência intelectual. A Palavra estava ali, mas eu não era mais capaz de dar a ela sequer um traje simples, ainda mais a roupagem metafórica que foi sempre minha grande busca. Enlouqueci.&lt;br /&gt;Tirando o exagero, quase enlouqueci. Não sei qual é a importância da Palavra para você que me lê. Talvez nem dê importância a incompetências momentâneas, como esta. Mas para mim, é crucial. A minha relação com a palavra sempre foi íntima, idílica e amorosa. Começou ainda nos tempos da delicadeza. Menina tímida, tive a fala paralisada. Em contrapartida, os pensamentos ganharam asas. A única saída foi virar uma pessoinha letrada e colocar no papel o que a voz se negava a dar forma. Aconteceu cedo. Muito antes do que se esperava. E o encontro com a palavra foi a abertura das minhas janelas para o mundo. Desde então, respeitamo-nos. Ela, na sua imensa capacidade de construir-provocar-destruir. Eu, na minha imensa pretensão de tê-la sempre andando comigo de mãos dadas, como parceira de todas as horas. E sempre foi assim. Até viver esta estranha experiência de completa castração do meu intelecto.&lt;br /&gt;Tenho a impressão de que este estado castrador ainda não terminou. Acredite ou não, este texto está sendo tecido laboriosamente há dias. Já o deletei vezes sem conta e outras vezes sem conta, o recomecei. Mas não estou mais desesperada. Meu lado racional já travou todas as batalhas que lhe competia e está começando a ganhar espaço na minha loucura. E com isso, aprendi um pouco mais sobre mim – quase sempre aprendemos de forma dolorosa. Não sou tão preguiçosa quanto acreditava ser. Sou desejosa da preguiça. Talvez porque nunca tenha realmente tido tempo para o ócio, eu o deseje como se fosse o pote de ouro que o arco-íris esconde. Mas agora sei. Ele é ilusoriamente reluzente. E, embora romântica e sonhadora, não sou afeita a ilusões.&lt;br /&gt;Acho que me perdi. E agora? Como termino?&lt;br /&gt;Já sei. Como ainda há em mim resquícios desta luta com a Palavra – ou com a falta dela - é melhor não correr o risco de descortinar ainda mais o meu emburrecimento. Afinal, como diz Chico, a palavra me escreve desatenta. Paro por aqui. Simples assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;* a imagem do post é um desenho de Beti Timm&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3322740588446870358?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3322740588446870358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3322740588446870358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3322740588446870358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3322740588446870358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/02/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_in7kZJNUC8k/SYWVrqbWMRI/AAAAAAAAAFQ/b6wi8Fk0kzY/s72-c/lobagesso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-395569169797540031</id><published>2009-01-29T09:27:00.004-02:00</published><updated>2009-01-29T09:38:09.295-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Falhas nas conexões cerebrais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SYGSpbXEFgI/AAAAAAAAADI/nzxfQzhgm0s/s1600-h/apontar2.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296675877181199874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 139px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SYGSpbXEFgI/AAAAAAAAADI/nzxfQzhgm0s/s200/apontar2.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Somos todos iguais?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu acredito que, independente do sexo da pessoa, o ser humano não é de natureza monogâmica. Somos de cultura monogâmica e a palavra "traição" é utilizada, neste caso, como inibitória. Partindo deste princípio, precisamos arrumar "motivos/explicações" para validar os desejos carnais.&lt;br /&gt;Há pouco tempo, diferenciava-se a traição masculina da feminina. E lentamente essa diferenciação está deixando de existir. Apesar da mulher ainda sofrer muito mais com os preconceitos culturais, vem aos poucos se libertando dos falsos conceitos criados para inibi-las.&lt;br /&gt;Muitas colocavam a "culpa" na ausência do marido, casamento em declínio, falta de atenção entre outras explicações, sendo que todas geravam um único sentimento: carência e a busca de um amor que suprisse essas ausências afetivas.&lt;br /&gt;Hoje em dia, após uma grande evolução da participação da mulher na sociedade, direitos reconhecidos e diversas autonomias antes não concedidas, essas explicações deixaram basicamente de serem as únicas. Não há mulher no mundo que não goste de ser paquerada, cortejada, paparicada ou qualquer outra "ada" nesse sentido, que não queira se sentir especial. E muitas têm a necessidade de serem especiais não apenas para o ser amado.&lt;br /&gt;E bem diferente do que os homens acham (que o companheiro "não dá conta do recado"), a maioria feminina afirma que, quando traem os namorados/noivos/maridos/afins, eles não têm culpa, o fazem porque a culpa é delas! E eu acho engraçado o termo "culpa"...&lt;br /&gt;Enfim, acredito que haja uma probabilidade bem pequena de lá no âmago da questão eu estar errada na minha constatação, a motivação para a tal transgressão é a VAIDADE. Muitos vão dizer que vaidade é algum tipo de carência, mas convenhamos que o peso dessa carência, se assim for considerada, sai dos ombros do parceiro.&lt;br /&gt;Na tentativa de suprirem o ego, a auto-estima, querem se perceber gostosas, sem necessariamente serem amadas, até porque é sabido que o amor tem outro tipo de olhar.&lt;br /&gt;Muitas procuram provar a elas mesmas que ainda conseguem ser desejáveis, que são procuradas não pelo comodismo, não pela facilidade de dividirem a cama e talvez isso gerar certa "comodidade" sexual entre o casal. Precisam alimentar o ego tendo o corpo devorado por um outro homem, que aparentemente descubra novos encantos ou desengavete os antigos.&lt;br /&gt;Muitas são extremamente inseguras em relação ao próprio corpo e não há opinião contrária que as demovam da idéia fixa de que muita coisa está fora do lugar. Não testam, basicamente, os homens para se divertirem com eles, testam a si mesmas para elevar a própria auto-estima.&lt;br /&gt;Há ainda, as mulheres que gostam de competir com as demais. Mulher, muito melhor que os homens, sabe que sexo é poder, que em certas circunstâncias pode valer até mais que dinheiro. Sexo também traz status. O sexo, quem determina se ele vai ou não acontecer invariavelmente é a mulher. Definitivamente o domínio, as rédeas estão em mãos da ala feminina. "Eu tenho x possibilidades/amantes/paqueras/admiradores e fulana tem somente o ínfimo y de possibilidades/amantes...logo, eu = poderosa/gostosa/inteligente (sim! inteligência também entra aqui!) que fulana."&lt;br /&gt;Uma coisa que notei, segundo pesquisas do Inst. Alinístico de Pesquisas e Observações, e não estou generalizando, é que as mulheres na faixa dos 18 aos 25 anos, basicamente solteiras e que podem até ter namorados, são contra a traição (há exceções), mas conforme a idade vai avançando, elas vão flexibilizando essa opinião. A maioria além de ter um relacionamento estável, já passou da faixa dos 25 anos. Quanto mais idade, mais a necessidade de abastecer a vaidade (há exceções).&lt;br /&gt;Nessa história toda eu percebi que, além da mulher ser muito mais hábil na "arte de trair", elas são falsas moralistas. Quando não reprimem seus instintos e vivem na frustração (há exceções!), traem, pulam a cerca, têm segredos obscuros para com o companheiro oficial e não contentes, sem um pingo de vergonha na cara, levantam a bandeira dizendo-se contra, condenando e muitas vezes difamando a colega. Uma vergonha!&lt;br /&gt;Cada um tem o seu próprio conceito de traição, sendo assim, traição é um conceito muito amplo nesta sociedade ainda encruada pelos mandamentos machista até de uma religiosidade conservadora e conformista. O que eu queria que vocês analisassem é: O que um condena, fazendo ou não na obscuridade sigilosa da alcova, é o mesmo que o outro condena? Se um está certo em seu parecer, estaria o outro errado? E aí, não voltamos para o primeiro parágrafo deste texto?&lt;br /&gt;Será que os motivos femininos não estão, na verdade, bem próximos dos masculinos? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-395569169797540031?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/395569169797540031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=395569169797540031&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/395569169797540031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/395569169797540031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/falhas-nas-conexoes-cerebrais.html' title='Falhas nas conexões cerebrais'/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SYGSpbXEFgI/AAAAAAAAADI/nzxfQzhgm0s/s72-c/apontar2.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3292336222354948809</id><published>2009-01-26T18:58:00.006-02:00</published><updated>2009-01-27T10:13:40.187-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SX4lCBYgwoI/AAAAAAAAAPs/l4JD0hDOEiI/s1600-h/o+pensador[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295710928495493762" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 318px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SX4lCBYgwoI/AAAAAAAAAPs/l4JD0hDOEiI/s320/o+pensador%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pensamentos soltos a respeito de mim mesmo.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou assim, meio inconseqüente, meio porra-louca, até mesmo um pouco avoado. Existem pessoas que não me conhecem pessoalmente, e acreditam que sou um jovem senhor na casa dos trinta, no máximo dos quarenta. Mas já comemorei meu cinqüentenário há alguns anos e sempre fui um homem sério em relação aos meus deveres, obrigações, amigos, etc.. O fato de viver com o sorriso aberto na cara e tentando levar tudo na brincadeira não me torna menos sério do que sou. Também sei amarrar a cara – se bem que ninguém acredita quando me vê assim e acabo sendo desarmado – falar a sério, chamar a atenção e dar bronca. Mas também aí ajo com seriedade e (sempre) com respeito à outra pessoa. Não chamo a atenção, nem dou nenhuma bronca na frente de terceiros. Ninguém merece ficar ouvindo aquela chatice na frente dos outros! E tento levar tudo numa conversa amena, mostrando os pontos que não estão de acordo com o esperado, dando sugestões de melhora e, enfim, o que mais puder para não constranger a outra pessoa. Já fui homem de terno, gravata e pasta executiva, gerenciando departamentos financeiros e de planejamento de grandes empresas multinacionais. E sempre fui querido pelos funcionários, em todos os escalões. É difícil manter uma postura digna quando nos relacionamos com pessoas e somos superiores hierárquicos de muita gente. Mas com meu jeito bonachão e bem humorado, sem esquecer – sempre em primeiríssimo lugar – o respeito que devemos a todas as outras pessoas, eu consegui. Quando chutei o pau da barraca, abandonei a vida de alto executivo e ingressei no comércio, com o meu “próprio negócio”, muitos dos meus antigos subordinados continuaram me procurando e mantivemos sempre um excelente relacionamento, já não mais como chefe e subordinado, mas como, se não amigos de verdade, pelo menos pessoas que se gostam e se respeitam. Há pouco mais de dois anos, fatores externos tiraram das minhas mãos – e dos meus ombros – a loja que teve seus dias de sucesso e esplendor. Lá também, durante os quase vinte anos de labuta, contei com o apoio e o respeito daqueles que trabalharam para mim. E foram essas pessoas que me ajudaram a passar pela pior fase, a sair dela e até mesmo a tomar decisões que dariam outra guinada em minha vida. Fiquei mais ou menos um ano curtindo o dolce far niente, até que, cansado de viver como aposentado, resolvi voltar ao batente. Não foi difícil conseguir um trabalho, e contei com a ajuda de pessoas do meu passado. Primeiro fui fazer o gerenciamento financeiro e de planejamento de um grande restaurante e casa noturna. Algo por trás dos bastidores, mas como sou de ação, em pouco tempo estava praticamente tocando a casa, pois o proprietário, ciente de que eu não deixaria a peteca cair, foi passando tudo para mim e quando percebi estava trabalhando das nove da manhã até três ou quatro da madrugada seguinte. Quando tomei consciência do que estava fazendo comigo mesmo, conversei com o “patrão” e parti para outro trabalho. Ele ainda tentou segurar-me, garantindo que ficaríamos apenas nas finanças e planejamento, mas eu sabia que não seria assim e, portanto, o melhor a fazer era partir para novo desafio. Foi quando fui parar na Galeria Aécio Sarti, onde me encontro no momento. Em menos de um mês, já havia me tornado o braço direito do artista, fui me envolvendo em tudo o que diz respeito não só à galeria, mas também a exposições fora de Paraty e hoje aquilo não funciona sem mim. Já estou percebendo os primeiros problemas; tenho viajado muito – pequenas viagens – por conta de preparar exposições, conversar com donos de galeria e outros assuntos relacionados. Meu horário, que tenho me forçado a cumprir rigorosamente, é das 10 da manhã às 4 da tarde. Mas muitas vezes me percebo ainda lá, às 5, às 6, às 7. O próprio Aécio me procura tanto, que muitas vezes acaba me atrapalhando. Até assuntos particulares dele tenho resolvido. Neste momento estou tentando dar uma recuada estratégica, para me colocar numa posição menos impactante. Posso continuar a preparar as exposições, viajar e contatar galerias, cuidar da administração e das finanças, mas preciso deixar que outras pessoas também façam algumas coisas. “Você é centralizador?” alguém pode perguntar. Não, não sou e deixo que cada qual faça sua parte. Mas sou “paizão” e, quando percebo, os outros estão mais ou menos esperando que eu tome a iniciativa, ou mesmo a decisão. E não é isso o que quero. Afinal, para fazer um trabalho bem feito, precisamos saber dividir as responsabilidades e também os resultados. Mas tudo isso mantendo o bom humor, a alegria de estar vivo e com saúde e disposição para o trabalho. E, principalmente, o respeito pelos que estão ao meu lado. E também pelos que não estão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3292336222354948809?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3292336222354948809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3292336222354948809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3292336222354948809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3292336222354948809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/trivialmente_26.html' title='Trivialmente'/><author><name>Zeca</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17194173709610425495</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/S_GvAeXGovI/AAAAAAAAAdY/DwhJZIYr8jc/S220/s+Zeca+menino.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_YxQ1dzF1DvU/SX4lCBYgwoI/AAAAAAAAAPs/l4JD0hDOEiI/s72-c/o+pensador%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-7658227759147269336</id><published>2009-01-23T00:46:00.002-02:00</published><updated>2009-01-23T00:49:31.010-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a Lady</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De pedras e escadas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SXkv2u1PpzI/AAAAAAAAAMs/Ld5910jfAMo/s1600-h/perola03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294315454281525042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SXkv2u1PpzI/AAAAAAAAAMs/Ld5910jfAMo/s200/perola03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre que alguém cita Drummond e sua célebre frase: "a dor é inevitável, o sofrimento é opcional", eu paro para analisar o que exatamente isso significa. E quando eu digo sempre, é sempre mesmo: eu nunca lembro quais foram as minhas conclusões anteriores sobre a frase. É um hábito meu, mesmo com frases com mensagens aparentemente óbvias, como é o caso.&lt;br /&gt;Existe uma dor absoluta? Não, claro, ela sempre está relacionada a algum distúrbio, seja ele físico ou mental. Ela é evitável? Nada que um analgésico não resolva - isto é sabido e certificado. É possível viver com ela? Sim: viver e conviver! Seria isto o sofrimento? Sendo assim, concluo que nem sempre a dor é inevitável, mas o sofrimento é, sim, sempre uma opção de quem sente dor.&lt;br /&gt;Eu convivo com a dor já há algum tempo e não gosto, em absoluto, disso. Mas não tenho como me livrar da dor constante, trucidante, não tenho como evitá-la – é algo que já faz parte da minha vida e eu já me habituei a conviver com ela. De tal forma a coisa se estabeleceu que eu já consigo até olhar minha dor como uma amiga, um refúgio no qual posso me apoiar em diversas ocasiões: quando não quero ir para aquela festinha que tem tudo pra ser uma chatice, por exemplo. Digo logo que está doendo meu pescoço (dependendo da minha intuição eu digo que está doendo TUDO), aí com certeza vou enfrentar menos insistência dos queridos que me convidaram para o tal evento. Prático e eficiente, ainda que não seja indolor.&lt;br /&gt;A dor é uma necessidade; é ela a encarregada de mostrar que algo está errado em nosso organismo, em nossa vida. Se não nos resignarmos a aceitá-la assim, corremos sério risco de deixar de ver o que acontece a um palmo do nosso nariz. E incluo a dor emocional que, na minha opinião, também é uma dor física. O que dizer daquele aperto que dá no meio do peito quando se perdeu um parente, um amigo, um amor? É muito pior, por exemplo, que pisar sem querer em um grão de milho no chão. É dilacerante.&lt;br /&gt;Concluindo: qualquer dor, seja ela física, mental ou espiritual, precisa ser bastante elaborada pelo indivíduo. Dizem que o amor cura tudo; nesse caso, o amor a si mesmo é a solução. A dor é sinal de algo que é perdido, então é fundamental admitir o luto e tratá-lo para então seguir com a vida, por mais dolorida que ela seja. Que eu saiba, uma ostra que nunca foi ferida jamais irá produzir uma pérola.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-7658227759147269336?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/7658227759147269336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=7658227759147269336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7658227759147269336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/7658227759147269336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/shis-lady_23.html' title='Shi&apos;s a Lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SXkv2u1PpzI/AAAAAAAAAMs/Ld5910jfAMo/s72-c/perola03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8758995325155735337</id><published>2009-01-20T22:35:00.005-02:00</published><updated>2009-01-20T22:57:17.412-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SXZwX6fHxPI/AAAAAAAAA0c/6Z_FHfLGcxw/s1600-h/malvada5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5293541968159687922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 113px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SXZwX6fHxPI/AAAAAAAAA0c/6Z_FHfLGcxw/s320/malvada5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;A malvada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Ah, deixa...&lt;br /&gt;- Claro que não, bagual!&lt;br /&gt;- Só desta vez. Que mal tem?&lt;br /&gt;- Nem desta, nem vez nenhuma. Não respeita seus leitores? O que eles irão pensar?&lt;br /&gt;- Nada. O pessoal é compreensivo. Aliás, desde quando você se importa com o que os outros pensam?&lt;br /&gt;- Não se trata de mim e sim de você. Não quero que seus leitores, em especial leitoras, fiquem decepcionados com uma possível falha sua.&lt;br /&gt;- Que merda, eu tô de férias! Nas férias a gente faz este tipo de coisa. Não vai doer nada, porra!&lt;br /&gt;- Calmaí, companheiro. Nada de merdas e porras. Acha que está na sua toca? Lá é que, às vezes, mais parece uma casa de tolerância.&lt;br /&gt;- Casa de tolerância? Eu conheço como p....&lt;br /&gt;- Psttt! Olha a boca!&lt;br /&gt;- Tá legal. Então você não deixa mesmo?&lt;br /&gt;- Quer saber? Tá começando a me exasperar! Para de reclamar e vamos logo com isso!&lt;br /&gt;- Saco!&lt;br /&gt;- Tem mais: é fazer e fazer bem, tá? Parceiro meu tem que ser competente e criativo!&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;***&lt;br /&gt;O relato acima é a transcrição factual do diálogo que travei com a minha editora aqui no Palimpnóia. Ao contrário do que possam imaginar a leitora e o leitor mais apressadinhos, o que estava em discussão não era nenhuma proposta de conteúdo libidinoso, proibido para menores de idade, se é que ainda existe alguma coisa proibida para menores de 18 anos. Eu simplesmente estava pedindo, implorando para ser mais exato, para "déclarer forfait", que é apenas um modo sofisticado de dizer que estava querendo a sua anuência (anuência, reparem como estou chique) para não escrever a minha coluna. É verão, última semana de férias, estou sem inspiração, com preguiça (na verdade exausto em razão de excessos etílicos, gastronômicos e, hummm..., carnais, vamos dizer assim, em nome do bom gosto e da elegância). Mas ela, a minha editora, além de gostoduzulda é também conhecida como A Malvada, uma deusa implacável quando se trata do honrar compromissos no dia aprazado.&lt;br /&gt;Argumentei que apesar de externamente parecer um bagual indestrutível, no fundo sou apenas um simples rapaz do campo, dotado de uma alma sensível, cujo corpo másculo e o intelecto privilegiado necessitam de alguns dias de repouso absoluto para retomar o seu pleno vigor. Ou seja, preciso tirar férias das férias.&lt;br /&gt;Como sempre faço quando quero muito alguma coisa, esperneei, choraminguei, berrei, briguei, fiz chantagem, ameacei com as mais terríveis maldições, chamei a mãe, invoquei o nome do Senhor. Tudo em vão. A Malvada manteve-se irredutível, ameaçadora – "se a coluna não chegar...".&lt;br /&gt;Resolvi não pagar para ver o que significavam as sinistras reticências. Assim, cá estou deixando gravado publicamente os infortúnios a que um simples camponês, com certo pendor para a escrita, é submetido por uma deusa bela que sabe ser adorável, mas também severa, tirana e inflexível. Certos homens só funcionam assim. É o meu caso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8758995325155735337?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8758995325155735337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8758995325155735337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8758995325155735337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8758995325155735337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/conversas-de-um-velho-safado.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SXZwX6fHxPI/AAAAAAAAA0c/6Z_FHfLGcxw/s72-c/malvada5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-24662247406926092</id><published>2009-01-18T23:25:00.006-02:00</published><updated>2009-01-19T08:39:14.662-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A dama e o cafajeste&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Recebi, por e-mail, um texto intitulado: A dama e o cafajeste. Embora não leia tudo que recebo, fui atraída pelo título - cafajestes me atraem irremediavelmente! Abri. Era uma entrevista com Suzana Vieira, contando detalhes sobre sua vida com seu último marido. Tempos atrás ouvi falar &lt;em&gt;an passant&lt;/em&gt; sobre o caso, mas não me interessei. Depois de ler a entrevista, continuei não me interessando pelos detalhes e reafirmando o que sempre achei da atriz: ela vive a vida da forma que escolhe viver. E ponto.&lt;br /&gt;Ficaria nisso, não fosse uma observação que recebi:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Você leu a entrevista da Suzana Vieira? A que ponto chega uma mulher para negar o envelhecimento e ser bem comida!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Indignei-me. Profundamente. Em primeiríssimo lugar, porque a observação foi feita por uma mulher. E ela deveria saber que mulher, quando se entrega, é muito mais pelo emocional do que por apenas sexo. Nenhuma mulher vive com um homem tão-somente por ser ele um garanhão. Além disso, sexo bom não implica em casamento, seja ele oficial ou oficioso. Implica em reciprocidade - ser bem comida e comer bem. Os garanhões de plantão que me perdoem, mas eles por si só não garantem uma boa transa.&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o envelhecimento da carne só implica em envelhecimento emocional nos pobres de espírito. Não há idade para se apaixonar. Não há idade para se viver as loucuras da paixão. Não há idade para correr o risco de ser feliz.&lt;br /&gt;Apaixonar-se por um cafajeste é um risco que qualquer mulher corre, independente da idade, independente de ser bem ou mal comida. Enganar-se em relação à parceria escolhida é um risco que todos correm - independente de gênero. Mas fugir dos riscos será viver? Não fujo. Pago o preço e estou sempre aberta às emoções de uma grande paixão.&lt;br /&gt;Qualquer preconceito me incomoda. Este me incomodou bastante. Será que consta no grande livro da Constituição Brasileira que uma pessoa após determinada idade deve se recolher às lembranças do que já foi? Será que a Bíblia, o Alcorão, a Tora ou qualquer outro livro sagrado estabelece que envelhescência é sinônimo de sepultamento da sexualidade e das emoções? Ou tudo isso é fruto dos conceitos arraigados e propagados pelos guardiões da moral e dos bons costumes?&lt;br /&gt;Credo! Não quero jamais ser assim. Nem viver sob estas regras hipócritas e castradoras que vão nos secando e nos transformando em coadjuvantes da nossa própria vida. Quero mais é ser eternamente sujeito de todas as ações e fomentar o meu espírito com as emoções de amar a mim, a vida e o amor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afinal, a idade de amar é hoje, agora, sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-24662247406926092?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/24662247406926092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=24662247406926092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/24662247406926092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/24662247406926092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/entreaspas_18.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8259791590270468814</id><published>2009-01-16T09:17:00.007-02:00</published><updated>2009-01-19T08:31:30.732-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foi mais ou menos assim'/><title type='text'>Foi mais ou menos assim</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_u-mL8b_5OyU/SXBtN7NrgsI/AAAAAAAAAJY/W1RzIk74Sho/s1600-h/mamatresOKjpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5291849648161129154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 170px; CURSOR: hand; HEIGHT: 135px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_u-mL8b_5OyU/SXBtN7NrgsI/AAAAAAAAAJY/W1RzIk74Sho/s400/mamatresOKjpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;Sou o que sou ou o que aparento?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu sou uma glândula sudorípara na origem, mas muito mais nobre, será que sou? Vejamos, a verdadeira glândula do suor elimina este dito cujo que é composto de água, o “sal de cozinha” e restos de uréia, mas não chega a ser urina- quase. São muitos milhões de glândulas espalhadas pelo corpo. Elas ajudam a refrescar a pele, pois o suor eliminado para evaporar rouba calor e faz baixar a temperatura cutânea. A produção intensa de calor no corpo principalmente quando dos exercícios físicos tem o valioso auxílio delas para sua dissipação. E só os mamíferos foram agraciados com as “maquinitas”; engraçado, quando o indivíduo fica nervoso, principalmente quando a ânsia está junto haja sudorese e ainda se sabe de pessoas que apresentam distúrbios num sistema nervoso especial chamado simpático que obriga a suar demasiadamente nas axilas, nas mãos e nos pés, chegando ao ponto de terem imensa dificuldade de segurar objetos ou imagine-os digitando e pingando gotas no teclado. O cheiro de sovaco, aquela incrível catinga de certas axilas é o resultado da digestão dos resíduos do suor por bactérias – verdade, é como se fosse a caca delas - para ser gentil- porque o suor mesmo não cheiro. E o chulé? É a mesma coisa com o beneplácito do sapato, bota ou tênis. Pé no chão ou na sandália não dá. Uma curiosidade sobre os mamíferos, o cão tem poucas glândulas sudoríparas, mas não sua pela boca por ela perde o líquido necessário, principalmente água, resultante de suas reações bioquímicas com as suas correrias. Como disse lá em cima, sou uma glândula sudorípara na origem, porém modificada de tal maneira que, em vez de suor, boto para fora nas horas solicitadas algo muito mais rico, mais nobre, mais substancial, o leite. Quem diria, quem pode achar que seja verdade? Mas é! Sou dupla na raça humana e entre os primatas, nas cabras, nas éguas; muitas vezes surjo na mulher, em maior número, duas normais e geralmente arremedos que tentam imitar os vários pares comuns em mamíferos quadrúpedes; trata-se de um atavismo que é uma cacetada na pobre criatura Hoje tem jeito removê-las com a cirurgia plástica e antes? Nem poderia a proprietária exibir-se num circo de horrores. Mas como mama não sou exclusiva das fêmeas, todo macho também me exibe, atrofiada, com um mamilo débil e uma aréola mais ou menos- leite nem pensar- falta o tecido glandular e os hormônios para atiçá-lo. Mas alguns machos me usam como elemento de prazer sexual. No entanto nas mulheres atingi o máximo da glória. Com volumes e formatos variados orno seus tórax ao par tornando-as esbeltas, elegantes, apetecíveis, cobiçadas e atraentes. Houve um tempo que era mantida um tanto escondida pela vestimenta, mas com uma forte sugestão erótica ao ser levantada um tanto oferecida por espartilhos feitos de barbatanas de baleias. Nos países do Oriente sempre vivi oculta sob roupas, na Grécia e Roma era exibida sob roupas leves e semitransparentes. Na época das trevas, na Idade Média nem nas relações amorosas era vista, apalpada, beijada ou chupada – só pelos filhos e olhe lá. Entre os povos das florestas em qualquer latitude os machos nem sabem deste alto valor; paciência! Portanto a mulher moderna sabe muito bem do meu valor, não falo no aleitamento, que o mundo se criou graças a ele. Falo mesmo do alto valor como moeda de troca nas transas caprichadas em que sou buscada pelo homem e oferecida pela minha proprietária sem meias palavras, usada e abusada, em qualquer credo, um deleite para olhos gulosos, um bom bocado para bocas gulosas, sem nenhuma distração, um passeio para dedos espertos e nervosos. Há até algo mais lascivo, mas um pouco ruborizada prefiro me remeter à minha vida nas praias, as dos nudistas em que sou oferecida ao suave toque dos ventos, aos beijos marotos dos raios de sol, à grudação à milanesa dos grãos de areia e ao desmanche destas sensações pelos seus sequestro na água do mar. Parece-me que nem procurada pelo olhares desatentos dos se fêmeas da ocasião. E logo ali detrás da montanha numa praia infindável, tem de tudo, desde os vendedores de iguarias aos que ofertam serviços ou quinquilharias e eu, montada em lindos e formosos tórax (as feias que me perdoem). Aqueles, a faturar olham de soslaio, mulheres e homens, estes do meu interesse me fitam, eles indecorosamente, que bom, adoro. Fico excitada às vezes, perdoem meu mamilo, é ele, este pequeno altar dos deuses. Mas uma coisa me encuca, ele é centenas ou até milhares de vezes menor que meu volume, posso ser mostrada até perto dele, raspando, pode até aparecer uma beiradinha, rosada ou marronzinha clara, mas o mamilo não pode.O mamilo é lindinho, delicado, mimosinho, no entanto nestas idílicas extensões de areia tem que ser coberto, não recebendo a luz do sol, o lamber da aragem, nem parecer um biscoitinho crocante com alguns felizardos grãozinhos de areia. Lanço daqui o mais veemente protesto pela discriminação, quero lutar pela descriminação (Porque acham que é atentado ao pudor?), quero a liberdade de poder ter minha nobre eminência, tão bem elaborada, tão sensível, exposta da mesma forma que toda eu, com ou sem silicone, sejam quais forem os formatos e volumes, cor, mesmo com algumas estrias, mas se eu estiver arriada, meio muxiba, mande me prender dentro de um sutiã inteirão com um cadeadozinho no seu fecho até ser visitada por um cirurgião plástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dácio Jaegger 13/01/2009 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8259791590270468814?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8259791590270468814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8259791590270468814&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8259791590270468814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8259791590270468814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/sou-o-que-sou-ou-o-que-aparento-eu-sou.html' title='Foi mais ou menos assim'/><author><name>dácio jaegger</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='29' src='http://4.bp.blogspot.com/_u-mL8b_5OyU/SV4VXHbPhhI/AAAAAAAAAIc/QOxV8qSzIaM/S220/palimpdacio.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_u-mL8b_5OyU/SXBtN7NrgsI/AAAAAAAAAJY/W1RzIk74Sho/s72-c/mamatresOKjpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-5157490895235109272</id><published>2009-01-14T00:05:00.005-02:00</published><updated>2009-01-14T21:05:52.261-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SW1JqMRFMgI/AAAAAAAAADA/Efgf9VJD5wk/s1600-h/tatoo_na_lingua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290966126426403330" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 166px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SW1JqMRFMgI/AAAAAAAAADA/Efgf9VJD5wk/s200/tatoo_na_lingua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Tatuagem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Eu adoro tatuagens. Há quem as use para o embelezamento. Eu uso-as como símbolos. Tenho quatro espalhadas pelo corpo, esse ano farei a quinta, pois além de dizerem que número par dá azar e nunca é bom duvidar isso só serve de incentivo, ganhei uma de um cliente da empresa em que trabalho. Ainda não escolhi o desenho e o lugar. Todas têm significados, duas são religiosas (há quem duvide da minha religiosidade por não ser convencional, mas...), as outras duas não fiz porque as achava simplesmente bonitas. São marcas de amor eterno: meu marido e minha filha. Claro, os desenhos são belos, parecem comigo, como devem ser.&lt;br /&gt;É muito antiga a história da tatuagem. Na pré-história encontram-se vestígios de povos que cobriam sua pele com desenhos. Foi no Egito que ela começou a ser feita com perfurações introduzindo pigmentos na pele.Já teve vários significados entre eles:&lt;br /&gt;- Status: marcas de guerras, lutas corporais e caça, eram sinônimos de orgulho e respeito nos primórdios. Algumas civilizações usavam as tatuagens para marcar a passagem da infância para a fase adulta, maternidade, sendo que o membro dessa civilização que tivesse maior quantidade de tatoos, mais alto seria seu status. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Punição/Criminalidade: No Japão feudal era uma vergonha ter tatuagens. Depois passou a ser sinônimo de resistência. Foi quando surgiu a Yakuza, famosa máfia japonesa, onde seus participantes tinham o corpo totalmente coberto por tatuagens.Por muito tempo distinguia-se/rotulava-se homossexuais, prostitutas, criminosos, marginais em geral (?) pelo uso de tatuagens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Religioso: Os primeiros cristãos se reconheciam através delas. Normalmente por uma cruz, ou por um peixe, ou letras gregas. Foi banida na idade média ao ser considerada como coisa do demo. Quem as tivesse era considerado pagão. E como ato de repressão, perseguiam, aprisionavam e matavam em fogueiras (inquisição).Algumas tribos indígenas tatuam seus corpos pedindo proteção aos deuses. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Vaidade: Há múmias do sexo feminino com tatuagens realçando seus encantos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E não mudou muito a sua utilização nos dias atuais. Tatuagem ainda significa religião, status, coragem, criminalidade, vaidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uns 3 anos atrás, estava eu em uma entrevista para emprego, vaga de secretária, num escritório imponente e bem conhecido de advocacia, vestida com uma camisa branca. A entrevista correu muito bem. Uma empatia mútua entre eu e minha ex-futura-superior. Como assim ex-futura-superior? Explico: ao final da entrevista, trocamos aperto de mãos e ela fez a promessa de que o RH entraria em contato no final da tarde informando os documentos que eu deveria apresentar. Virei em direção à porta, já sorrindo e confiante. Quando a abri, minha ex-futura-supeiror perguntou, não sem antes soltar uma interjeição num tom de decepção:&lt;br /&gt;- Ah, você tem tatuagem nas costas?&lt;br /&gt;Afirmei que sim e disse que tinha mais pelo corpo. Achei isso um dado irrelevante que não mancharia o meu curriculum ou a minha competência para o cargo, por isso não iria escondê-las, mais cedo ou tarde elas seriam vistas. Foi pela carinha de decepção e de certo constrangimento que percebi a promessa do RH me ligar ir para as cucuias. E não é que minha percepção estava afiada neste dia? Não ligaram mesmo.&lt;br /&gt;Apesar de tomarem as ruas, praias, parques e afins, ainda existe muito preconceito em relação a tatuagens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma pena. Todo mundo deveria encarar de forma bela, singela e metafórica como fez Chico Buarque...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.umnovoencontromusical.com/nacionais/chico_buarque-tatuagem.mid"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;midi: tatuagem - chico buarque&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;embed pluginspage="http://www.microsoft.com/Windows/MediaPlayer/" src=" http://www.umnovoencontromusical.com/nacionais/chico_buarque-tatuagem.mid" type="application/x-mplayer2" autostart="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-5157490895235109272?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/5157490895235109272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=5157490895235109272&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5157490895235109272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/5157490895235109272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/tatuagem-eu-adoro-tatuagens.html' title=''/><author><name>Aline Belle</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10149753705209494310</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SW1JqMRFMgI/AAAAAAAAADA/Efgf9VJD5wk/s72-c/tatoo_na_lingua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3045111139443755193</id><published>2009-01-12T10:19:00.002-02:00</published><updated>2009-01-12T10:24:20.623-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><title type='text'>Trivialmente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SWsze86WIcI/AAAAAAAAAC4/WI_CNw3dFrg/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290378794116719042" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SWsze86WIcI/AAAAAAAAAC4/WI_CNw3dFrg/s200/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;O novo super-homem&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Alguns devem estar estranhando: por que será que esse cara só fala sobre os homens? Será psicólogo? Ou ufólogo? Nada disso, pessoal. Apenas tenho constatado que a mulherada fala muito sobre mulheres e quando fala sobre nós - pobres coitados! - somos malhados sem dó nem piedade. Então, resolvi tentar falar um pouco desse ser tão pouco conhecido e tão criticado. Talvez analisando os costumes herdados, aliados a fatores impostos pelas mais recentes conquistas femininas, possamos chegar um pouco mais perto dessa criatura, sem ficarmos apenas no seu lado machista, chauvinista, grosseiro, dominador, agressivo, relaxado que elas fazem questão de realçar.&lt;br /&gt;Nos tempos atuais sabemos que o papel masculino está em transição, se multiplicando. O papel do machão tinha seu lado confortável, mas por outro lado, obrigava o homem a engolir suas fragilidades e emoções, mostrando apenas sua face de Super-Homem. Mas responda rápido: tem coisa melhor do que chorar quando se está triste? Ou retirar das costas o peso do sustento da casa, dividindo-o com a companheira? E o compartilhamento das decisões mais importantes? É! Parece mesmo que é mais confortável viver feliz como Clark Kent.&lt;br /&gt;Hoje é comum ver jovens casais dividindo a conta do restaurante, muitas vezes após ela ter escolhido o cardápio ou o vinho. Claro que ainda existem os recalcitrantes, homens incapazes de aceitar que sua acompanhante pague a conta, ou escolha o programa, o cardápio, a bebida. E muitas mulheres também! Mas esses seres jurássicos estão em extinção.&lt;br /&gt;O cara durão, agressivo, que trazia o pão de cada dia para casa e jamais chorava ou mostrava qualquer tipo de sentimento está cada vez mais distante da nossa realidade. Assim como a mulher que cuida do marido, desde a roupa, até a arrumação e limpeza da casa. Com suas novas profissões e ambições, essa mulher também se encontra em extinção. E isso vem desde o século XVIII, quando e Revolução Industrial e suas máquinas facilitaram ou substituíram o trabalho humano, deixando de necessitar da força bruta masculina até a atualidade, onde o intelecto é mais reconhecido. Essas mudanças geraram outras, com a mulher reivindicando seus direitos de igualdade como seres humanos, assumindo novos trabalhos, desta vez fora do ambiente doméstico e assumindo, cada vez mais, papel importante na manutenção familiar. Elas também se tornaram consumidoras, geraram negócios e suas opiniões se tornaram importantíssimas para o crescimento do próprio capitalismo.&lt;br /&gt;Com o feminismo o homem foi obrigado a questionar seus papéis sociais e as questões geradas não têm fim. Ele precisa reaprender a relacionar-se com a nova mulher, reclassificar as importâncias do trabalho, da família e do amor em sua vida e decidir algumas questões básicas como: "homens podem trair?" - "e chorar?" - "quem troca as lâmpadas queimadas em casa?" - "quem leva o carro ao mecânico?" – "pode ganhar menos que a esposa?" – "e se estiver inseguro? O que fazer?" – "E afinal, quem paga a conta do restaurante?" Como se pode ver, não é fácil o desafio de encontrar novas respostas a essas perguntas e criar um novo modelo, ou reinventar a própria masculinidade.&lt;br /&gt;É tudo tão difícil que é muito comum o casal chegar em casa após o trabalho e ele, que se julga extremamente moderno e bem resolvido, liga a TV para ver o noticiário ou os gols do jogo de futebol, deixando que ela se ocupe com o preparo do jantar. Ou então, enquanto ela se ocupa dos afazeres do lar, ele vai brincar com as crianças, para "ajudá-la". Neste caso, a própria expressão "ajudar" pressupõe que esse trabalho não é de sua responsabilidade. E quando se separam dificilmente ele pensa na possibilidade de ficar com as crianças. Assim, as obrigações caseiras acabam sempre sobrando para as mulheres.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3045111139443755193?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3045111139443755193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3045111139443755193&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3045111139443755193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3045111139443755193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/trivialmente_12.html' title='Trivialmente'/><author><name>Editoria</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08739059255950280717</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_e6c0DGSgVoY/SWsze86WIcI/AAAAAAAAAC4/WI_CNw3dFrg/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3691429053708318200</id><published>2009-01-09T01:18:00.004-02:00</published><updated>2009-01-09T13:16:13.587-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><title type='text'>Shi's a Lady</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SWbC5WmknVI/AAAAAAAAAMI/tGM8XICkZ_U/s1600-h/hipocrisia.bmp"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5289129102968921426" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; WIDTH: 197px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SWbC5WmknVI/AAAAAAAAAMI/tGM8XICkZ_U/s200/hipocrisia.bmp" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Moeda de 9 reais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Dia desses alguém chegou comigo se queixando do comportamento altamente singular de uma conhecida: de uma vez só ela é fofoqueira, faladeira, intrigante, invejosa e falsa. Ou seja: uma pentelha encravada. Mas acho que a pior atitude que ela toma é pisar, humilhar e fazer pouco das pessoas e de um indivíduo em especial: não vou dizer quem, CLARO! Mas ela só faz isso até o exato momento em que o bolso desse dito cidadão fica recheado de notinhas verdes (meu Deus, qual é mesmo a cor do real??? Faz tanto tempo que não olho pra um que até esqueci...), nesse momento ela vira um doce, amante fervorosa, dedicada etc e tal.&lt;br /&gt;Eu não sei que nome vocês dão a isso, mas eu chamo assim, na cara dura, de hipocrisia. Mas o chato, nessas situações, é que a gente acaba adotando a hipocrisia como meio para um louvável fim: a paz mundial. No mínimo, a paz entre os próximos. Os únicos que não ficam nessa santa paz, quando da adoção de atitudes hipócritas, são você e você mesmo. A não ser, é claro, que você seja um impostor inveterado, daqueles que gostam realmente da coisa como ela é, a ponto de chegarem ao ponto de sequer saber quem são, na realidade.&lt;br /&gt;Visualize: você está frente a frente com uma criatura que está te contando toda a vida pregressa e imoral daquele marido da manicure que já nem mais manicura porque cansou de apanhar e aí se mandou pra Timbuctu (toda mulher acossada pelo marido foge pra lá) mas já voltou e estão juntos de novo e &lt;em&gt;bla, bla bla&lt;/em&gt;. Você ouve porque não é surdo (apesar de até achar que seria bom sê-lo, nessas circunstâncias), mas entre um veneno e outro você liga o &lt;em&gt;pc&lt;/em&gt;, lê seus &lt;em&gt;scraps&lt;/em&gt; no &lt;em&gt;orkut&lt;/em&gt;, bate papo com os amigos no &lt;em&gt;msn&lt;/em&gt;, joga paciência, responde "sim" ou "não" quando é solicitado (correndo sério risco de dizer sim quando a resposta correta seria o mais puro silêncio), e assim o tempo vai passando e você, pra não "perder a amizade" (alguma coisa de bom essa criatura tem a oferecer, não é possível!!), converte-se no mais descarado, falso, simulado – hipócrita. O melhor de tudo é reservado para o fim do papo, quando você ainda recebe um convite pra ir à missa das 18!!!&lt;br /&gt;Eu tenho certo receio de ser chamada de falsa, de hipócrita. Contudo, é certo que a vida, às vezes, nos põe em situações nas quais é melhor rebolar do que andar duro. Alguém já disse: em terra de cego, quem tem olho é rei. Também teve aquele que disse: em público oferece água, escondido bebe seu vinho. Ah, e teve São Francisco, que disse: Eu sou capaz de cometer qualquer um dos pecados conhecidos. Ora pois, se São Francisco, um santo, se considerava capaz inclusive das maiores atrocidades, porque não podemos nós, pobres mortais, ferir com o ferro ardente que nos queima e ainda cutuca a ferida?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-3691429053708318200?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/3691429053708318200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=3691429053708318200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3691429053708318200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/3691429053708318200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/shis-lady.html' title='Shi&apos;s a Lady'/><author><name>Shirley</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/So84dHTJ7eI/AAAAAAAAATo/N4qjEnPobSk/S220/Shic4a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mfnnEZTc20Y/SWbC5WmknVI/AAAAAAAAAMI/tGM8XICkZ_U/s72-c/hipocrisia.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-2593941687619764653</id><published>2009-01-06T22:12:00.009-02:00</published><updated>2009-01-12T10:29:08.773-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><title type='text'>Conversas de um velho safado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Feliz Aniversário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SWP1WjOJLnI/AAAAAAAAAyI/ORagDD-7sIc/s1600-h/bordel1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5288340155223584370" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 113px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SWP1WjOJLnI/AAAAAAAAAyI/ORagDD-7sIc/s320/bordel1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nasci no dia 30 de dezembro. Durante certo tempo foi legal aniversariar cinco dias depois do Natal. Na infância, presentes em dobro; lá em casa nunca teve este negócio de um presente só para as duas ocasiões, sob o risco de eu ficar emburrado em ambas. Creiam, não sou nem um pouco agradável quando fico amuado.&lt;br /&gt;Na minha memória aqueles dias eram sempre azuis; suspeito que seja pela lembrança de uma metralhadora Thompson lata de goiabada, como as usadas pela gangue de Al Capone (caçada implacavelmente pela turma de Eliott Ness. Atenção, jovens: era um seriado ianque, Os intocáveis, que passava na tevê pré-histórica dos anos 60 do século passado). A Thompson, que eu ganhei do pai, era de plástico azul e tinha uma manivela que, quando girada, fazia ratátátá.&lt;br /&gt;Na adolescência, meu natalício significava mais um dia de festa no final de ano. A esbórnia começava no dia 30 e só terminava com o primeiro dia do ano. Três dias de festa móvel e ininterrupta.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Um dos meus melhores aniversários foi o de 19 anos, numa sexta-feira. Ainda morava em Ipanema, na casa da rua Morano Calabro, e trabalhava no Banrisul. Compareceram todos, a turma do bairro, do colégio e do banco. Um baita festão, apesar do churrasco salgado em demasia (Inácio, o assador, fazia sua estreia na condição de churrasqueiro; além de usar sal grosso, banhou a carne com salmoura durante o cozimento - o resultado foi sal com carne assada; a salada de maionese feita pela mãe nos salvou da fome total).&lt;br /&gt;No fim festa, alguém sugeriu: “vamos na Edith”, proposta aceita com entusiasmo pela maioria dos convivas, já devidamente estimulados pelo consumo excessivo (eu diria industrial) de cerveja. Assim, lá fomos nós rumo ao Guarujá, bairro coladinho em Ipanema, visitar a Edith.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;A Edith era uma dama gentil que abrigava em sua morada garotas igualmente gentis e alegres. Era uma excelente anfitriã, sempre disposta a proporcionar divertimento para jovens púberes ou cavalheiros maduros (mediante uma módica remuneração, obviamente).&lt;br /&gt;Na residência a vivacidade era vermelha (sempre vermelha), as gurias bonitas e a música animada. Apesar de ser a minha primeira vez na casa, fui saudado com um Parabéns a Você tocado pelo conjunto e cantado pelas meninas. Um charme.&lt;br /&gt;Na época eu estava sob a influência sensorial dos trópicos de Henry Miller e havia lido Teresa Batista Cansada de Guerra, ficando particularmente impressionado pela passagem onde a heroína conhece as delícias do sexo (ah!, sempre ele). Fisicamente, eu já não era mais virgem na matéria; emocionalmente, sim. Até então, meus encontros carnais com o sexo oposto deixavam muito a desejar. Sabia que faltava alguma coisa. Henry e Jorge (principalmente este) revelaram o que era. E eu estava disposto a conquistar o tesouro naquele dia. Ou melhor, noite. Ou ainda, para ser mais exato, madrugada.&lt;br /&gt;Tive a certeza de que isto aconteceria quando a vi. Pele branca, baixinha, gostosinha, cabelos curtos escuros, olhos vivos e negros, boca vermelha e provocante – parecida com meu primeiro, impossível e mais genuíno amor, a Naira (então já casada), o que certamente foi decisivo para o meu deslumbramento. Inicialmente seu nome era Raquel. Depois que a confiança se estabeleceu, mudou para Miriam, conforme a certidão de nascimento. Ficamos juntos e sós num quarto vermelho (a cor do amor) por quatro revolucionárias e inesquecíveis horas.&lt;br /&gt;As seis da matina, de volta pra casa, eu era finalmente um homem de verdade, conhecedor das delícias dos extremos da paixão.&lt;br /&gt;Foi o melhor presente que já ganhei. É claro que houve outras noites e madrugadas igualmente esplendorosas, até melhores. Mas nunca no dia do meu aniversário.&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;PS 1 – Soube que a Edith ainda existe, sob nova administração, mas no mesmo local. Qualquer dia destes vou lá, visitar uma parte do meu passado.&lt;br /&gt;PS 2 – Este texto não foi escrito observando as novas regras gramaticais, com exceção do acento capado na palavra estreia. Como todos, tenho até 2012 para me adaptar às novas regras. Turrão, vou deixar para a última hora. A não ser, é claro, que seja ameaçado com o corte da cesta básica pela coxoduzulda da minha tirânica editora. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-2593941687619764653?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/2593941687619764653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=2593941687619764653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2593941687619764653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/2593941687619764653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/feliz-aniversrio.html' title='Conversas de um velho safado'/><author><name>Jens</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11487749053393344919</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/-l_9gpWW_ogQ/TW_qonm-amI/AAAAAAAABmE/96OV3L-Ltkk/s220/JensChapeu1.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/__VaVAiwZXJo/SWP1WjOJLnI/AAAAAAAAAyI/ORagDD-7sIc/s72-c/bordel1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-8095516365412195232</id><published>2009-01-05T08:14:00.009-02:00</published><updated>2009-01-06T22:24:00.892-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><title type='text'>EntreAspas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Reinventando o cais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei! Voltamos!&lt;br /&gt;Depois de um longo tempo vendo esta página com o mesmo texto, a mesma música e as mesmas intenções, saio das aspas para inventar um novo cais.&lt;br /&gt;Acho que deveria fazer uma lista de boas intenções. É de praxe começar o ano tomando novas resoluções, como diz nosso companheiro Jens. Mas como Drummond, sou &lt;em&gt;gauche&lt;/em&gt;. Não consigo sequer pensar em algo para começar tal lista. Na verdade, estou tão feliz nos caminhos que escolhi que só quero segui-los cantarolando. E se por acaso tropeçar em alguma pedra, haverá sempre a opção de chutá-la, apesar do risco de engessar novamente o pé. Então, nada de boas intenções. Talvez precise mesmo é das más. Ando boazinha demais, normalzinha demais e preguiçosa demais.&lt;br /&gt;E por falar em preguiça... ah, como é difícil romper o círculo preguiçoso dos últimos cinco dias – minhas férias tão sonhadas. Preguiça de pensar, de retomar a vida dita produtiva. Uma vontade insidiosa de pegar carona no rabo de um cometa ou me deixar levar por um barco sem vela em mar infinito. Não se assuste, meu leitor. Não amaluquei. Apenas estou a exercer o sagrado direito de espreguiçar letras e adormecer palavras, nos meus últimos momentos de umas férias que duraram pouco, mas foram intensas. Um luxo para quem não imaginava ter mais que 24 horas de descanso compulsório. As lembranças de sol, piscina, risos e chuva de champanhe (com direito a beijos roubados, olhos arregalados e a renascida certeza de que alguns amores não morrem jamais) são tão luxuriantes que quero gozar um pouco mais a imaginária vida de rainha.&lt;br /&gt;Mas prometo: estou a acordar. O ano ainda é um bebê e bebês costumam engatinhar antes de nos fazer correr atrás deles. E este ano promete um sem-número de correrias. Embora não seja pessimista, não há como negar o que estamos vivendo. A Natureza em fúria cobra a ação predadora do homem nos colocando sob águas em profusão. A crise estadunidense espalha-se pelo mundo, abalando e colocando nuvens escuras sobre o berço esplêndido brasileiro. Nada que vá me fazer perder os sonhos. Nem você, eu desejo. Afinal, o grande desafio que se apresenta é ser feliz, apesar das adversidades. E seremos, se muito quisermos.&lt;br /&gt;Estou com sono. São altas horas do primeiro domingo de 2009. Estou a acordar, mas agora preciso dormir para me encher de paciência e encarar o cotidiano sem poesia do mundo empresarial que balança à beira do meu abismo particular. Vou mandar este rascunho para minha editora. Ela que se vire e faça parecer que sou uma colunista interessante. Mas se você estiver lendo este parágrafo, é sinal de que ela me ama. &lt;em&gt;Só quem ama é capaz de ouvir e entender estrelas.&lt;/em&gt; E autorizar a publicação deste final de besteiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;PS. Ela é capaz de ouvir e entender estrelas. Mas é também capaz de puxar orelha de colunista preguiçosa! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.muleke-malukinho.net/nacionais/nac_f/Flavio_Venturini_-_Cais_(mm).mid"&gt;midi: cais - flavio venturini&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6867640446400969284-8095516365412195232?l=palimpnoia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palimpnoia.blogspot.com/feeds/8095516365412195232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6867640446400969284&amp;postID=8095516365412195232&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8095516365412195232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6867640446400969284/posts/default/8095516365412195232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palimpnoia.blogspot.com/2009/01/entreaspas.html' title='EntreAspas'/><author><name>Euza Noronha</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='30' src='http://3.bp.blogspot.com/-sMhlICK8E6M/Ts-lfK8hFbI/AAAAAAAAAXo/_ZykPEgS78A/s220/perfil3.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6867640446400969284.post-3046002925384373694</id><published>2008-12-16T07:11:00.014-02:00</published><updated>2009-01-05T09:57:02.333-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='EntreAspas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Trivialmente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conversas de um velho safado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foi mais ou menos assim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Shi&apos;s a lady'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Falhas nas conexões cerebrais'/><title type='text'>Texto Coletivo</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Férias, &lt;em&gt;s’il vous plaît&lt;/em&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram seis fragmentos de colunistas tentando se juntar em meio ao redemoinho e um quebra-cabeça ficando difícil de ser montado. Final de ano – tempinho que urge, em que as horas caminham do mesmo jeitinho, mas cada uma parece nos aproximar mais e mais do fim dos dias. O mesmo tempo que é sempre insuficiente para acabar com o cansaço ou para dar conta de fechar o balanço anual.&lt;br /&gt;Resolveram então dar férias ao Palimpnóia. &lt;em&gt;Nossos leitores não merecem pedaços tão desencontrados de nós&lt;/em&gt; – disse a sensibilidade feminina. Reunidos, num esforço coletivo dos neurônios, tentariam fechar o ano do jeito esperançoso e simpático, comum a todos os seres humanos sempre que se vêem às portas de um novo tempo. Uma das vozes sensíveis, propôs:&lt;br /&gt;- Gente, vamos escrever uma carta a Papai Noel? É lugar comum, mas querem coisa mais deliciosa do que voltar a acreditar com força no bom velhinho?&lt;br /&gt;A conversa se generalizou e os desejos surgiram, aos borbotões. Os seis, olhos antes cansados e quase sem brilho, voaram pelas montanhas geladas do europeu Feliz Natal e pairaram esperançosos nas portas do Ano Novo. E o texto de fim de ano do Palimpnóia foi sendo tecido.&lt;br /&gt;Euza, sempre metidona a líder de qualquer coisa, tentou organizar a tempestade cerebral, mas foi interrompida por Jens.&lt;br /&gt;- É a minha vez. Sou eu! - exigiu o bravo e combativo jornalista.&lt;br /&gt;- Então começa, bagual dos pampas!&lt;br /&gt;- Na vida real, aprendi: que me importa a mula manca, se quero a tal de felicidade?&lt;br /&gt;E a conversa correria solta sobre cunhados, cachorros e as belas mulheres da vida não fosse a coxuda da editora dar um basta nas linhas do
